AGRONEGÓCIO
Híbrido MG540 da Morgan ganha destaque ao ajudar produtores de milho a enfrentar desafios climáticos
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Produção de milho no Brasil atinge patamares recordes
O milho brasileiro segue em uma trajetória de crescimento histórico, impulsionado pela forte demanda interna e pelo avanço das exportações. Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2024/25 deve alcançar 139,7 milhões de toneladas, um aumento de 20,9% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média nacional, considerando as três safras, é estimada em 6.391 quilos por hectare, o maior volume já registrado pelo órgão.
A safrinha continua sendo a principal responsável pelo desempenho, concentrada em estados como Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e na fronteira agrícola do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). A cultura se mantém como pilar estratégico para o agronegócio, atendendo às cadeias de exportação, proteína animal e produção de etanol.
Crescimento do consumo interno e da produção de etanol
Além de garantir segurança alimentar e contribuir para as exportações, o milho tem ampliado sua participação no mercado interno. De acordo com o RaboBank, o setor de proteína animal registrou um aumento de 2,5% no consumo do grão para ração, o que representa 2 milhões de toneladas adicionais.
Outro destaque é o avanço do etanol de milho, cuja demanda deve ultrapassar 23 milhões de toneladas, crescimento de 18% frente à safra anterior. A consolidação de usinas dedicadas ao processamento do cereal em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul reforça a importância do grão na matriz energética nacional.
Clima irregular desafia o planejamento agrícola
Apesar do bom desempenho, o clima tem imposto desafios à produção. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que as chuvas estão mais irregulares. Em outubro de 2025, por exemplo, enquanto algumas regiões do Centro-Oeste registraram acumulados superiores a 90 mm, municípios como Posse (GO) tiveram apenas 18 mm, volume 82% abaixo da média histórica.
Diante desse cenário, produtores têm buscado híbridos de milho com maior tolerância ao estresse hídrico e estabilidade produtiva, capazes de manter altos índices de rendimento mesmo em condições adversas.
MG540: desempenho comprovado e ampla adaptação
Entre os híbridos mais escolhidos pelos agricultores está o MG540, da Morgan Sementes. Segundo Rodrigo Roman, gerente nacional de marketing da empresa, o material “é o mais plantado no Matopiba e figura entre os quatro principais em Mato Grosso”.
O desempenho do MG540 foi confirmado pelo estudo FarmTrak Winter Corn 2025, realizado pela consultoria Kynetec, que entrevistou mais de 2.200 produtores em 530 cidades. A pesquisa mostra que o híbrido ampliou sua participação nas regiões do Centro-Oeste, Matopiba e Sudeste, consolidando o protagonismo da Morgan, que detém 12% do market share nacional de sementes de milho de inverno.
Tecnologia e sanidade elevam produtividade
A principal vantagem do MG540 está em sua alta capacidade de adaptação a diferentes biomas e condições de cultivo. De acordo com Roman, o híbrido apresenta ciclo precoce, elevada sanidade e florescimento rápido, características que permitem maior eficiência na lavoura. “Com essas qualidades, o produtor consegue plantar e colher com mais agilidade, o que garante vantagem competitiva em anos de irregularidade climática”, explica.
Outro ponto de destaque é a baixa reprodução de nematoides, a tolerância a enfezamentos e o bom desempenho em solos de média a alta fertilidade, mesmo sob alta pressão de doenças — um desafio típico da safrinha, marcada por clima seco e temperaturas elevadas.
Estrutura de apoio técnico reforça presença da Morgan
Além da genética diferenciada, a Morgan aposta em uma rede de assistência técnica regionalizada, com franqueados próximos aos produtores. Essa estrutura permite entender as particularidades de cada microrregião agrícola e oferecer soluções mais adequadas a cada realidade.
Roman destaca que o sucesso do MG540 reflete a combinação entre inovação genética, suporte técnico e adaptação às novas dinâmicas do mercado de milho, especialmente em regiões estratégicas como o Centro-Oeste e o Matopiba.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Média anual das exportações do agro quadruplica e chega a R$ 858 bilhões
O valor médio anual das exportações do agronegócio brasileiro mais que quadruplicou em duas décadas, passando de aproximadamente R$ 194,2 bilhões entre 2003 e 2005 para R$ 858 bilhões no período de 2023 a 2025. O crescimento chegou a R$ 663,8 bilhões, com avanço de diferentes cadeias produtivas e ampliação da presença do país no mercado internacional.
Os dados fazem parte do “Mapa do Comércio Global do Agro Brasileiro 2026”, elaborado pelo RaboResearch Food & Agribusiness. Os valores apresentados no levantamento foram convertidos para reais pela cotação de R$ 5,15.
A soja foi o principal motor dessa transformação. O complexo da oleaginosa respondeu por aproximadamente R$ 214,2 bilhões do aumento registrado entre os dois períodos. O resultado reflete a expansão da área cultivada, os ganhos de produtividade, o desenvolvimento da segunda safra de milho e a maior capacidade brasileira de atender à demanda asiática.
A contribuição, entretanto, não ficou restrita aos grãos. O açúcar acrescentou R$ 68,5 bilhões ao valor médio anual exportado, enquanto a carne bovina respondeu por R$ 58,7 bilhões. O milho adicionou R$ 49,4 bilhões e o café verde, R$ 47,9 bilhões.
A celulose contribuiu com mais R$ 39,7 bilhões, seguida pela carne de frango, com R$ 36,1 bilhões. O algodão acrescentou R$ 20,6 bilhões e a carne suína, R$ 11,8 bilhões. Outros produtos do agronegócio, considerados em conjunto, responderam por uma expansão de R$ 116,9 bilhões.
Os números mostram que o crescimento das exportações brasileiras se espalhou por diferentes atividades. Grãos, proteínas animais, fibras, produtos florestais, café e açúcar passaram a gerar uma receita maior e a alcançar mais mercados, fortalecendo a renda no campo e movimentando cooperativas, agroindústrias, transportadoras, armazéns e terminais portuários.
A China consolidou-se como o principal destino dos produtos agropecuários brasileiros. Entre as médias de 2003 a 2005 e de 2023 a 2025, o país asiático respondeu por R$ 269,3 bilhões do crescimento das exportações. Atualmente, concentra 33% do valor comercializado pelo agro brasileiro no exterior.
Os demais países da Ásia também ganharam importância e acrescentaram R$ 126,7 bilhões às compras de produtos brasileiros. Em conjunto, a China e os outros mercados asiáticos responderam por quase R$ 396,6 bilhões da expansão observada nas últimas duas décadas.
A União Europeia representa 14% do valor exportado pelo agronegócio brasileiro, enquanto os demais países asiáticos, sem considerar a China, respondem por 17,4%. O Oriente Médio concentra 7,6%, a África, 7%, e os Estados Unidos, 6,7%. O Mercosul possui participação de 3,1%, e os demais mercados reúnem 11,3%.
Essa distribuição demonstra que, apesar da forte participação chinesa, o crescimento também ocorreu em outras regiões. A União Europeia acrescentou R$ 57,7 bilhões às compras, o Oriente Médio ampliou as aquisições em R$ 51,5 bilhões e a África contribuiu com R$ 48,4 bilhões. Estados Unidos e Mercosul adicionaram, respectivamente, R$ 28,8 bilhões e R$ 19,1 bilhões.
A diversificação geográfica ajuda a reduzir riscos e cria alternativas para produtos que enfrentem restrições sanitárias, tarifárias ou comerciais em determinados destinos. A concentração de um terço da receita na China, contudo, mantém diferentes cadeias expostas às decisões econômicas e regulatórias daquele mercado.
O desempenho alcançado nas últimas duas décadas consolidou o Brasil entre os principais fornecedores mundiais de soja, açúcar, café, milho, carnes, algodão, celulose e suco de laranja. O país passou a ocupar uma posição estratégica na segurança alimentar global e a contribuir para o abastecimento de mercados na Ásia, Europa, África, Oriente Médio e nas Américas.
A expansão também evidencia o tamanho do desafio logístico. A continuidade do crescimento depende de investimentos em armazenagem, rodovias, ferrovias, hidrovias e portos, além da redução dos custos que ainda limitam a competitividade do produtor brasileiro.
O levantamento revela, ao mesmo tempo, uma vulnerabilidade que precisa ser enfrentada. Enquanto amplia sua capacidade de fornecer alimentos, fibras e energia ao mundo, o Brasil permanece altamente dependente do exterior para adquirir os insumos necessários à produção.
As importações de fertilizantes movimentaram aproximadamente R$ 73,1 bilhões em 2025. A Rússia respondeu por 28% desse valor, seguida pela China, com 21%, Canadá, com 11%, e Marrocos, com 8%. Nigéria participou com 5%, enquanto Arábia Saudita, Estados Unidos e Israel responderam por 4% cada.
No mercado de defensivos agrícolas, as importações chegaram a cerca de R$ 71,1 bilhões no ano passado. A China forneceu 43% do total, seguida pela Índia, com 15%, Estados Unidos, com 11%, Alemanha, com 8%, e Suíça, com 6%.
Somadas, as compras externas de fertilizantes e defensivos alcançaram aproximadamente R$ 144,2 bilhões em 2025. O valor mostra que uma parcela expressiva da riqueza gerada pelas exportações retorna ao exterior para a aquisição de nutrientes e tecnologias de proteção das lavouras.
Essa dependência deixa o produtor exposto às oscilações cambiais, aos fretes internacionais, aos conflitos geopolíticos e às eventuais restrições de fornecimento. Qualquer interrupção nas rotas comerciais pode elevar os custos e reduzir as margens das propriedades.
O avanço das exportações comprova a capacidade do Brasil de ampliar a produção e conquistar mercados. O próximo passo é transformar essa força comercial em maior segurança para quem produz, com diversificação de fornecedores, desenvolvimento da indústria nacional de insumos e uso mais eficiente de fertilizantes e defensivos.
Ao ultrapassar uma média anual de R$ 858 bilhões em vendas externas, o agronegócio brasileiro chega a um novo patamar. A manutenção dessa trajetória dependerá não apenas da abertura de mercados, mas também da capacidade do país de reduzir suas vulnerabilidades e garantir ao produtor condições competitivas para continuar abastecendo o Brasil e o mundo.
Fonte: Pensar Agro
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