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Açúcar volta ao patamar de US$ 400 em Londres com alta expressiva; usinas brasileiras apostam no etanol para reequilibrar o mercado

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Açúcar registra forte recuperação e retoma nível simbólico no mercado europeu

Mesmo com o fechamento da Bolsa de Nova York nesta segunda-feira (16), devido ao feriado do Dia do Presidente, o açúcar apresentou um movimento firme de alta no mercado europeu. Em ICE Futures Europe, o produto voltou a ser negociado acima de US$ 400 por tonelada, após uma sequência de quedas nas semanas anteriores.

O contrato com vencimento em março de 2026 foi cotado a US$ 409,10 por tonelada, com valorização de 3,02%. Os vencimentos mais longos também registraram avanço: agosto subiu para US$ 405,00 (+2,74%) e outubro alcançou US$ 403,40 (+2,52%).

Movimento técnico e recompra de fundos impulsionam as cotações

De acordo com analistas, a recuperação observada em Londres tem origem técnica. Depois da pressão vendedora que levou o mercado a níveis considerados de sobrevenda, houve ativação automática de ordens de compra e cobertura de posições vendidas por fundos de investimento.

Esse movimento ganhou força após o encerramento do contrato de açúcar branco ICE nº 5 de março, na última sexta-feira (13), o que ajudou a sustentar a tendência de alta mesmo com a ausência de referência dos preços em Nova York.

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Enquanto o mercado financeiro se ajusta, o setor produtivo começa a reposicionar estratégias. A São Martinho S.A., uma das maiores processadoras de cana-de-açúcar do país, avalia que as atuais cotações do açúcar — próximas de 14 centavos de dólar por libra-peso — não refletem as condições reais do mercado e devem reagir ao longo da próxima safra.

Segundo Felipe Vicchiato, diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, a produção de etanol hoje apresenta maior rentabilidade, o que tende a direcionar parte da moagem de cana para o biocombustível. Essa mudança na destinação da matéria-prima pode reduzir a oferta global de açúcar e favorecer a recuperação dos preços.

Estratégia comercial mais cautelosa e atenção à safra da Índia

Vicchiato ressaltou que a São Martinho tem adotado uma postura conservadora nas fixações futuras, aguardando um cenário mais favorável antes de ampliar as vendas.

“Entendemos que os preços devem reagir. Quando isso ocorrer, vamos acelerar as vendas. No momento, não faz sentido fixar com o açúcar a 14 centavos de dólar por libra-peso”, afirmou.

A companhia também acompanha de perto a safra de cana-de-açúcar na Índia, país considerado peça-chave para o equilíbrio entre oferta e demanda mundial do adoçante.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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