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MPAC discute sobre internações por problemas mentais e implementação da Política Antimanicomial

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Trabalho para Estudos e Proposições acerca da Política Antimanicomial (GT-Antimanicomial), realizou uma reunião para discutir estratégias relacionadas à aplicação da Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência e da Lei nº 10.216/2001 no âmbito do processo penal e da execução das medidas de segurança.

A reunião foi conduzida pela coordenadora do GT- Antimanicomial, promotora de Justiça Aretuza de Almeida, e contou com a presença da coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde, Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência, procuradora de Justiça Gilcely Evangelista, e dos promotores de Justiça Daisson Gomes Teles, da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência; Ocimar da Silva Sales Júnior, da 1ª Promotoria Especializada de Defesa da Saúde; e Ildon Maximiano, da 4ª Promotoria de Justiça Criminal; além da coordenadora administrativa do Núcleo de Apoio e Atendimento Psicossocial (Natera), Bruna Oliveira.

Durante a reunião, foram discutidos desafios e propostas para o aprimoramento das medidas relacionadas às internações em saúde mental no contexto judicial, incluindo a necessidade de ampliar o mapeamento das ações judiciais, fortalecer a rede de atenção psicossocial e promover capacitações técnicas para membros e servidores do MPAC.

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Os participantes também ressaltaram a importância da integração entre as Promotorias de Saúde e de Execução Penal, bem como o fortalecimento da rede pública de atendimento, especialmente no interior do estado. O grupo reafirmou o compromisso de promover ações conjuntas para assegurar o respeito aos direitos das pessoas com transtornos mentais, conforme os princípios da Política Antimanicomial.

Entre os encaminhamentos definidos estão a conclusão do mapeamento das ações em saúde mental, agendamento de reunião com a Corregedoria Geral para interlocução com o Tribunal de Justiça do Estado do Acre, solicitação de cursos de capacitação ao Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) e reforço na divulgação de fluxos e manuais existentes.

Marcelina Freire – Agência de Notícias do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC lança projeto VIGIA-SUAS para fortalecer fiscalização da assistência social no Acre

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) lançou, na manhã desta quinta-feira, 18, no prédio-sede da instituição, o projeto VIGIA-SUAS – Sistema Integrado de Fiscalização Estrutural da Assistência Social, voltado ao fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e ao aprimoramento da proteção social nos municípios acreanos.

Desenvolvido pelo Núcleo de Apoio e Atendimento Psicossocial (Natera), o projeto prevê a aplicação de questionários e a análise de dados da assistência social para mapear a realidade dos municípios. Com base nesse diagnóstico, as Promotorias de Justiça poderão identificar falhas na oferta dos serviços, acompanhar a execução da política pública e propor medidas para seu aprimoramento.

A solenidade reuniu membros e servidores do Ministério Público, representantes do Governo do Estado, de secretarias municipais de assistência social, dos conselhos da área e profissionais da rede socioassistencial. O procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, destacou a importância do projeto para o fortalecimento da política de assistência social no estado.

“Não podemos perder de vista aquilo que é mais importante: o valor humano. Precisamos contribuir para a melhoria das relações sociais e garantir que as políticas públicas alcancem quem mais precisa. Por isso, renovamos o compromisso de estabelecer um modelo permanente de fiscalização integral da política de assistência social em todos os municípios do Acre”, afirmou.

O coordenador-geral do Natera e idealizador do projeto, promotor de Justiça Thalles Ferreira Costa, ressaltou que o VIGIA-SUAS foi concebido para apoiar a atuação dos promotores de Justiça e fortalecer a articulação entre os diversos setores envolvidos na garantia de direitos.

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“Esse projeto é um convite para que os gestores dos 22 municípios do Estado do Acre e o Ministério Público possam firmar parcerias para qualificar as informações, os serviços e a atuação das instituições, modificando a realidade das pessoas que vivem nos territórios onde atuamos”, destacou.

No lançamento, a coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAOP) de Defesa da Educação, Cláudia de Paoli, apresentou as ferramentas e bases de dados que serão utilizadas na execução do projeto, com foco na vigilância socioassistencial e no uso de informações estratégicas para subsidiar a fiscalização.

Na ocasião, ocorreu a assinatura dos primeiros termos de adesão ao projeto pelas Promotorias de Justiça de Bujari e Senador Guiomard, marcando o início da implementação da iniciativa nos municípios acreanos. A expectativa é que a metodologia seja gradualmente ampliada para as demais promotorias do estado.

O promotor de Justiça Eduardo Farias, titular da Promotoria de Justiça de Bujari, destacou a importância do projeto para fortalecer a atuação ministerial na área da assistência social.

“Faço essa adesão com muita satisfação. Sabemos das deficiências que ainda precisam ser superadas e acredito que, com o apoio do CAOP e a integração entre os órgãos que compõem o sistema, poderemos avançar na efetivação desses direitos”, afirmou.

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O presidente do Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS), Gabriel Maia Gelpke, destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento da política pública.

“É um sonho antigo ver o sistema de Justiça e o Ministério Público atuando também no SUAS, como já ocorre em outras áreas. Que esse programa tenha vida longa e contribua para o fortalecimento da assistência social no Acre, garantindo aquilo de que mais precisamos: famílias e indivíduos protegidos”, afirmou.

Fotos: Diego Negreiros

Fonte: Ministério Publico – AC

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