RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Tensões entre EUA e Venezuela despertam atenção, mas exportação de ureia venezuelana tem baixo impacto no mercado global

Publicados

AGRONEGÓCIO

As recentes tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Venezuela reacenderam o alerta no mercado internacional quanto a possíveis reflexos sobre a cadeia global de fertilizantes, especialmente os nitrogenados. Contudo, segundo análise da StoneX, a participação venezuelana no comércio mundial de ureia é bastante restrita, o que limita qualquer efeito estrutural sobre preços e oferta global.

De acordo com o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, países com grande produção de petróleo geralmente também são fortes produtores de fertilizantes nitrogenados, já que o gás natural — principal matéria-prima para sua fabricação — está diretamente ligado à exploração petrolífera.

“Rússia, Argélia, Irã e Catar são exemplos dessa correlação. No caso da Venezuela, embora seja uma grande produtora de petróleo, sua presença no mercado global de ureia é bastante modesta”, explica o especialista.

Em 2024, a Venezuela ocupou a 18ª posição entre os maiores exportadores globais de ureia, com pouco mais de 560 mil toneladas embarcadas, o que representa cerca de 1% das exportações mundiais. Em comparação, a Rússia respondeu por aproximadamente 18% do comércio global do produto no mesmo período.

Leia Também:  Demanda fraca após o Carnaval reduz preços do etanol em São Paulo, aponta Cepea
Exportações ao Brasil existem, mas têm peso reduzido

Mesmo com participação global discreta, a Venezuela mantém alguma relevância como fornecedora de ureia ao Brasil. Em 2024, cerca de 6% da ureia importada pelo país teve origem venezuelana. Entre janeiro e novembro de 2025, essa fatia caiu ligeiramente, ficando abaixo de 5%.

Os principais parceiros comerciais brasileiros no segmento continuam sendo Nigéria (23%), Rússia (16%) e Catar (15%), o que reforça a diversificação das origens de importação e reduz o risco de dependência de um único fornecedor.

Custos logísticos sob atenção, mas sem riscos de escassez

Até o momento, não há indícios de que as tensões políticas afetem diretamente a capacidade produtiva ou exportadora da Venezuela no setor de fertilizantes.

“O que o mercado observa, por ora, são pressões pontuais nos custos logísticos, com relatos de fretes marítimos mais caros devido ao aumento das incertezas na região”, destaca Pernías.

Assim, apesar das preocupações geopolíticas, o impacto sobre o mercado brasileiro e mundial de ureia tende a ser limitado, uma vez que o volume comercializado pela Venezuela representa apenas uma fração pequena das transações globais.

Leia Também:  Mercado de defensivos agrícolas cresce em reais e aponta recuperação após queda na safra anterior

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

Publicados

em

Por

Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

Leia Também:  Safrinha avança com atraso no Brasil e eleva risco de quebra por problemas climáticos
Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

Leia Também:  MapBiomas diz que Amazônia encolheu em 52 milhões de hectares
Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA