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IDR-Paraná lança nova cultivar de milho branco IPR W225 com alto potencial produtivo

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Lançamento oficial no Show Rural Coopavel 2026

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) apresentará oficialmente, no próximo dia 12 de fevereiro, durante o Show Rural Coopavel 2026, em Cascavel (PR), a nova cultivar de milho branco IPR W225. A novidade será um dos principais destaques do estande do Instituto, que participa do evento entre os dias 9 e 13 de fevereiro.

Segundo o IDR-Paraná, o lançamento reforça o compromisso da pesquisa pública em oferecer soluções genéticas inovadoras voltadas às indústrias de canjica, fubá, farinha e amido de milho, setores que movimentam um importante nicho do agronegócio nacional.

IPR W225 combina produtividade, qualidade e adaptabilidade

Indicada tanto para a safra principal quanto para a segunda safra (safrinha), a IPR W225 foi desenvolvida para oferecer alta produtividade, estabilidade e grãos de qualidade superior.

Com ampla adaptação às condições de solo e clima do Centro-Sul do país, a cultivar surge como uma alternativa competitiva para produtores que buscam atender um mercado de alto valor agregado.

“O milho branco é um segmento importante da cadeia de grãos brasileira, especialmente para o setor alimentício. A IPR W225 se destaca não apenas pela produtividade, mas também pela qualidade dos grãos, que garantem maior rentabilidade ao agricultor e competitividade à indústria”, afirma Deoclécio Domingos Garbuglio, pesquisador do IDR-Paraná e um dos responsáveis pelo desenvolvimento da nova cultivar.

Desempenho superior e resistência a doenças foliares

De acordo com Garbuglio, a IPR W225 apresenta ciclo precoce, boa resistência às principais doenças foliares e de espiga, além de um potencial produtivo até 12% superior em comparação à atual referência do mercado, a cultivar IPR 127.

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A pesquisadora Vania Moda Cirino, diretora de Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, ressalta que o desenvolvimento da nova cultivar foi orientado para garantir estabilidade produtiva e impacto econômico positivo, tanto para os produtores rurais quanto para a indústria de alimentos.

“Essa genética foi pensada para gerar impacto econômico e tecnológico, com forte valor agregado para produtores e indústria”, explica Cirino.

IPR 127: a base da tradição na canjica brasileira

Uma curiosidade destacada pelos pesquisadores é que a maior parte da canjica — ou mugunzá, como é conhecida em outras regiões — consumida no Brasil vem da cultivar IPR 127, lançada pelo IDR-Paraná em 2005. Mesmo após duas décadas, ela continua sendo amplamente utilizada por produtores nos estados do Paraná, Goiás, Mato Grosso e São Paulo.

Com a chegada da IPR W225, o Instituto aposta em uma evolução dessa tradição, oferecendo uma variedade com melhor desempenho agronômico e maior valor de mercado.

Disponibilidade e atendimento ao público

Durante todo o Show Rural 2026, os pesquisadores do IDR-Paraná estarão disponíveis para apresentar detalhes técnicos e tirar dúvidas sobre o desempenho da nova cultivar.

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As sementes da IPR W225 estarão disponíveis aos produtores a partir da segunda safra de 2026, ampliando as opções de plantio para quem busca diversificação e alta performance.

Mais de três décadas de pesquisa em milho branco

O IDR-Paraná atua no melhoramento genético de milho branco desde a década de 1990, atendendo à demanda de produtores e pequenas indústrias do Centro-Sul do estado que buscavam uma cultivar com alto desempenho no campo e excelente qualidade de grãos para o processamento industrial.

Com a IPR W225, o Instituto consolida sua tradição e reafirma seu papel na inovação tecnológica do agronegócio paranaense.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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E32 deve impulsionar demanda por etanol e fortalecer liderança do Brasil em bioenergia

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A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32) deve representar um novo avanço estratégico para o Brasil, com impactos relevantes sobre a demanda por biocombustíveis, a segurança energética e o compromisso ambiental. A medida deve ser analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no início de maio, segundo o Ministério de Minas e Energia.

A expectativa do setor é de um efeito imediato no mercado. A ampliação da mistura pode gerar um aumento de aproximadamente 850 milhões de litros por ano na demanda por etanol anidro, além de contribuir para a redução das importações de gasolina.

Medida chega em momento estratégico para o setor

O avanço do E32 ocorre em um período considerado crucial, marcado pela renovação dos contratos de fornecimento de etanol anidro para a nova safra. A definição traz maior previsibilidade ao mercado e contribui para o equilíbrio entre oferta e demanda.

Com a expectativa de crescimento na produção, especialmente impulsionada pela cana-de-açúcar e pelo etanol de milho, o setor projeta um acréscimo superior a 4 bilhões de litros na safra atual. Nesse contexto, o aumento da mistura surge como mecanismo importante para absorver esse volume adicional.

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Impacto direto na competitividade dos combustíveis

Outro efeito relevante da medida está na relação de competitividade entre os combustíveis. Com maior participação do etanol anidro na gasolina, há uma mudança na dinâmica de consumo, favorecendo também o etanol hidratado.

Esse movimento amplia a paridade econômica entre os combustíveis, que tende a superar a referência tradicional de 70%, tornando o etanol ainda mais atrativo ao consumidor final.

Avanço na agenda de descarbonização

Além dos efeitos econômicos, o E32 reforça o protagonismo do Brasil na transição energética global. O país já é referência internacional pelo elevado uso de biocombustíveis, tanto pela mistura obrigatória quanto pela ampla adoção de veículos flex fuel.

A proposta está alinhada às diretrizes do programa Combustível do Futuro, que prevê o aumento gradual da mistura de etanol na gasolina, podendo chegar a 35% (E35) nos próximos anos.

Mercado mais estável e novos investimentos

Com maior oferta de matéria-prima e aumento da demanda, a tendência é de um mercado mais equilibrado ao longo do ciclo produtivo. A expectativa inclui redução da volatilidade de preços, melhores condições ao consumidor e estímulo a novos investimentos no setor.

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O avanço também abre espaço para novas oportunidades na bioenergia, incluindo o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis como o SAF (combustível sustentável de aviação) e o bio bunker, ampliando ainda mais o papel estratégico do Brasil no cenário energético global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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