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Colheita de soja avança no Brasil, impulsionada por Mato Grosso, enquanto Paraná enfrenta atraso

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Avanço da colheita nacional

A colheita da soja no Brasil atingiu 2% da área cultivada até 15 de janeiro, conforme dados divulgados pela AgRural. O número representa um avanço significativo em relação à semana anterior, quando o índice era de 0,6%, e supera o desempenho de 1,7% registrado no mesmo período do ano passado.

O estado de Mato Grosso lidera o ritmo de colheita, favorecido por janelas de sol entre as chuvas frequentes, o que tem permitido o avanço dos trabalhos no campo. Já o Paraná apresenta atraso em relação ao ritmo histórico, resultado do prolongamento do ciclo das lavouras devido a períodos prolongados de frio e nebulosidade durante o desenvolvimento da cultura.

Produtividade reforça expectativa de grande safra

Nos dois principais estados produtores, os resultados iniciais de produtividade têm sido bastante positivos, reforçando a projeção de uma safra robusta em 2026. Além disso, outros estados também iniciaram colheitas em áreas pontuais, o que confirma o avanço gradual da colheita em todo o território nacional.

Apesar do cenário promissor, a AgRural destaca a necessidade de atenção às condições climáticas no Rio Grande do Sul e na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), onde a irregularidade das chuvas ainda pode afetar o desempenho final da safra.

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Safrinha de milho 2026 começa a ganhar ritmo

O plantio da safrinha de milho 2026 também começou a avançar. Segundo levantamento da AgRural, 1,1% da área estimada para o Centro-Sul estava plantada até 15 de janeiro, contra 0,2% na semana anterior e 0,3% no mesmo período do ano passado.

Mato Grosso mais uma vez lidera o ritmo de plantio, seguido pelo Paraná.

Colheita do milho verão ainda lenta

Enquanto isso, o milho verão 2025/26 alcançou 1,6% da área colhida no Centro-Sul até a mesma data, mostrando avanço em relação à semana anterior (0,5%), mas abaixo do resultado de 4,1% obtido há um ano.

Nesta etapa, a colheita se concentra principalmente nos três estados do Sul, onde as condições climáticas ainda determinam o andamento dos trabalhos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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