AGRONEGÓCIO
Queda de 18% no preço da ureia redefine estratégias de compra de fertilizantes no Brasil
AGRONEGÓCIO
O mercado de fertilizantes passa por um momento de ajustes significativos, impactando diretamente as decisões de compra dos produtores brasileiros. De acordo com o relatório semanal de fertilizantes da StoneX, a queda de 18% no preço da ureia nos últimos meses alterou o equilíbrio entre os principais nitrogenados utilizados no país e reacendeu o interesse pelo insumo, que havia perdido espaço ao longo de 2025.
Segundo o estudo, a demanda global enfraquecida e a oferta estável nos países produtores contribuíram para a queda das cotações internacionais, devolvendo competitividade à ureia frente a alternativas como o sulfato de amônio (SAM) e o nitrato de amônio (NAM).
Produtores migraram para fertilizantes de menor concentração em 2025
Durante grande parte de 2025, os produtores rurais brasileiros optaram por fertilizantes de menor concentração, com destaque para o sulfato de amônio, que apresentou melhor relação custo-benefício em comparação à ureia.
De acordo com Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, essa mudança de comportamento foi resultado de dois fatores principais:
“O primeiro foi o elevado patamar de preços da ureia e do MAP, que manteve relações de troca desfavoráveis para o produtor. O segundo, os altos custos de produção e margens reduzidas, que levaram o campo a buscar alternativas mais econômicas”, explica o especialista.
Ureia recupera espaço com queda de preços
Entre o final de agosto e a segunda semana de dezembro, as cotações da ureia nos portos brasileiros recuaram cerca de 18%, segundo dados da StoneX. Em algumas semanas, a retração ultrapassou US$ 10 por tonelada, evidenciando a fragilidade do mercado internacional.
Essa desvalorização devolveu atratividade à ureia, que volta a disputar espaço com outros nitrogenados. Paralelamente, o aumento da demanda por sulfato de amônio elevou os preços do produto, reforçando o movimento de reaproximação da ureia nas decisões de compra.
Expectativas para 2026: incertezas e monitoramento internacional
Apesar da recente recuperação, ainda há dúvidas sobre qual será o fertilizante mais demandado pelos brasileiros em 2026. A StoneX aponta que há grande volume de sulfato de amônio já programado para desembarcar nos portos nacionais, o que pode manter a oferta elevada e os preços mais estáveis no curto prazo.
A trajetória futura da ureia e do SAM dependerá da dinâmica internacional de demanda e sazonalidade. O analista Tomás Pernías destaca que o comportamento do mercado global — especialmente com a aproximação do período de aplicação de fertilizantes nos Estados Unidos e na China, além das licitações da Índia — deve influenciar diretamente os preços.
“Os compradores brasileiros precisam acompanhar de perto esses movimentos, pois a sazonalidade de grandes consumidores globais pode gerar oscilações expressivas nos preços e impactar o custo de aquisição”, conclui Pernías.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Produção de abobrinha no Paraná movimenta R$ 101 milhões e consolida Estado como 4º maior produtor do Brasil
Abobrinha se destaca no agronegócio do Paraná com forte presença e geração de renda
O cultivo de abobrinha no Paraná segue como uma das atividades hortícolas mais relevantes do Estado, movimentando R$ 101,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024.
De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), a cultura está presente em 358 municípios, com produção total de 50,5 mil toneladas em uma área de 2,9 mil hectares.
Com esse desempenho, o Paraná se consolida como o 4º maior produtor nacional, respondendo por 9,3% da produção brasileira.
Região de Curitiba concentra mais da metade da produção estadual
A produção paranaense de abobrinha apresenta forte concentração regional. O Núcleo Regional de Curitiba responde por 56,2% do total produzido, equivalente a 28,4 mil toneladas.
Entre os principais municípios produtores, destacam-se:
- Cerro Azul
- São José dos Pinhais
- Colombo
Em Cerro Azul, por exemplo, o cultivo ocupa cerca de 250 hectares, com produção de 4,8 mil toneladas e geração de R$ 9,5 milhões em VBP, reforçando a importância da cultura para a economia local.
Outros polos relevantes incluem:
- Londrina (6,9% da produção estadual)
- Maringá (6,2%)
Clima impacta oferta e eleva preços da abobrinha no mercado
O mercado da abobrinha tem sido impactado por fatores climáticos, especialmente pela estiagem recente, que reduziu a oferta e pressionou os preços.
Segundo dados das Centrais de Abastecimento (Ceasa), a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA atingiu R$ 80,00, alta de 33,3% em relação às semanas anteriores, quando era comercializada a R$ 60,00.
De acordo com especialistas do Deral, a tendência de preços elevados pode se manter no curto prazo, caso não haja regularização das chuvas.
Produção contínua garante estabilidade ao longo do ano
Apesar das oscilações de mercado, a cultura da abobrinha apresenta produção contínua ao longo do ano, o que contribui para sua resiliência.
Historicamente, os picos de preços ocorrem entre o final de maio e o início de julho, período de inverno, quando há menor oferta.
A expectativa é que, com a normalização das condições climáticas e o avanço das lavouras, os preços recuem gradualmente ao longo do segundo semestre.
Soja mantém protagonismo nas exportações do Paraná
No segmento de grãos, a soja continua liderando a pauta exportadora do Estado.
No primeiro trimestre de 2026, o Paraná exportou:
- 3,41 milhões de toneladas
- US$ 1,47 bilhão em receita
O resultado representa crescimento de 2% no faturamento, apesar de uma leve queda de 4% no volume embarcado.
A China segue como principal destino, absorvendo 58% das exportações.
Trigo volta-se ao mercado interno e reduz exportações
Diferentemente da soja, o trigo paranaense tem sido direcionado quase exclusivamente ao mercado interno.
Na safra 2025, o Estado produziu 2,87 milhões de toneladas, mas exportou apenas 4 toneladas, destinadas ao Equador.
A tendência deve se manter em 2026, impulsionada pela forte demanda da indústria nacional e pela redução da área cultivada.
Carne bovina acompanha valorização e amplia receita com exportações
O setor de carne bovina também registrou desempenho positivo. Em março, o Paraná exportou 3,6 mil toneladas, gerando US$ 20,3 milhões em receita.
O preço médio da carne apresentou valorização, passando de US$ 4,76/kg em 2025 para US$ 5,54/kg em 2026.
Assim como na soja, a China permanece como principal destino, respondendo por 38,5% das compras.
Diversificação produtiva reforça força do agro paranaense
Os dados reforçam a diversidade e a força do agronegócio do Paraná, que combina culturas hortícolas, grãos e proteínas animais em um sistema produtivo dinâmico.
A abobrinha, nesse contexto, se destaca como uma cultura resiliente, com geração consistente de renda, forte presença territorial e capacidade de adaptação às variações de mercado e clima.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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