AGRONEGÓCIO
Castrolanda bate novo recorde e alcança lucro líquido de R$ 287,5 milhões em 2025
AGRONEGÓCIO
Castrolanda mantém trajetória de crescimento e supera resultados de 2024
A Castrolanda Cooperativa Agroindustrial registrou lucro líquido recorde de R$ 287,5 milhões em 2025, superando o desempenho do ano anterior, quando havia alcançado R$ 273,1 milhões. O resultado foi apresentado aos cooperados durante a 75ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada na quinta-feira (12), no Moinho Castrolanda, em Castro.
Além do lucro expressivo, a cooperativa atingiu receita operacional líquida de R$ 6,2 bilhões e destinou R$ 65,5 milhões em sobras aos associados.
Gestão eficiente impulsiona resultados mesmo com cenário adverso
Segundo o presidente da cooperativa, Willem Bouwman, o desempenho positivo foi conquistado em um período desafiador para o agronegócio brasileiro.
“Foi um ano recorde para nós, mesmo diante das dificuldades do setor. A cooperativa conseguiu reduzir custos, aumentar eficiência e rentabilidade, trazendo benefícios tanto para os produtores quanto para a própria organização”, afirmou Bouwman.
O diretor executivo Seung Lee destacou que o bom resultado é fruto de ajustes estratégicos realizados nos últimos anos, o que permitiu estabilizar as operações e manter a rentabilidade.
“Expurgamos negócios menos eficientes e consolidamos nossas operações. Essa reestruturação garantiu estabilidade em 2024 e 2025 e deve sustentar o equilíbrio em 2026, mesmo em um cenário mais exigente”, explicou.
Foco na solidez financeira garante estabilidade a longo prazo
Grande parte do lucro foi destinada à formação de reservas financeiras, com o objetivo de proteger a cooperativa contra oscilações do mercado.
“Reforçamos junto aos cooperados a importância de fortalecer financeiramente a Castrolanda. Direcionamos parte do resultado para os fundos de reserva, o que representa segurança para o futuro”, disse Seung.
Ele ainda ressaltou que a prioridade é a solidez financeira, e não o crescimento acelerado.
“Crescimento desordenado pode comprometer a sustentabilidade. Nosso foco é estar preparados para apoiar os cooperados em momentos de dificuldade”, completou.
Produção recorde nas principais cadeias produtivas
Os números de produção também reforçam o bom desempenho da cooperativa.
A cadeia leiteira atingiu 568,9 milhões de litros, aumento de 6,1% em relação aos 536 milhões de 2024 — o maior volume já registrado.
Outros setores também apresentaram resultados expressivos:
- Grãos: 806,9 mil toneladas produzidas;
- Carne suína: 48 mil toneladas;
- Sementes industriais: 20 mil toneladas;
- Batata consumo: 73,3 mil toneladas;
- Batata semente: 11,1 mil toneladas;
- Carne ovina: 151 toneladas.
De acordo com a diretoria, investimentos estruturantes em andamento devem impactar ainda mais os resultados a partir de 2027, quando novos projetos estarão em plena operação.
Resultados fortalecem o desenvolvimento regional
Para Bouwman, o desempenho financeiro da cooperativa gera benefícios diretos à economia local.
“Os recursos retornam aos cooperados e permanecem na região, impulsionando o comércio e o desenvolvimento local. Diferente de empresas com acionistas externos, aqui o resultado fica onde é produzido”, destacou.
Com foco em eficiência operacional, sustentabilidade e segurança financeira, a Castrolanda reforça sua estratégia de longo prazo, consolidando-se como referência no modelo cooperativista do agronegócio paranaense e nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil
Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.
Fonte: Pensar Agro
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásRio Branco recebe nova frota de ônibus zero quilômetro e inicia nova fase do transporte coletivo com tarifa zero por 10 dias
-
TJ AC5 dias atrásTJAC inaugura nova recepção da Cidade da Justiça de Cruzeiro do Sul e avança com amplo projeto de modernização de todo o complexo
-
FAMOSOS7 dias atrásCarol Peixinho curte dia de praia com Thiaguinho e o filho, Bento: ‘Amores’
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura avança com obras de drenagem, saneamento e pavimentação, transformando a realidade de moradores da Baixada da Sobral
-
TJ AC6 dias atrásTJAC conquista Selo Linguagem Simples do CNJ pelo programa Audiência Pública
-
FAMOSOS5 dias atrásAna Castela revela habilidade e ensina receita de salmão ao molho de maracujá
-
FAMOSOS7 dias atrásMaju Coutinho exibe barriguinha de grávida durante treino em casa
-
AGRONEGÓCIO4 dias atrásNegociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%