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Projeto Cidadão define calendário de ações para 2026

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Em entrevista ao Boletim TJ Acre, coordenadora apresenta metas e cronograma do programa social

A coordenadora de Apoio aos Projetos Sociais (Coaps) do Tribunal de Justiça do Acre, Isnailda Silva, concedeu entrevista, nesta segunda-feira, 19, ao Boletim TJ Acre — programa de rádio do Judiciário acreano — sobre o calendário de ações do Projeto Cidadão para 2026, o mais longevo programa social do estado.

Em 2025, mais de 52 mil atendimentos foram realizados, o que representa um crescimento superior a 5.000% em relação ao ano anterior. O trabalho social garantiu a pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica acesso à documentação básica e a diversos serviços públicos, de forma rápida e gratuita.

Para este ano, estão previstas ações em dez municípios. Segundo a coordenadora, o objetivo é atender todo o estado ainda nesta Administração, presidida pelo desembargador Laudivon Nogueira. A primeira edição de 2026 ocorrerá em março, na cidade de Acrelândia. A expectativa é superar os números de 2025.

Veja a entrevista:

Isnailda, em 2025, foram mais de 52 mil atendimentos. O que a gente pode esperar para 2026?

O nosso objetivo é chegar aos 22 municípios durante a gestão do desembargador Laudivon [Nogueira] e a coordenação do desembargador Samuel Evangelista. Então, este ano, nós vamos a dez municípios para fechar. Vamos retornar a Cruzeiro do Sul com o casamento coletivo, durante a Expojuruá, porque já virou tradição. Aqui, em Rio Branco, também teremos o casamento coletivo durante a Expoacre, e vamos, cada vez mais, trazer parceiros. Pretendemos trazer o Sistema S para perto também.

Cita casos de atendimento que impressionam a gente.

O nosso carro-chefe sempre tem sido o RG. Todo lugar que a gente chega tem pessoas querendo tirar, principalmente agora porque nós temos a nova carteira de identidade. Mas também o registro de nascimento tem sido muito procurado, principalmente registro tardio e a retificação de registro, onde nós precisamos e contamos com a parceria do Ministério [Público], da Defensoria e do juiz local da comarca, porque muitas vezes é necessário fazer uma audiência.

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Cita para a gente um exemplo de correção de registro.

Nós tivemos um caso muito emblemático em Marechal Thaumaturgo, de uma moça. O nome dela estava errado. Foi registrado como masculino “Cristiano”, sendo que ela era “Cristiana”. Durante anos, ela vinha tentando [retificar o documento]. Passou por diversos constrangimentos. Disse que teve que tirar suas vestes para comprovar que era mulher. Inclusive, ela chegou [à ação] chorando. Foi um caso muito comovente. Mas ali, rapidinho, nós reunimos o Ministério Público, a Defensoria e o juiz local. Conseguimos [realizar] o sonho dela:  ter acesso a políticas públicas, poder matricular seu filho na escola, ter a sua identidade como mulher registrada de fato.

É verdade que existe pessoas com mais de 30, 40 anos que nunca tiveram um documento?

Nunca teve um documento, como também tem muitas pessoas de 30, 40 anos de casado também vivendo em união estável. O projeto Cidadão oportuniza a obtenção de todos esses documentos. A pessoa pode, inclusive, fazer o seu registro e também a celebração do casamento, participar da celebração do casamento coletivo. Mas, detalhe, no casamento coletivo as inscrições são feitas de forma antecipada. Geralmente, para os municípios menores, nós abrimos 100 inscrições e não temos preenchido todas as vagas. Acham que é só chegar lá no dia e participar da celebração do casamento. Não, tem um processo antes. Tem que levar as testemunhas, seu registro de nascimento atualizado. Tem todo um critério para participar.

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É importante a gente falar que, além de toda essa equipe engajada do Tribunal de Justiça, se conta também com o apoio dos parceiros.

Muito importante. Nós temos municípios de difícil acesso. Por exemplo, em 2025, nós fomos a Santa Rosa do Purus, e os nossos servidores passaram três, quatro dias de barco [para chegar ao município]. Servidores do Ministério Público, da defensoria, do Incra e da Secretaria de Estado de Assistência Social. O governo do Estado tem sido um grande parceiro. Nós também levamos serviço de saúde, inclusive do Tribunal de Justiça. A Cobes [Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde] é uma grande parceira. Tem levado profissionais da área de saúde. Nutricionista, psicóloga, fisioterapeuta para atender à comunidade.

Como é que está esse cronograma para 2026?

Nós vamos a dez municípios. Vou citar aqui rapidinho: começamos em março por Acrelândia. Nós teremos em maio o “Registre-se ” em Rio Branco, voltado ao registro tardio da população em situação de rua, da população carcerária e povos tradicionais. Depois, Epitaciolândia, Assis Brasil, Bujari e Senador Guiomard. Teremos que voltar a Tarauacá, no Rio Gregório. Brasiléia. Teremos casamento coletivo na Expojuruá. Rodrigues Alves, Mâncio Lima, na Serra do Divisor e na Comunidade São Salvador.  Na Expoacre aqui em Rio Branco, Sena Madureira, Capixaba e Jordão.

Confira a entrevista completa em nosso site. O programa Boletim TJ Acre também está disponível nas plataformas de áudio (Spotify, Deezer, Amazon Music, etc.).

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC cria rede estadual de promoção e defesa dos Direitos Humanos a partir do Projeto Humanize

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Mais do que garantir direitos, o Poder Judiciário propõe a implementação efetiva dos tratados internacionais e da jurisprudência interamericana no Acre

Na manhã desta segunda-feira, 12, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e a Polícia Civil assinaram o Termo de Cooperação Técnica para fortalecer as ações do projeto Humanize. A iniciativa pioneira está relacionada ao controle de convencionalidade no Sistema de Justiça acreano e ampliação a efetividade da proteção dos Direitos Humanos no Acre.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, afirmou o propósito em estabelecer a rede estadual de promoção e defesa dos Direitos Humanos: “Essa é uma rede que está sendo construída com várias mãos, no sentido de que nós possamos fortalecer nossas instituições, capacitar e em última instância, a finalidade de concretizar o que foi estabelecido em 1992, quando o Brasil oficializou a adesão aos tratados internacionais de proteção aos Direitos Humanos”.

Em consonância, o juiz auxiliar da Presidência, Giordane Dourado, enfatizou que a adesão da Polícia Civil é inédita. “Esse compromisso com os Direitos Humanos não enfraquece, nem atrapalha o trabalho da polícia. Ele reforça ainda mais e dá credibilidade, sobretudo porque as forças de segurança estão integradas e harmônicas com a rede de Justiça”, assinalou.

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O delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Buzolin, afirmou que esta visão está alinhada à atual gestão: “Viemos quebrando vários paradigmas, com a mudança de cultura, temos certeza que estamos fazendo nosso papel”.

Já compõem a rede a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Acre Seccional Acre. Neste ato, passam a integraram a Polícia Civil e em seguida a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Deste modo, firmado os marcos de institucionalização dos mecanismos para ampliação do uso do controle de convencionalidade.

No encontro, o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, falou sobre efetividade. “O projeto Humanize é muito interessante, por isso aderimos a essa iniciativa, diante desse acordo de cooperação técnica. Essas práticas voltadas para a cidadania, dignidade e Direitos Humanos é algo que a Sejusp vem desenvolvendo na prática e agora, com o estabelecimento desta rede fica chancelada nossas atividades e parceria com o Tribunal de Justiça”.

Também acompanharam as agendas: o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça Anastácio Menezes, o assessor jurídico do TJAC Marcel Viana e o servidor Rodrigo Santos. Posteriormente, a vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, o secretário-geral do TJAC, Júnior Martins e o secretário-geral da Sejusp, Marcos Frank.

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Humanize

O projeto Humanize contempla o desenvolvimento da Humanize IA, solução de inteligência artificial criada para ampliar o alinhamento das decisões judiciais locais ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos. A ferramenta foi concebida para apoiar a aplicação do controle de convencionalidade, promovendo decisões mais fundamentadas na jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

O Termo de Cooperação prevê uma série de ações conjuntas entre as instituições, incluindo a realização de congressos, seminários, simpósios e pesquisas; o desenvolvimento e compartilhamento de soluções tecnológicas; a capacitação de magistrados, defensores, servidores e demais agentes públicos; além da ampliação do acesso a acervos bibliográficos e materiais especializados em Direito Internacional dos Direitos Humanos.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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