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Vara da Infância e Juventude de Cruzeiro do Sul participa da implantação do programa Família Acolhedora
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Programa foi instituído em 2024, com a Lei municipal n.°1.014, e agora para colocar em funcionamento foi formado um grupo de trabalho com representantes das instituições que compõem a rede de proteção à infância em Cruzeiro do Sul
Nesta sexta-feira, 6, o juiz de Direito da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Cruzeiro do Sul, Luís Rosa, participou de reunião para implantar grupo de trabalho que atuará no programa Família Acolhedora. O serviço tem a missão de propiciar que crianças e adolescentes, em situação de vulnerabilidade, sejam recebidas em um lar e não direcionadas para instituições. Assim, essas crianças ou adolescentes ficam provisoriamente com famílias acolhedoras.
A iniciativa foi criada pela Lei n.º 1.014/2024, mas ainda aguardava o início da execução. A normatização garante a concessão de 10 bolsas para auxiliar as famílias que desejem receber crianças e adolescentes, como forma de ajuda de custos. Para a Coordenadora da Infância e Juventude (CIJ), desembargadora Regina Ferrari, a proposta representa um avanço significativo na política de proteção à infância. “O programa Família Acolhedora reforça o compromisso de proteger a infância com humanidade e responsabilidade. Ao garantir que crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade sejam acolhidos em um ambiente familiar, reduzimos os impactos emocionais do afastamento temporário e fortalecemos a rede de proteção. Trata-se de uma política pública que coloca o cuidado, o afeto e o melhor interesse da criança no centro das decisões”, destacou.
O grupo de trabalho é constituído por instituições municipais e órgãos do sistema de Justiça, que compõem a rede de proteção à infância na cidade. Tanto que também estava presentes na reunião o prefeito do município, Zequinha Lima, o promotor do Ministério Público Leonardo Honorato, o servidor da unidade judiciária Lyneker Melo, a secretária de Assistência Social de Cruzeiro do Sul, Milca Oliveira, a integrante do Conselho Municipal das Crianças e Adolescentes, Adriana Miranda, o conselheiro tutelar Tarcísio de Freitas e a coordenadora da Fundação Betel, Tânia Ramalho, além da psicóloga Priscila Leite.
Quando estiver implantado, pessoas entre 21 a 65 anos poderão se cadastrar para tornarem-se famílias acolhedoras, desde que tenham moradia fixa na cidade, não estejam respondendo a processo judicial, tenham pelo 16 anos a mais do que o acolhido, e declarem não ter interesse em adoção, pois o programa fornece abrigo temporário para as crianças e adolescentes.
O serviço de acolhimento visa proteger infância. Afinal, essas crianças e adolescentes normalmente estão passando por situações de vulnerabilidade, como, exploração, rompimento de vínculos e são afastados das famílias biológicas enquanto o processo é resolvido. Então, ao serem recebidos em uma família e não instituições de acolhimento se busca amenizar o impacto nas rotinas das crianças.
Para o magistrado implantar o programa é um passo importante na garantia de direitos da infância. “Com a ação, crianças e adolescentes não são obrigados a irem para instituições e têm a oportunidade de serem recebidas por famílias. Essa família que vai acolhê-los vai passar por um cadastro, vai ter que cumprir uma série de requisitos. Vai ter direito a receber uma bolsa de auxílio por receber essa criança ou adolescente em sua casa. Isso vai ser importante porque essa criança ou esse adolescente não vai ter que dividir espaço com tantas outras crianças e adolescentes que têm também os seus traumas, os seus sofrimentos. Ele vai ficar no seio de uma outra família que vai acolhê-lo temporariamente até que ele possa retornar para sua família biológica ou, se for o caso, ser colocado em adoção”, explicou Rosa.



Fotos cedidas
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
TJAC conclui segundo módulo de construção do Planejamento Estratégico 2027-2032
Trabalho entra agora no terceiro estágio, que prevê a identificação de lacunas e o planejamento de novos objetivos, metas e projetos
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou, nesta sexta-feira, 25, o Workshop IV – Validação do Posicionamento, Missão, Visão e Valores (MMV) e Diretrizes. A atividade marcou a última etapa do segundo módulo de desenvolvimento do Planejamento Estratégico 2027–2032, que estabelece metas e ações para orientar a atuação do Poder Judiciário acreano pelos próximos seis anos.
O encontro foi coordenado pelo Núcleo Estratégico do Planejamento Estratégico Institucional 2027–2032 e conduzido por uma empresa de consultoria especializada contratada pelo Tribunal. A atividade reuniu representantes de órgãos e unidades da instituição. A pauta principal foi definir o posicionamento, as diretrizes e a identidade organizacional do TJAC para o próximo sexênio.
Com a conclusão dessa etapa, o trabalho segue para o terceiro módulo, dedicado à tradução e à governança estratégica. Nessa fase, serão identificadas as principais lacunas da arquitetura organizacional, incluindo aspectos relacionados à rotina, às pessoas, ao ambiente, à cultura e às infraestruturas física e tecnológica. A partir desse diagnóstico, serão planejados novos objetivos, metas e projetos estratégicos.
Ao todo, o processo está estruturado em quatro módulos, com a participação de diferentes setores internos e externos, para que o documento final seja resultado de uma construção coletiva. A proposta é que o planejamento sirva como instrumento de orientação e permita ao Poder Judiciário avaliar continuamente o cenário institucional, definir onde pretende chegar e identificar os recursos necessários para alcançar seus objetivos.

“Nós estamos no caminho certo”
Na abertura do workshop, o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, ressaltou os avanços alcançados até o momento. Ele destacou a importância do Planejamento Estratégico para a rotina institucional e citou os reconhecimentos e as premiações conquistados pelo Tribunal como exemplos dos resultados desse trabalho.
“Nós estamos no caminho certo. Isso mostra que aquilo que nós sonhamos lá atrás tem se concretizado, se realizado. E aquilo que nós estamos sonhando hoje vai se concretizar também. Só depende das nossas ideias”, afirmou. O presidente ainda frisou a importância de colocar a população no centro das decisões.

Por fim, reconheceu o empenho das equipes envolvidas na elaboração do plano. “Estão imbuídos do seu papel de fazer o Judiciário do Acre uma instituição que orgulha o acreano e a todos nós que aqui também integramos a Justiça”, concluiu.
Participaram do workshop o coordenador dos Juizados Especiais Cíveis, desembargador Júnior Alberto; os juízes auxiliares da Presidência Louise Santana, Giordane Dourado e Zenice Cardoso; os magistrados auxiliares da Vice-Presidência e da Corregedoria, Bruno Perrotta e Cloves Ferreira, respectivamente; o secretário de Governança e Gestão Estratégica, Hélio Carvalho; o subsecretário de Estratégia e Sustentabilidade, Evandro Araújo; além de servidoras, servidores e consultores da empresa contratada.





Fotos: Gabriel Yjalade/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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