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TJAC participa da I Cúpula Climática Ecumênica do Acre e destaca compromisso com a justiça ambiental
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Representado pela desembargadora Waldirene Cordeiro, Judiciário acreano reforçou o compromisso com a justiça ambiental, a governança pública e a proteção das futuras gerações
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) marcou presença na I Cúpula Climática Ecumênica do Acre, realizada nesta sexta-feira, 30, no Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC). A instituição foi representada pela desembargadora Waldirene Cordeiro, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), que participou do encontro em nome do Judiciário acreano, reafirmando o compromisso do TJAC com o debate institucional sobre os impactos das mudanças climáticas e a proteção dos direitos fundamentais da população.
Promovido pelo Instituto Ecumênico Fé e Política do Acre, em parceria com o TCE-AC, o evento reuniu representantes de instituições públicas, especialistas, lideranças religiosas e sociais, gestores públicos e membros da sociedade civil para discutir os efeitos das enchentes recorrentes do Rio Acre, os desafios da governança ambiental e a necessidade de políticas públicas estruturantes.
Com foco no diálogo entre ciência, políticas públicas, controle externo, participação social e espiritualidade laica, a Cúpula abordou temas como mudanças climáticas, planejamento territorial, justiça ambiental e soberania da terra, destacando a importância da atuação integrada entre os Poderes e a sociedade na construção de respostas eficazes aos eventos climáticos extremos.


A programação teve início com um momento solene de acolhimento institucional, seguido de falas de autoridades convidadas, entre elas o coordenador do Instituto Fé e Política no Acre, padre Massimo Lombardi, o presidente do Tribunal de Contas de Minas Gerais, conselheiro Durval Ângelo Andrade, e a presidente do TCE-AC, conselheira Dulce Benício, que ressaltou a relevância da cooperação interinstitucional para o enfrentamento dos desafios ambientais no estado.
Na sequência, o Painel Científico “A Água e o Território” trouxe contribuições técnicas sobre o novo regime das enchentes na Bacia do Rio Acre, com exposições do professor Claudemir Mesquita e do conselheiro Ronald Polanco, vice-presidente do TCE-AC, que destacou a responsabilidade do poder público na prevenção de riscos ambientais decorrentes da urbanização desordenada.
O Painel de Debates ampliou a abordagem multidisciplinar, reunindo especialistas das áreas jurídica, médica, científica e comunitária, que discutiram os impactos sociais, sanitários e jurídicos das enchentes, além da necessidade de políticas públicas baseadas em evidências e orientadas pela justiça social.
No encerramento, foi realizada a leitura e assinatura da Carta de Compromisso pela Soberania da Terra, documento que expressa o compromisso das instituições participantes — entre elas o Judiciário acreano — com a defesa do território, da água, das populações vulneráveis e das futuras gerações.
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
TJAC cria rede estadual de promoção e defesa dos Direitos Humanos a partir do Projeto Humanize
Mais do que garantir direitos, o Poder Judiciário propõe a implementação efetiva dos tratados internacionais e da jurisprudência interamericana no Acre
Na manhã desta segunda-feira, 12, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e a Polícia Civil assinaram o Termo de Cooperação Técnica para fortalecer as ações do projeto Humanize. A iniciativa pioneira está relacionada ao controle de convencionalidade no Sistema de Justiça acreano e ampliação a efetividade da proteção dos Direitos Humanos no Acre.
O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, afirmou o propósito em estabelecer a rede estadual de promoção e defesa dos Direitos Humanos: “Essa é uma rede que está sendo construída com várias mãos, no sentido de que nós possamos fortalecer nossas instituições, capacitar e em última instância, a finalidade de concretizar o que foi estabelecido em 1992, quando o Brasil oficializou a adesão aos tratados internacionais de proteção aos Direitos Humanos”.




Em consonância, o juiz auxiliar da Presidência, Giordane Dourado, enfatizou que a adesão da Polícia Civil é inédita. “Esse compromisso com os Direitos Humanos não enfraquece, nem atrapalha o trabalho da polícia. Ele reforça ainda mais e dá credibilidade, sobretudo porque as forças de segurança estão integradas e harmônicas com a rede de Justiça”, assinalou.
O delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Buzolin, afirmou que esta visão está alinhada à atual gestão: “Viemos quebrando vários paradigmas, com a mudança de cultura, temos certeza que estamos fazendo nosso papel”.
Já compõem a rede a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Acre Seccional Acre. Neste ato, passam a integraram a Polícia Civil e em seguida a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Deste modo, firmado os marcos de institucionalização dos mecanismos para ampliação do uso do controle de convencionalidade.
No encontro, o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, falou sobre efetividade. “O projeto Humanize é muito interessante, por isso aderimos a essa iniciativa, diante desse acordo de cooperação técnica. Essas práticas voltadas para a cidadania, dignidade e Direitos Humanos é algo que a Sejusp vem desenvolvendo na prática e agora, com o estabelecimento desta rede fica chancelada nossas atividades e parceria com o Tribunal de Justiça”.
Também acompanharam as agendas: o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça Anastácio Menezes, o assessor jurídico do TJAC Marcel Viana e o servidor Rodrigo Santos. Posteriormente, a vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, o secretário-geral do TJAC, Júnior Martins e o secretário-geral da Sejusp, Marcos Frank.




Humanize
O projeto Humanize contempla o desenvolvimento da Humanize IA, solução de inteligência artificial criada para ampliar o alinhamento das decisões judiciais locais ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos. A ferramenta foi concebida para apoiar a aplicação do controle de convencionalidade, promovendo decisões mais fundamentadas na jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
O Termo de Cooperação prevê uma série de ações conjuntas entre as instituições, incluindo a realização de congressos, seminários, simpósios e pesquisas; o desenvolvimento e compartilhamento de soluções tecnológicas; a capacitação de magistrados, defensores, servidores e demais agentes públicos; além da ampliação do acesso a acervos bibliográficos e materiais especializados em Direito Internacional dos Direitos Humanos.






Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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