POLÍTICA
Aleac aprova operações de crédito que fortalecem a transformação digital e o desenvolvimento sustentável do Acre
POLÍTICA
Os deputados estaduais aprovaram em plenário, nesta terça-feira (21), duas mensagens enviadas pelo governador Gladson Cameli (PP) que autorizam o Estado a contratar novas operações de crédito com a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As propostas visam financiar ações estratégicas voltadas à transformação digital da administração pública e ao fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis no Acre.
A primeira matéria aprovada, referente à Mensagem Governamental nº 2326/2025, autoriza o Poder Executivo a contratar operação de crédito no valor de R$ 30 milhões junto à Caixa Econômica Federal, por meio do programa Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (FINISA) Transformação Digital. O investimento permitirá a modernização da gestão pública e dos serviços oferecidos à população, com foco na digitalização de processos, automação de sistemas e ampliação da conectividade entre os órgãos estaduais.
De acordo com o texto, o projeto contempla a aquisição de servidores hiperconvergentes, softwares de virtualização e ativos de rede, além da contratação de serviços técnicos especializados para suporte e implantação das novas soluções. A medida, conforme destacou o governador Gladson Cameli, busca tornar o governo mais eficiente, transparente e acessível, consolidando a política estadual de governo digital e garantindo serviços públicos mais ágeis e confiáveis.
Também recebeu aprovação a Mensagem Governamental nº 2327/2025, que autoriza o Estado a contratar junto ao BNDES uma operação de crédito no valor de até R$ 250 milhões, destinada ao fortalecimento das cadeias de produção e à promoção do desenvolvimento sustentável. Os recursos serão aplicados em programas de plantio florestal de espécies nativas, sistemas agroflorestais, integração lavoura-pecuária-floresta, e na cadeia produtiva de produtos madeireiros e não madeireiros.
O plano de investimento prevê ainda a implantação de 2 mil hectares de sistemas agroflorestais, o fortalecimento das cadeias do cacau e do mel, e a assistência técnica rural por pelo menos três anos, beneficiando diretamente cerca de 2 mil famílias de agricultores familiares, comunidades tradicionais e povos indígenas. O projeto também contempla medidas de eficiência energética, como a instalação de sistemas de energia solar em prédios públicos e a criação de viveiros para produção de mudas nativas, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas e a redução das emissões de gases de efeito estufa.
Ambas as iniciativas integram o Plano Plurianual 2024–2027 e o programa Agenda Acre 10 Anos (2023–2032), alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Com a aprovação em plenário, as matérias seguem agora para sanção do governador Gladson Cameli e posterior execução das etapas de financiamento.
Parlamentares divergem sobre aprovação de empréstimos
O deputado Manoel Moraes (PP), líder do governo na Aleac, defendeu a aprovação dos projetos de crédito do Poder Executivo, destacando que os recursos são fundamentais para fortalecer a produção rural, gerar emprego e combater a fome na Amazônia. Segundo ele, os empréstimos serão direcionados principalmente aos pequenos produtores e viveiristas, que enfrentam dificuldades financeiras para preparar a terra e ampliar a produção. “Esses empréstimos todos se voltam para o pequeno produtor rural, para viveiristas, para a produção de mudas. Hoje, quem quiser comprar muda de cacau, de café ou de qualquer outra espécie, não encontra. As pessoas querem produzir, querem plantar, mas não têm condições financeiras de gradear e irrigar. O Estado está fazendo a sua parte, com boa intenção”, afirmou.
O parlamentar também rebateu as críticas feitas pela oposição e reforçou sua confiança na gestão estadual. “Dizer que o governo quer enganar as pessoas é brincadeira. O Acre está investindo para gerar oportunidades e garantir autossuficiência ao produtor. Lá em Xapuri, por exemplo, já temos mais de mil hectares prontos e mais de duas mil pessoas querendo produzir. Tem estados muito mais ricos do que o Acre que estão falidos, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O Acre não está de pires na mão, está se recuperando com planejamento e foco na produção”, concluiu.
O deputado Emerson Jarude (Novo) criticou a aprovação dos projetos de crédito do Poder Executivo, que autorizam o Estado a contrair empréstimos de até R$ 280 milhões junto ao BNDES e à Caixa Econômica Federal. Segundo o parlamentar, a medida representa um ônus desnecessário à população acreana e levanta dúvidas sobre a real destinação dos recursos. “Estamos falando de um empréstimo de 280 milhões de reais a serem pagos pelo povo acreano. E, convenhamos, é muito mais fácil esse dinheiro ir parar nas campanhas eleitorais do ano que vem do que em benefício para o povo. Essa é a grande verdade”, afirmou.
O deputado Afonso Fernandes (Solidariedade) manifestou apoio à aprovação dos projetos de crédito do Poder Executivo, destacando que a medida é necessária para garantir a continuidade do desenvolvimento econômico e social do Acre. Em seu discurso, o parlamentar lembrou que a prática de contrair empréstimos é comum entre estados e municípios e que os recursos obtidos devem ser aplicados em áreas estratégicas para impulsionar o crescimento do Estado. “A prática de se solicitar empréstimos por parte dos municípios e estados é constante. E não seria diferente, nesta gestão, que o Estado pudesse acessar essas linhas de crédito disponíveis. Você não consegue avançar no desenvolvimento, em qualquer setor que seja, sem investimentos”, afirmou.
O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) fez uma análise crítica durante a votação dos projetos de crédito do Executivo, afirmando que o governo não tem demonstrado capacidade técnica e fiscal para gerir novos empréstimos. O parlamentar destacou que, ao longo da atual gestão, já votou a favor de operações de crédito que somam mais de R$ 1,7 bilhão, mas que grande parte desses valores sequer foi contratada. “Mais da metade desses valores o governo sequer conseguiu contratar. E olhe que quando foram autorizadas essas operações, o Estado do Acre estava classificado na letra B pela Secretaria do Tesouro Nacional, portanto, recebia a garantia do Tesouro para contrair esses créditos”, pontuou.
Texto: Andressa Oliveira
Fotos: Sérgio Vale
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
POLÍTICA
Tanízio Sá manifesta preocupação com suspensão da estrada de Santa Rosa e reforça apoio às comunidades indígenas
Durante a sessão desta quarta-feira (3), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Tanízio Sá (MDB) fez um relato sobre a agenda realizada junto à presidente do Deracre, Sula Ximenes, para tratar da recuperação dos ramais em todo o estado e da situação da estrada que liga o município de Santa Rosa do Purus ao restante do Acre.
O parlamentar destacou o esforço do governo estadual para garantir a trafegabilidade nas áreas rurais, por meio de convênios com os municípios, cessão de maquinário e apoio logístico para a reabertura dos ramais. Segundo ele, a pauta também incluiu discussões sobre o projeto da estrada de Santa Rosa, considerada uma das obras mais aguardadas pela população da região.
Tanízio lamentou a suspensão do processo de licitação da estrada após questionamentos apresentados pelo Ministério Público Federal, que apontou a necessidade de novas audiências públicas e estudos complementares relacionados ao empreendimento.
Mesmo diante das novas exigências, o deputado afirmou que continuará defendendo a obra. Segundo ele, serão necessários cerca de R$ 28 milhões para atender todas as exigências impostas pelos órgãos de controle e viabilizar o projeto.
“O governo colocou essa obra como prioridade. Estamos falando de brasileiros que vivem isolados e que precisam de condições mínimas de deslocamento, acesso à alimentação, combustível, medicamentos e serviços essenciais”, afirmou.
O emedebista demonstrou ainda preocupação com a possibilidade de agravamento do isolamento dos municípios mais distantes do estado, especialmente diante das dificuldades de navegação enfrentadas durante os períodos de estiagem severa.
De acordo com ele, localidades como Santa Rosa do Purus, Jordão, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter continuam enfrentando grandes desafios de mobilidade, situação que impacta diretamente a qualidade de vida da população.
“Eu respeito o papel dos órgãos de fiscalização e de proteção ambiental, mas acredito que precisamos encontrar um equilíbrio entre a preservação e a garantia da dignidade das pessoas que vivem nessas regiões. A vida humana também precisa estar no centro desse debate”, ressaltou.
Defesa das comunidades indígenas
Durante o pronunciamento, Tanízio Sá também rebateu críticas relacionadas aos investimentos destinados às comunidades indígenas acreanas. O parlamentar destacou que tem destinado recursos para fortalecer a produção, a segurança alimentar e o transporte nas aldeias.
Entre as ações mencionadas estão a destinação de R$ 100 mil para aquisição de pintos destinados à criação de aves em comunidades indígenas, além da entrega de kits de casa de farinha, recursos para compra de canoas de alumínio e a aquisição de duas embarcações avaliadas em aproximadamente R$ 300 mil.
“Os povos indígenas são cidadãos acreanos e brasileiros como qualquer outro. Tenho trabalhado para garantir melhorias e oportunidades para essas comunidades, assim como faço em todas as regiões que represento”, declarou.
Ao encerrar sua fala, o deputado reiterou a necessidade de manter o debate sobre a estrada de Santa Rosa nas próximas legislaturas e defendeu a união das bancadas estadual e federal para viabilizar os recursos necessários à execução do projeto, considerado estratégico para a integração e o desenvolvimento das regiões mais isoladas do Acre.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
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