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Paraná colhe 72% da safra das águas do feijão e registra recuperação nos preços, aponta Deral

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O Paraná, maior produtor de feijão do Brasil, já colheu 72% da safra das águas, conforme o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A colheita ocorre em meio a um cenário de recuperação nos preços, especialmente do feijão carioca, e à consolidação do estado como o principal polo produtor do grão no país.

Feijão carioca puxa alta de preços em janeiro

Os preços recebidos pelos produtores paranaenses registraram valorização significativa no início de 2026. O feijão carioca foi negociado, em média, a R$ 221,39 por saca de 60 kg, com cotações pontuais de até R$ 230,00 em algumas regiões.

O valor representa alta de 14% em relação a dezembro de 2025 e supera os patamares de janeiro do ano passado, consolidando um preço considerado remunerador e estável ao longo de 2025.

Feijão-preto tem leve recuperação, mas segue abaixo do ano anterior

O feijão-preto também apresentou alta frente a dezembro, com cotação média de R$ 144,76 e picos de R$ 150,00 por saca.

Apesar disso, o produto ainda acumula queda de cerca de 16% na comparação com janeiro de 2025, o que influencia as intenções de plantio dos produtores para as próximas safras.

Clima e produtividade: frio atrasou ciclo da safra

A safra das águas — período marcado por altas temperaturas, boa luminosidade e regime intenso de chuvas — avança em ritmo mais lento neste ciclo.

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Segundo o Deral, o frio até novembro prejudicou o desenvolvimento das plantas, resultando em produtividade ligeiramente abaixo das estimativas iniciais.

Os números atualizados sobre área e produção serão divulgados em 29 de janeiro, podendo trazer ajustes nas projeções de rendimento.

Paraná segue líder nacional e amplia participação

Dados do IBGE indicam que o Paraná deve colher 191,1 mil toneladas de feijão na 1ª safra, o equivalente a 19,4% da produção nacional, e 553,5 mil toneladas na 2ª safra, alta de 3% em relação ao prognóstico de novembro.

Com isso, o estado deve manter 42,8% da produção brasileira, seguido por Mato Grosso, com 172,9 mil toneladas.

Em 2025, o Paraná consolidou sua liderança com 865 mil toneladas colhidas, novo recorde histórico — sendo 338 mil toneladas na 1ª safra e 526,6 mil toneladas na 2ª.

Fruticultura brasileira cresce no mercado externo

O Boletim Conjuntural também destacou o desempenho da fruticultura nacional em 2025, quando o Brasil exportou 1,310 milhão de toneladas de frutas, gerando US$ 1,563 bilhão em receitas.

Mangas, melões, limões, uvas e melancias lideraram os embarques, respondendo por mais de 75% do volume exportado.

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Os Países Baixos se mantiveram como principal destino, com 42,7% das exportações, atuando como hub de redistribuição para o mercado europeu.

Na comparação com 2016, as vendas externas cresceram 60% em volume e 80% em valor, mostrando a expansão e consolidação do setor.

As importações de frutas totalizaram 723,8 mil toneladas, com gasto de US$ 1,176 bilhão — volume estável em relação a 2024, mas significativamente maior que o registrado há uma década.

Os principais produtos importados foram maçãs, peras, nozes, castanhas, kiwis e uvas, vindos principalmente de Argentina, Chile e países europeus.

Suinocultura mantém competitividade com custos controlados

O Deral também analisou os custos de produção da suinocultura paranaense, que atingiram R$ 5,99 por quilo vivo em 2025, alta de 4,3% frente a 2024.

A ração segue como o principal componente, representando mais de 70% dos custos totais.

Apesar da elevação anual, o segundo semestre apresentou queda de 5,8% nos custos, contribuindo para um cenário de maior equilíbrio econômico.

O Paraná se manteve com o segundo menor custo de produção do país, impulsionado pela forte produção de milho, principal insumo da alimentação animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dia do Boi: Brasil lidera produção mundial de carne bovina em 2026 e reforça protagonismo no agro

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Avanço da produção, crescimento do rebanho e papel estratégico da carne bovina na alimentação colocam o Brasil no centro do mercado global, com atenção à saúde e ao consumo equilibrado.

Brasil assume liderança global na produção de carne bovina

Celebrado em 24 de abril, o Dia do Boi marca um momento histórico para o agronegócio brasileiro. O país consolidou sua posição como maior produtor mundial de carne bovina em 2025, superando os Estados Unidos e reforçando sua relevância no cenário global.

Dados recentes apontam que a produção nacional atingiu 11,1 milhões de toneladas em abates fiscalizados, crescimento de 7,2% em relação a 2024, segundo o IBGE. Quando considerados os abates informais, o volume total chega a 12,3 milhões de toneladas, conforme estimativas do setor.

Pecuária brasileira cresce com força e amplia presença nacional

A força da pecuária se distribui por todo o território nacional, com destaque para o Mato Grosso, que mantém a liderança com cerca de 14,4% do rebanho brasileiro.

Outros estados, como Bahia, Pará e Tocantins, também registram crescimento expressivo no número de animais, ampliando a base produtiva e fortalecendo a cadeia da carne bovina no país.

Consumo interno segue elevado no Brasil

No mercado doméstico, a carne bovina continua sendo um dos principais itens da dieta do brasileiro. O consumo médio anual gira em torno de 30 quilos por pessoa, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

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Esse patamar reforça a importância da proteína animal tanto para a alimentação quanto para a economia nacional, movimentando toda a cadeia produtiva.

Consumo equilibrado é essencial para a saúde

Especialistas destacam que, apesar dos benefícios nutricionais, o consumo de carne vermelha deve ser feito com moderação, especialmente por grupos específicos.

A recomendação geral indica ingestão semanal entre 350 e 500 gramas de carne vermelha já preparada, o equivalente a duas a três porções.

Pessoas com risco cardiovascular, histórico de câncer colorretal, doenças renais ou condições metabólicas devem ter atenção redobrada, priorizando cortes magros e evitando o consumo excessivo.

Escolha de cortes influencia qualidade da dieta

A diferença entre os cortes está diretamente relacionada ao teor de gordura e ao valor calórico.

Cortes magros como patinho, coxão mole, lagarto, músculo e filé mignon são mais indicados para o consumo frequente. Já opções com maior teor de gordura, como picanha, costela e cupim, devem ser consumidas com menor frequência.

Além disso, práticas como retirar a gordura aparente, evitar frituras e reduzir o consumo de carnes muito tostadas contribuem para uma alimentação mais saudável.

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Benefícios nutricionais reforçam importância da carne bovina

Quando consumida de forma equilibrada, a carne bovina pode trazer benefícios relevantes para a saúde. Entre os principais destaques estão:

  • Proteína de alto valor biológico, essencial para manutenção e ganho de massa muscular
  • Fonte de ferro heme, com alta absorção pelo organismo
  • Rica em vitamina B12, importante para o sistema nervoso
  • Presença de zinco, que contribui para a imunidade
  • Aporte de nutrientes essenciais, especialmente em dietas com alimentos de origem animal

Especialistas reforçam que não existe um único padrão alimentar ideal, e que a dieta deve ser individualizada, considerando necessidades, estilo de vida e preferências de cada pessoa.

Conclusão: liderança global e consumo consciente caminham juntos

O avanço da produção de carne bovina coloca o Brasil em posição de destaque no cenário global do agronegócio, consolidando a força da pecuária nacional.

Ao mesmo tempo, o equilíbrio entre produção, consumo e saúde se torna cada vez mais relevante, reforçando a importância de práticas sustentáveis e de uma alimentação consciente para garantir o futuro do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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