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Acre debate avanços e desafios do REDD+ Jurisdicional em intercâmbio internacional com o México em painel do GCF na COP30

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Com colaboração de Ângela Rodrigues

O governo do Acre, por meio das Secretarias de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi),  integrou o painel  “Estudos de caso em REDD+ jurisdicional: intercâmbio aprofundado entre os estados líderes do Brasil e do México”, promovido pela Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force) no âmbito da 30ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP30), nesta terça-feira, 11. 

Representando o Acre, participaram o secretário do Meio Ambiente (Sema), Leonardo Carvalho, e Francisca Arara, secretária dos Povos Indígenas. O painel, realizado na Casa da Biodiversidade e Clima, em Belém (PA), foi mediado pelo diretor do GCF no Brasil, Carlos Aragon.

Acre debate avanços e desafios do REDD+ Jurisdicional em intercâmbio internacional com o México em painel do GCF na COP30. Fotos: Diego Gurgel/Secom

Os painelistas apresentaram os avanços e aprendizados na implementação de políticas subnacionais voltadas à redução do desmatamento e à valorização das florestas e desafios no acesso a fundos climáticos.

Os desafios enfrentados ao longo do processo de obtenção do padrão de excelência ambiental  ART Trees; o fortalecimento dos sistemas de Monitoramento, Relato e Verificação (MRV);  dos processos de consultas para  repartição de benefícios em programas de REDD+ Jurisdicional e cumprimento e respeito às salvaguardas socioambientais foram os pontos principais do debate.

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O secretário do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, destacou os desafios e resultados no processo de atualização da repartição de benefícios do programa de REDD+ Jurisdicional do Acre, o ISA Carbono do Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais (Sisa), criado em 2010 e, em implementação, desde 2012.

Secretário do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho destacou os desafios e resultados na atualização da repartição de benefícios do programa ISA Carbono. Fotos: Diego Gurgel/Secom

“Nós começamos a estruturar o Sisa há 15 anos, com o propósito de criar condições para que o Acre pudesse receber incentivos pela redução do desmatamento. O Acre, assim como outros estados amazônicos, vem aprimorando continuamente suas estratégias para promover a redução do desmatamento e comprovar, de forma técnica e transparente sua efetividade e a geração de benefícios às comunidades tradicionais e povos indígenas”.

A secretária de Povos Indígenas, Francisca Arara, ressaltou a importância da escuta ativa e do empoderamento social nos processos de aprimoramento e transparência do Jurisdicional no Acre.

Secretária de Povos Indígenas, Francisca Arara ressaltou a importância da escuta e do empoderamento social. Fotos: Diego Gurgel/Secom

“O Acre tem essa cultura de respeito e diálogo. Temos uma sociedade civil muito preparada, que participa de forma construtiva. Desde 2009, os povos indígenas do Acre acompanham com atenção a política de REDD+ Jurisdicional. No começo, houve muita preocupação de que essa política pudesse restringir o modo de vida das comunidades. Mas, com diálogo, conseguimos construir uma política pública que reconhece e protege os direitos territoriais e culturais dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.”

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O intercâmbio entre Brasil e México destacou ainda o papel central das jurisdições subnacionais na agenda climática global e o potencial do Jurisdicional como instrumento para alinhar conservação ambiental, geração de renda e desenvolvimento sustentável.

Também participaram do painel, o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Tocantins, Divaldo Rezende; presidente da Companhia de Ativos Ambientais do Pará, Fagner Feitosa; secretária de Meio Ambiente de Jalisco, no México, Paola Bauche; a chefe de Pagamentos para Serviços de Ecossistemas da Amazon Investor, Ana Beatriz Freitas; diretora executiva do Art Trees, Mary Grady; vice-presidente executivo da  Emergent/Coalizão LEAF, Rocio Sanz Cortez e o presidente do Earth Innovation Institute (EII), Daniel Nepstad.

Fonte: Governo AC

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Cemaf aprova por unanimidade metas estaduais do Progestão e reforça gerenciamento dos recursos hídricos no Acre

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O Conselho Estadual de Meio Ambiente e Floresta (Cemaf) aprovou, por unanimidade, nesta quinta-feira, 23, durante a 1ª Reunião Extraordinária de 2026, realizada na sede da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), os formulários de autodeclaração e autoavaliação das metas do Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão) referentes à 2025, além do desembolso anual referente à aplicação dos recursos financeiros do programa no exercício do ano passado.

A deliberação representa mais um avanço na consolidação da política de gestão das águas no Acre e fortalece a atuação institucional do Estado no âmbito do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. A pauta apreciada pelo colegiado tratou da análise documental do Progestão, iniciativa coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que avalia o desempenho dos estados a partir do cumprimento de metas pactuadas.

Cemaf aprova por unanimidade metas estaduais do Progestão e reforça gerenciamento dos recursos hídricos no Acre. Foto: Emanoel Farias/Sema

A validação das metas pelo Cemaf é uma etapa essencial do processo de certificação do Progestão, pois reconhece institucionalmente os resultados alcançados pelo Estado e contribui para ampliar sua capacidade de acessar recursos e dar continuidade a ações estruturantes na área de recursos hídricos. O resultado também evidencia o alinhamento entre os órgãos que compõem o conselho e o reconhecimento técnico dos avanços obtidos pelo Acre na agenda hídrica.

De acordo com os dados apresentados na avaliação de 2025, o Acre registrou desempenho consistente nos quatro eixos estratégicos analisados pelo programa, com destaque para organização institucional, planejamento, informação e monitoramento e instrumentos de gestão. Entre os avanços apontados estão a manutenção de equipe técnica qualificada, o fortalecimento do arcabouço legal, a integração com outros órgãos públicos, o funcionamento da rede de monitoramento hidrológico e de qualidade da água em nível máximo e a consolidação de instrumentos como outorga e fiscalização.

Para a secretária adjunta de Meio Ambiente e presidente suplente do Cemaf, Renata Souza, a aprovação das metas reforça o compromisso institucional do Estado com o fortalecimento da política hídrica.

Presidente suplente do Cemaf, Renata Souza, destacou a consolidação da governança hídrica no estado. Foto: Samuel Moura/Sema

“Essa aprovação demonstra a seriedade e o compromisso com que o Acre vem conduzindo a política de recursos hídricos. O Progestão é um instrumento estratégico, que exige planejamento contínuo, organização institucional e entrega de resultados concretos. Estamos consolidando uma governança hídrica cada vez mais estruturada, com monitoramento qualificado, instrumentos de gestão ativos e atuação articulada entre as instituições. Esse fortalecimento é essencial para garantir segurança hídrica no Acre”, destacou.

Segundo a ponto focal do Progestão no Acre, Maria Antônia Zabala, a aprovação unânime das metas demonstra a consistência do trabalho técnico que vem sendo desenvolvido no estado e reforça a importância do processo para o fortalecimento da política hídrica acreana.

Maria Antônia Zabala (à esquerda), destacou o trabalho realizado pelo Estado na aplicação dos recursos provenientes do Progestão. Foto: Samuel Moura/Sema

“A aprovação unânime das metas estaduais pelo Cemaf demonstra a consistência do trabalho que vem sendo realizado pelo Acre na gestão dos recursos hídricos. Esse resultado reflete o esforço das equipes técnicas, o fortalecimento dos instrumentos de gestão e a consolidação de uma atuação cada vez mais estruturada e orientada por resultados. No âmbito do Progestão, esse processo é fundamental, pois a validação das metas pelo Conselho integra a certificação do desempenho do Estado, permitindo o acesso a recursos e o avanço contínuo das políticas públicas voltadas à gestão das águas”, afirmou.

Além de reconhecer o desempenho do Acre no cumprimento das metas do Progestão, a aprovação pelo conselho reafirma o compromisso do governo do Estado com a gestão responsável e sustentável da água, em uma agenda estratégica para o desenvolvimento econômico, social e ambiental. O processo também fortalece a governança hídrica ao consolidar instrumentos de planejamento, monitoramento e articulação institucional voltados à melhoria contínua da política pública no setor.

Membros do Cemaf são responsáveis por deliberar política públicas ambientais do Acre. Foto: Emanoel Farias/Sema

Estiveram presentes na reunião extraordinária representantes das secretarias de Estado do Meio Ambiente do Acre (Sema), de Agricultura (Seagri) e de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict); dos institutos de Meio Ambiente do Acre (Imac), de Mudanças Climáticas (IMC); de Terras (Iteracre) e Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); da Associação dos Municípios do Acre (Amac); das Federações dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Estado do Acre (Fetacre); de Indústrias do Acre (Fieac) e da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac); da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai); das Associações do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre (AMAAIAC), dos Proprietários e Posseiros de Imóveis no Brasil (Asppibra) e dos Engenheiros Florestais do Estado do Acre (Aefea); da Universidade Federal do Acre (Ufac).

Saiba mais

O Conselho Estadual de Meio Ambiente e Floresta (Cemaf), criado por meio da Lei nº 3.595 de 20 de dezembro de 2019, é um órgão colegiado deliberativo e normativo, composto por 22 membros, que integra o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Floresta (Sismaf), na condição de órgão superior. É presidido e secretariado pela Sema e seus membros são nomeados por ato do Poder Executivo, responsável por indicar os órgãos e as entidades representativas do Estado.

Fonte: Governo AC

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