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Para comemorar um ano do Centro de Atenção à Saúde do Servidor, governador reforça serviços com entrega de veículo e inauguração da sala ginecológica

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O governador Gladson Camelí participou, na manhã desta quarta-feira, 29, da celebração de um ano de funcionamento do Centro de Atenção à Saúde do Servidor Público (Cass), em Rio Branco. Considerado um dos principais marcos de sua gestão voltada ao cuidado com o funcionalismo estadual, o centro recebeu novos investimentos que reforçam a estrutura de atendimento.

Governador entregou carro para atender demandas do Cass. Foto: Diego Gurgel/Secom

Durante o evento, foi entregue um veículo para apoio às demandas operacionais da unidade, além da inauguração de uma sala ginecológica, ampliando os serviços especializados oferecidos aos servidores. O espaço, que leva o nome do enfermeiro George Patrício Moreira, foi inaugurado em 30 de outubro de 2024 e está localizado na Avenida Antônio da Rocha Viana. Em um ano, mais de 6.715 servidores foram atendidos. 

Desde sua criação, o Cass tem se consolidado como referência no atendimento integral à saúde do servidor público estadual, oferecendo estrutura moderna e serviços voltados à prevenção, acolhimento e cuidado contínuo.

“Retornar aqui hoje é motivo de muita alegria, porque sabemos que tudo o que o nosso governo tem planejado e executado, ao longo desses sete anos em que estou governador, só pôde ser concretizado com a mão e o coração de cada homem e mulher que se dedica diariamente à missão de servir à população”, destacou.

Sala de ginecologia amplia serviços especializados voltados para servidores do estado. Foto: Diego Gurgel/Secom

Para Camelí, a implantação de um espaço especializado para o atendimento às mulheres no centro representa o compromisso da gestão com um olhar sensível e atento às necessidades do funcionalismo. Segundo ele, iniciativas como essa reforçam a prática do acolhimento que parte de dentro da administração pública e se reflete em um serviço mais humanizado à população.

“Quero parabenizar todos os servidores que se dedicam a cuidar de outros trabalhadores por meio de serviços que vão desde clínica médica, ortopedia, odontologia, psicologia, nutrição, endocrinologia e serviço social, até as práticas integrativas, que visam oferecer saúde, prevenir adoecimentos e valorizar o servidor público”, frisou. 

Cuidado com o servidor resultado em humanização no atendimento, defende governador. Foto: Diego Gurgel/Secom

O governador relembrou ainda que o centro é um sonho que saiu do papel com o esforço das equipes das secretarias de Estado de Administração (Sead) e de Saúde (Sesacre). “O que vemos aqui é a prova do nosso compromisso com o servidor público.”

Ele destacou que essa articulação é o exemplo de cooperação para fortalecer a estrutura do governo e aproximar o Estado de Direito da população. “É dessa forma que a gente vai governar dia a dia: para diminuir a diferença e construir pontes”, completou.

Mais serviços devem compor o centro que atende servidores e garante a saúde dessas pessoas. Foto: Diego Gurgel/Secom

Melhorar cada vez mais

O secretário de Administração, Paulo Roberto Correia, destacou os avanços do Centro de Atendimento ao Servidor durante a celebração de seu aniversário e afirmou que o Cass é uma demonstração clara da valorização do servidor público por parte da atual gestão. “Hoje é um dia muito feliz. Estamos entregando um veículo para ajudar nas atividades. Isso mostra a importância que o governador tem dado ao servidor público, e a gente fica muito feliz”, disse.

Centro é marco na gestão do governador Gladson Camelí. Foto: Diego Gurgel/Secom

Ele também anunciou novos investimentos para os próximos meses. “Já estamos com uma licitação em fase de finalização para comprar mais equipamentos. Essas especialidades dependem desses recursos”, explicou. O secretário ressaltou ainda a parceria com a Secretaria de Saúde para ampliar o quadro de profissionais e agradeceu ao secretário Pedro Pascoal pelo apoio.

“No mês do servidor, este foi um presente que o governador Gladson deu para o servidor público, e a gente vai trabalhar para melhorar ainda mais esse serviço”, concluiu Correia.

Fonte: Governo AC

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Povo Noke Koî preserva tradição do kambô e fortalece proteção da floresta no Acre

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Na Amazônia acreana, em Cruzeiro do Sul, onde a floresta permanece em pé graças à relação ancestral entre os povos indígenas e a natureza, o povo Noke Koî mantém viva uma das mais importantes medicinas tradicionais da floresta: o kambô, conhecimento sagrado transmitido pelos ancestrais há gerações.

Conhecida como “vacina do sapo”, a prática indígena utiliza a secreção da rã, aplicada em pequenas queimaduras na pele (geralmente braço ou perna) com o objetivo de revigorar o corpo e curar doenças. Para os Noke Koî da aldeia Sumaúma, muito mais do que medicina tradicional e cura física; ela simboliza proteção espiritual, fortalecimento do corpo, equilíbrio emocional e conexão com a natureza.

Sapo de cor verde brilhante vive principalmente na selva amazônica do Acre. Foto: Cleiton Lopes/Secom

O cacique Mõcha Noke Koî explica que o kambô é um ensinamento ancestral deixado pelos antigos e guiado pelo grande espírito.

“Para nós, o kambô é uma medicina sagrada ensinada pelo grande espírito. Ele traz força, coragem, alegria e limpa o pensamento e a espiritualidade. Desde as crianças pequenas, nosso povo utiliza o kambô como proteção espiritual e fortalecimento do corpo. É uma energia muito forte que vem da floresta e do espírito da medicina”, relata.

Cacique Mõcha Noke Koî segura o animal demonstrando respeito. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Segundo o cacique, o conhecimento sobre a aplicação da medicina atravessa gerações e carrega um profundo compromisso de respeito à natureza.

“A medicina kambô é espírito de proteção. Desde o surgimento, nossos bisavôs e tataravôs preservam, cuidam e respeitam essa medicina. Não é só o kambô. Preservar o kambô é preservar a Amazônia, preservar as plantas, a vida e o planeta. O kambô vive perto das nossas casas porque nosso povo protege e respeita a natureza e a criação do grande espírito”, afirma.

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Preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Para os Noke Koî, a preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. A retirada da secreção do kambô acontece sem causar danos ao animal, reforçando uma relação de equilíbrio com a biodiversidade amazônica.

Mõcha alerta ainda para o uso inadequado da medicina fora dos territórios indígenas e destaca a importância do conhecimento tradicional para a aplicação correta do kambô.

“Hoje muita gente no mundo usa o kambô, mas sem preparo e sem conhecer a tradição. A medicina não é brincadeira. A gente pode brincar com a medicina, mas a medicina não brinca com a gente. Nosso povo aprendeu com o espírito da medicina a maneira correta de aplicar. Por isso respeitamos e preservamos esse conhecimento ancestral”, destaca.

Primeiro Festival Noke Koî – União dos Povos. Foto: Cleiton Lopes/Secom

De acordo com o cacique, entre os Noke Koî, o kambô faz parte da formação espiritual e cultural do povo desde a infância. Os ensinamentos tradicionais orientam a aplicação da medicina em homens, mulheres e crianças, sempre conduzida por pajés e curandeiros preparados espiritualmente.

Brincadeiras do Festival Noke Koî. Foto: Cleiton Lopes/Secom

A secretária extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, ressalta que o kambô integra um conjunto de conhecimentos ancestrais utilizados historicamente pelos povos indígenas muito antes da medicina farmacêutica chegar às aldeias.

Titular da Secretaria de Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara destaca que a medicina tradicional está ligada à preservação das matas.  Foto: Cleiton Lopes/Secom

“Os povos indígenas, desde a origem, utilizam muitos conhecimentos tradicionais para cura e fortalecimento espiritual. Um deles é o kambô, que no nosso povo também chamamos de kampô, por conta da língua Pano. Minha mãe conta que meu avô utilizava o kampô para tirar a preguiça, o cansaço e fortalecer os homens antes da caça. Era uma forma de limpar as energias ruins e fortalecer o corpo e o espírito”, explica.

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Francisca também destaca que a medicina tradicional está diretamente ligada à preservação da fauna e da floresta amazônica.

“Ninguém mata esse sapo. Nosso povo protege, porque ele faz parte da nossa ciência ancestral. Além da medicina, ele também avisa sobre a mudança do tempo, quando chegam o inverno e o verão. Por isso é muito importante preservar a fauna, a flora e os animais da floresta. O kampô é uma cura espiritual, para tirar tudo que é ruim de dentro da gente”, afirma.

Preservar o kambô, para os povos indígenas do Acre é manter viva uma sabedoria ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em um estado reconhecido pela preservação ambiental, com mais de 84% das floresta nativa intacta, os conhecimentos indígenas seguem sendo fundamentais para a proteção da Amazônia. Nas aldeias acreanas, tradição, espiritualidade e sustentabilidade caminham juntas.

Povos indígenas do Acre contribuem para a preservação da floresta em pé. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em cada ritual, canto e ensinamento repassado pelos anciãos, o povo Noke Koî reafirma que a floresta não é apenas território: é espírito, memória e vida. Preservar o kambô, para eles, é manter viva uma sabedoria ancestral que continua ensinando ao mundo sobre cuidado, equilíbrio e respeito à natureza.

Fonte: Governo AC

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