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Mercado de trigo segue estável no Brasil em meio à baixa demanda e exportações concentradas na Ásia

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Estabilidade predomina no mercado interno

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com pouca movimentação e preços estáveis, refletindo um cenário de baixa demanda e negociações lentas. Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o ritmo de compra segue contido, uma vez que muitos compradores ainda possuem contratos pendentes de retirada referentes a janeiro e acordos firmados para fevereiro, o que reduz a necessidade de novas aquisições no curto prazo.

No Rio Grande do Sul, a perda de intensidade das exportações diminuiu o suporte aos preços, que ficaram próximos de R$ 1.130 por tonelada no porto, com embarques programados para fevereiro. A atividade dos moinhos locais também foi reduzida, com baixo volume de moagem e até interrupções temporárias após o retorno das férias coletivas, em razão das dificuldades no escoamento de farinha.

“Esse cenário contribui para manter o ritmo das compras bastante seletivo”, destacou Bento.

No Paraná, o cenário foi semelhante. Os preços permaneceram firmes em termos nominais, com cotações ao redor de R$ 1.200 por tonelada, sem variações significativas em relação à semana anterior. Apesar de uma recomposição parcial dos valores em comparação ao mês anterior, o mercado segue pouco dinâmico, impactado pela ampla oferta regional, pela cautela dos compradores e pela ausência de estímulos consistentes de demanda.

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Exportações brasileiras de trigo perdem ritmo

O levantamento da Safras & Mercado indica que, entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, o line-up de exportações do Brasil — registros de embarques realizados ou programados — aponta a saída de 1,067 milhão de toneladas de trigo na temporada 2025/26. O volume é ligeiramente inferior ao observado no mesmo período da safra anterior, quando 1,124 milhão de toneladas foram exportadas.

Em janeiro, as exportações devem atingir 308,9 mil toneladas, número significativamente menor que as 657,6 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025.

Ásia concentra a maior parte das compras

O mercado asiático segue como o principal destino do trigo brasileiro. Bangladesh lidera as importações, com 418,3 mil toneladas (39,2% do total), seguido por Vietnã, com 279 mil toneladas (26,1%), e Indonésia, com 139,4 mil toneladas (13,1%).

Somados, os três países respondem por mais de 78% das exportações realizadas pelo porto do Rio Grande, o que evidencia a alta concentração da demanda regional.

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Outros destinos relevantes incluem o Quênia (62,7 mil toneladas, 5,9%), Equador (52 mil toneladas, 4,9%) e África do Sul (37,9 mil toneladas, 3,6%).

Argentina conclui colheita com forte recuperação

Enquanto o Brasil enfrenta um mercado estável, a Argentina finalizou sua colheita de trigo com resultados expressivos. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a produção atingiu 27,8 milhões de toneladas, com rendimento médio de 4.350 quilos por hectare.

Os números representam alta de 43,1% em relação à safra anterior e 50,4% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando a recuperação da produção argentina após um ciclo anterior marcado por adversidades climáticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mudanças climáticas impactam suinocultura e exigem novas estratégias nutricionais, aponta pesquisa da UFMG

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As mudanças climáticas e o aumento das temperaturas médias vêm afetando diretamente o desempenho da suinocultura global. O avanço das ondas de calor já é considerado um dos principais desafios da atividade, com impactos sobre bem-estar, saúde e produtividade dos animais.

O tema foi destacado pelo professor e pesquisador Bruno Silva, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), referência em bioclimatologia animal e nutrição de suínos.

Estresse térmico é o principal limitante da produção de suínos

Segundo o pesquisador, o ambiente térmico tornou-se o principal fator limitante da produção suinícola atualmente.

Os suínos são altamente sensíveis ao calor devido ao fato de possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas. Quando expostos a temperaturas acima da zona de conforto térmico, que varia entre 16°C e 21°C para matrizes e entre 26°C e 34°C para leitões, os animais apresentam queda de desempenho e maior vulnerabilidade fisiológica.

O estresse térmico provoca redução no consumo de alimentos, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo, afetando diretamente a eficiência produtiva.

Perdas econômicas globais com calor na suinocultura

O impacto do calor na produção suinícola já tem reflexos econômicos significativos em nível global.

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Nos Estados Unidos, as perdas relacionadas ao estresse térmico em suínos alcançaram cerca de US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde altas temperaturas são frequentes, os prejuízos estimados variam entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões no mesmo período.

De acordo com Bruno Silva, além das mudanças climáticas, o avanço genético das fêmeas modernas também contribui para esse cenário. Animais mais produtivos geram maior calor metabólico, tornando-se mais sensíveis às variações de temperatura.

Nutrição adaptada é estratégia para reduzir impactos do calor

Diante desse cenário, o pesquisador destaca a necessidade de ajustes nutricionais como forma de reduzir os efeitos do estresse térmico.

Entre as principais estratégias estão a redução da proteína bruta na dieta e o uso de aditivos e nutrientes específicos. O objetivo é diminuir o efeito termogênico da alimentação e auxiliar na manutenção da homeostase metabólica e da integridade intestinal dos animais.

Livro técnico reúne estratégias para suinocultura moderna

Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje reúne contribuições de diversos pesquisadores, incluindo Bruno Silva.

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A obra foi lançada pela Novus, referência internacional em nutrição animal inteligente.

Segundo o pesquisador, a publicação representa um marco na atualização do conhecimento científico sobre matrizes suínas modernas, reunindo trabalhos de diferentes grupos de pesquisa ao redor do mundo.

Ele destaca ainda que o livro consolida informações fundamentais para nutricionistas e profissionais da área, ao reunir avanços recentes em manejo e nutrição voltados à suinocultura de alta eficiência.

Suinocultura entra em nova fase de adaptação climática

O aumento das temperaturas e a intensificação do estresse térmico reforçam a necessidade de adaptação da cadeia produtiva. Nesse contexto, a combinação entre genética, manejo, ambiência e nutrição torna-se cada vez mais essencial para manter eficiência produtiva e bem-estar animal em cenários climáticos mais extremos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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