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Guia de Irrigação: 5 Pontos Essenciais Antes de Implementar o Gotejamento na Lavoura

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A irrigação por gotejamento se consolidou como uma das soluções mais eficazes para o produtor que busca aumentar o rendimento da safra otimizando o uso da água. No entanto, o sucesso dessa tecnologia não depende apenas da compra de bons equipamentos, mas de um planejamento rigoroso. Conforme dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), expandir áreas irrigadas é vital para a segurança produtiva diante das incertezas climáticas.

Para o engenheiro agrônomo Elídio Torezani, diretor da Hydra Irrigações (primeira revenda Netafim no país), a fase inicial é o que define o futuro da lavoura. “Planejar com antecedência e alinhar os objetivos do investidor à realidade da área e à oferta de água são fatores determinantes para o resultado final”, pontua o especialista.

Abaixo, detalhamos os cinco critérios fundamentais que devem ser analisados antes da instalação do sistema:

1. Avaliação Detalhada do Solo e Necessidades da Cultura

O ponto de partida é o diagnóstico técnico da área. É preciso entender a textura do solo e sua capacidade de reter umidade, além das características biológicas da planta, como a profundidade das raízes e sua demanda hídrica.

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Essas variáveis determinam a vazão dos emissores e o tempo ideal de cada ciclo de irrigação. Segundo Torezani, ignorar essas particularidades eleva drasticamente o risco de estresse hídrico para a planta ou desperdício de recursos.

2. Análise da Qualidade e Oferta Hídrica

Não basta ter água disponível; é preciso conhecer sua composição. Análises laboratoriais são essenciais para identificar a presença de sedimentos, matéria orgânica ou elementos químicos que possam causar obstruções.

Um projeto bem estruturado utiliza esses dados para definir o sistema de filtragem adequado. “Grande parte dos problemas de entupimento no gotejamento ocorre por falta de uma avaliação prévia da água”, alerta o agrônomo.

3. Topografia e Levantamento Altimétrico do Terreno

O relevo da propriedade impacta diretamente a hidráulica do sistema. Áreas com aclives ou declives exigem compensações de pressão para garantir que a água chegue de forma uniforme em todos os pontos da plantação. Um levantamento topográfico preciso evita que variações de nível causem falhas na aplicação da lâmina d’água.

4. Gestão da Operação e Nível de Automação

O manejo operacional, incluindo a fertirrigação (aplicação de fertilizantes via água), deve ser planejado ainda no papel. A escolha por sistemas automatizados tem ganhado espaço por oferecer maior precisão e reduzir a carga de trabalho manual.

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De acordo com o diretor da Hydra Irrigações, a automação traz previsibilidade ao negócio, permitindo que o produtor foque em decisões estratégicas em vez de tarefas operacionais repetitivas.

5. Suporte Técnico e Longevidade do Projeto

Por ser um investimento de longo prazo, a irrigação por gotejamento requer suporte especializado desde a concepção até a manutenção periódica. Escolher parceiros que ofereçam cálculos precisos e materiais de procedência garante a durabilidade do sistema.

Ao optar por assistência qualificada, o produtor protege seu capital e assegura que a tecnologia opere em sua máxima performance por muitos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne bovina entra em ciclo de valorização com demanda global aquecida e oferta restrita

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Mercado da carne bovina registra valorização sustentada no Brasil

O mercado da carne bovina no Brasil atravessa um ciclo consistente de valorização, sustentado principalmente pelo crescimento da demanda interna e internacional. A análise foi apresentada pelo consultor da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, durante fórum realizado pela Nacional Hereford e Braford, em Esteio (RS).

Segundo o especialista, o movimento de alta observado desde 2024 na arroba do boi gordo está diretamente ligado ao consumo e não à restrição de oferta. O cenário indica que toda a cadeia produtiva vem sendo impactada positivamente, com reflexos na rentabilidade do produtor e também nos preços ao consumidor final.

Demanda global fortalece exportações brasileiras

No mercado internacional, o ambiente segue favorável para o Brasil. Países como China, Estados Unidos e México ampliaram suas compras de carne bovina brasileira, enquanto novos mercados continuam em processo de abertura comercial.

Ao mesmo tempo, grandes concorrentes globais enfrentam redução de rebanhos. Nos Estados Unidos, por exemplo, o efetivo bovino está em um dos menores níveis das últimas décadas, o que transforma o país em importador líquido.

Atualmente, cerca de 35% da produção nacional de carne bovina é destinada ao mercado externo, reforçando o papel estratégico do Brasil como fornecedor global.

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Consumo interno cresce com melhora da renda

No mercado doméstico, o consumo também apresenta recuperação. De acordo com o analista, fatores econômicos como a redução do desemprego e o aumento da renda média têm ampliado o poder de compra da população.

Esse movimento tem impulsionado a demanda por produtos de maior valor agregado, fortalecendo cortes premium e carnes certificadas.

“Com mais renda, o consumidor passa a buscar produtos de maior qualidade”, destacou Fabbri.

Carne certificada ganha espaço e valor agregado

O avanço da carne de qualidade também foi destacado pelo diretor do Programa Carne Certificada Hereford, Eduardo Eichenberg. Segundo ele, o setor já observa valorização consistente em sistemas produtivos diferenciados.

Remates recentes ligados à associação registraram aumento médio próximo de 20% em comparação ao ano anterior, refletindo maior valorização de animais com padrão superior.

Entre os principais critérios valorizados pelo mercado estão rastreabilidade, sanidade, bem-estar animal e sustentabilidade.

Consumidor mais exigente redefine o mercado

A mudança no comportamento do consumidor tem sido um dos principais motores da transformação do setor. A decisão de compra, segundo especialistas, deixa de ser baseada apenas em preço e passa a considerar confiança e origem do produto.

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Esse movimento fortalece cadeias produtivas estruturadas e sistemas de certificação, que garantem maior padronização e qualidade da carne ofertada ao mercado.

Perspectivas para 2026 são de mercado firme

As projeções apresentadas durante o fórum indicam manutenção de um cenário positivo para 2026. A expectativa é de continuidade da valorização da carne bovina, sustentada pela combinação entre demanda aquecida e oferta global mais ajustada.

Embora o ritmo de alta possa ser moderado, o setor deve seguir com preços firmes ao longo da cadeia produtiva.

Cadeia da carne debate desafios e oportunidades

O evento reuniu representantes de diferentes elos da cadeia produtiva para discutir tendências e desafios do setor. Participaram especialistas, dirigentes de associações, representantes de frigoríficos e produtores, reforçando a importância da integração entre os segmentos.

O debate destacou a consolidação da carne bovina brasileira como produto competitivo no mercado global, com espaço crescente para diferenciação e valorização de qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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