AGRONEGÓCIO
Controle estratégico da mosca-dos-chifres no período chuvoso aumenta produtividade e bem-estar do gado
AGRONEGÓCIO
Com a chegada do período das águas, a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans) reaparece nas pastagens brasileiras, trazendo riscos significativos para a produtividade e o bem-estar do rebanho. Apesar do tamanho reduzido, o inseto impacta diretamente o ganho de peso, a produção de leite e a saúde geral dos bovinos, resultando em perdas econômicas estimadas em mais de US$ 2,5 bilhões por ano no Brasil.
A combinação de alta umidade e temperaturas elevadas durante a estação chuvosa favorece a multiplicação rápida da mosca, aumentando a pressão sobre os animais e exigindo ações estratégicas antecipadas dos produtores.
Impactos da infestação na produtividade
Estudos indicam que bovinos infestados podem apresentar redução de até 20 kg de ganho de peso em apenas 150 dias. Quando extrapolado ao tamanho do rebanho nacional, esse déficit evidencia a necessidade de medidas preventivas eficientes, capazes de reduzir perdas e proteger a rentabilidade da fazenda.
Segundo Elio Moro, Gerente de Serviços Técnicos da Zoetis Brasil:
“O manejo preventivo é fundamental. Quando o produtor só age após notar aumento visível da infestação, o impacto sobre o rebanho já é expressivo. Estratégias integradas, com monitoramento e uso racional de produtos, garantem uma pecuária mais produtiva e sustentável.”
Estratégias de controle preventivo e tecnologias modernas
Entre as soluções de manejo, destacam-se brincos mosquicidas de longa duração, como o TOP TAG 180, da Zoetis. O produto oferece proteção de até 180 dias, com maior concentração de diazinon, permitindo controle desde o início da estação de maior incidência.
Outros benefícios incluem:
- Aplicação simples e prática;
- Carência zero para carne e leite;
- Redução da irritabilidade nos animais;
- Aumento do tempo de pastejo e melhor conversão alimentar;
- Maior ganho de peso e produtividade leiteira.
“Menos moscas significam animais mais saudáveis e produtivos. O manejo integrado, que combina prevenção, monitoramento e tecnologias modernas, é o caminho para uma pecuária mais sustentável e lucrativa”, reforça Moro.
Planejamento estratégico garante resultados
A atuação preventiva no controle da mosca-dos-chifres não apenas protege a produtividade, mas também assegura o bem-estar animal, fatores essenciais para o sucesso do negócio pecuário.
“Elaborar um plano estratégico de controle é investir no futuro da fazenda. Produtores que agem de forma preventiva colhem resultados superiores em produtividade, qualidade do rebanho e bem-estar animal”, conclui Elio Moro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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