RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

União Europeia e Mercosul: Alckmin Anuncia Assinatura Iminente de Acordo Comercial Histórico

Publicados

AGRONEGÓCIO

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, garantiu nesta segunda-feira (17) que o Brasil está pronto para assinar, em breve, o aguardado acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O anúncio foi feito durante entrevista coletiva concedida em Belém (PA), onde ocorre a COP30.

Negociações Encerradas: A Palavra de Mauro Vieira

A expectativa pela finalização do acordo foi corroborada pelo chanceler brasileiro. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, confirmou que “as negociações já foram encerradas”.

A declaração de Vieira reforça que as discussões técnicas e políticas entre os blocos chegaram ao fim, pavimentando o caminho para a etapa final do processo: a assinatura oficial do tratado, que promete reconfigurar as relações comerciais internacionais.

Próximos Passos: O Foco no Conselho Europeu

Segundo as autoridades brasileiras, o momento da assinatura é uma questão de tempo e depende do avanço do debate dentro do bloco europeu.

O vice-presidente Alckmin e o ministro Mauro Vieira destacaram que o ato formal da assinatura deve ocorrer assim que o debate sobre o tema for concluído no Conselho Europeu.

Leia Também:  Exportações Brasileiras de Grãos Podem Bater Recorde em Março de 2026

O acordo, que tem potencial para criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, é visto como crucial para a expansão das exportações brasileiras, especialmente no agronegócio e setor industrial.

Liderança Brasileira na COP30 Impulsiona o Tema

O anúncio, feito no contexto da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), ressalta o papel de liderança do Brasil tanto na agenda ambiental quanto na econômica.

A presença do vice-presidente e do chanceler na conferência demonstra a prioridade do governo em finalizar o tratado, utilizando o palco internacional para reafirmar o compromisso brasileiro com o comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare

Publicados

em

Por

Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.

O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.

A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.

A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.

Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.

Leia Também:  Tarifas dos EUA sobre açúcar e etanol preocupam setor, mas impacto para usinas brasileiras deve ser limitado

A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.

Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.

Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.

Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.

Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.

Leia Também:  Federarroz orienta produtores sobre PEP e Pepro e reforça papel das exportações na safra de arroz 2026

O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.

Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.

Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.

Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA