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Mercado da soja enfrenta volatilidade global e desafios no campo brasileiro

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Clima e ritmo de plantio determinam o mercado interno

O mercado da soja no Brasil segue fortemente influenciado pelas condições climáticas e pelo avanço do plantio, que tem ocorrido de forma irregular em diferentes estados. De acordo com a TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul registra atrasos na semeadura devido à umidade irregular, o que impacta a formação dos preços.

Nos portos gaúchos, a saca foi cotada a R$ 141,50, com alta de 1,07% na semana, enquanto no interior, municípios como Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz registraram média de R$ 133,00, avanço semanal de 2,31%. Já em Panambi, houve recuo para R$ 120,00/sc, refletindo menor ritmo de compra na região.

Em Santa Catarina, o mercado mantém baixo volume de negócios, com a maior parte da soja absorvida internamente pela indústria de carnes, sobretudo avicultura e suinocultura. No porto de São Francisco do Sul, a saca é negociada a R$ 140,22, com leve queda de 0,11%.

No Paraná, as lavouras enfrentam dificuldades devido a chuvas intensas, ventos e granizo. Os preços seguem firmes: R$ 143,26/sc em Paranaguá, R$ 128,22 em Cascavel, R$ 130,07 em Maringá, R$ 132,10 em Ponta Grossa e R$ 140,22 em Pato Branco. No balcão, produtores de Ponta Grossa recebem cerca de R$ 120,00/sc.

Já o Mato Grosso do Sul mostra recuperação no ritmo de plantio após a estiagem do início de outubro. A comercialização, porém, segue cautelosa e acompanhando a volatilidade da Bolsa de Chicago (CBOT) e do câmbio. O preço médio da soja no estado gira em torno de R$ 125,26/sc, com leve alta semanal de 0,06%.

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O Mato Grosso, principal produtor nacional, mantém estabilidade nos preços: Campo Verde, Rondonópolis e Primavera do Leste registram R$ 121,46/sc, enquanto Lucas do Rio Verde, Sorriso e Nova Mutum têm cotação de R$ 120,56/sc, com ganhos semanais próximos de 0,5%.

Cotações internacionais reagem a tensões geopolíticas

Após uma forte queda, os contratos futuros da soja voltaram a subir de forma moderada na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (7). Por volta das 7h20 (horário de Brasília), as cotações avançavam entre 3 e 5,25 pontos, com o contrato de janeiro negociado a US$ 11,12/bushel e o de maio a US$ 11,32/bushel.

A recuperação parcial ocorre em meio a um cenário de forte volatilidade, marcado pelas tensões comerciais entre China e Estados Unidos. Apesar das declarações otimistas, as compras chinesas de soja norte-americana ainda não se concretizaram, o que mantém o mercado em compasso de espera.

De acordo com Eduardo Vani, analista da Agrinvest Commodities, “esta foi a semana dos rumores — de washouts de soja nos EUA, de novas compras pela China e de negociações ainda sem acordo oficial”.

Enquanto isso, os derivados da oleaginosa seguem influenciando o movimento das cotações. O farelo de soja, que despencou quase 4% na véspera, voltou a recuar levemente nesta sessão, enquanto o óleo de soja registra alta moderada, sustentando parte do ganho do grão.

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Queda anterior ainda pesa sobre o mercado global

Na quinta-feira (6), os preços da soja haviam recuado com força em Chicago, apagando os ganhos acumulados nos dias anteriores. O contrato de novembro caiu 2,30%, para US$ 10,94/bushel, e o de janeiro, 2,34%, a US$ 11,08. O farelo de soja para dezembro despencou 3,69%, cotado a US$ 312,8/tonelada curta, enquanto o óleo de soja caiu 0,83%, a US$ 49,28/libra-peso.

Segundo a TF Agroeconômica, o movimento foi impulsionado principalmente pela expectativa de aumento das exportações brasileiras de farelo em novembro e pelas negociações trabalhistas na Argentina, maior exportador mundial do produto.

Além disso, os traders reagiram aos fracos resultados das exportações de trigo dos EUA para a China, interpretados como um possível sinal de enfraquecimento da demanda chinesa por soja. Diante desse cenário, fundos de investimento optaram por realizar lucros após quatro sessões de alta, adotando postura mais conservadora.

Perspectivas

A combinação entre incertezas climáticas no Brasil, volatilidade internacional e dúvidas sobre a demanda asiática mantém o mercado da soja sob forte oscilação. Analistas destacam que o ritmo do plantio no país e os desdobramentos das negociações entre China e Estados Unidos devem continuar sendo os principais vetores de precificação nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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