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Polímeros hidroretentores ganham espaço na cafeicultura como solução estratégica para manejo da água

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Instabilidade climática desafia o manejo hídrico na cafeicultura

A irregularidade das chuvas e os eventos climáticos extremos têm imposto novos desafios aos cafeicultores brasileiros. Nos últimos ciclos, períodos prolongados de veranico e ondas de calor afetaram diretamente o pegamento de mudas, o enchimento dos grãos e a uniformidade das lavouras, impactando o desempenho produtivo.

Em uma cultura perene e sensível ao déficit hídrico, o manejo eficiente da água no solo tornou-se uma prioridade estratégica. Mais do que depender apenas da irrigação, produtores têm buscado soluções complementares que aumentem a retenção de umidade e reduzam perdas por evaporação e percolação.

Polímeros hidroretentores se destacam como aliados no campo

Entre as tecnologias que vêm se consolidando no campo, os polímeros hidroretentores têm se mostrado uma ferramenta eficaz no armazenamento e liberação gradual de água no solo.

Esses produtos, quando incorporados ao sulco ou à cova de plantio, atuam como microreservatórios, capazes de absorver várias vezes o próprio peso em água e liberar a umidade conforme a necessidade das plantas.

Na prática, isso garante maior estabilidade da umidade na zona radicular, reduzindo variações bruscas que podem comprometer o desenvolvimento inicial das lavouras de café — especialmente em solos arenosos ou com baixa capacidade natural de retenção hídrica.

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Etapa de implantação é crítica para o sucesso da lavoura

Durante a fase de implantação da lavoura, o sistema radicular do cafeeiro ainda está em formação e, portanto, mais sensível à falta de água. Nessa etapa, até pequenos períodos de estiagem podem causar falhas no pegamento das mudas e aumentar os custos com replantio.

Com o uso dos polímeros, produtores relatam maior uniformidade no estabelecimento das plantas, além de melhor aproveitamento da água disponível.

Tecnologia adaptada às condições tropicais

Segundo Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, o avanço dessa tecnologia no Brasil está diretamente ligado à adaptação às condições tropicais e ao desenvolvimento técnico nacional.

“A tecnologia já existia em outros países, mas aqui foi necessário ajustar protocolos de aplicação, testar em diferentes solos e validar seu desempenho nas condições brasileiras. A Hydroplan-EB teve papel pioneiro nesse processo de consolidação”, explica o executivo.

De Carvalho reforça que o objetivo não é substituir a irrigação ou outras práticas agronômicas, mas sim aumentar a eficiência do uso da água no sistema produtivo, reduzindo perdas e mantendo o vigor das plantas em momentos críticos.

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Aplicação e recomendações técnicas

A dosagem e o método de aplicação dos polímeros variam conforme o tipo de solo, textura e sistema de produção. No geral, as recomendações mais comuns incluem:

  • Aplicação no sulco ou na cova de plantio;
  • Incorporação ao substrato na produção de mudas;
  • Uso em áreas com histórico de déficit hídrico recorrente.

Nos últimos anos, o tema vem sendo amplamente estudado por instituições de pesquisa, com novas publicações avaliando eficiência, doses ideais e desempenho agronômico em diferentes condições de campo.

Perspectivas para o futuro da cafeicultura

Com a crescente instabilidade climática, tecnologias que melhoram a retenção de água no solo tendem a ganhar espaço nas lavouras brasileiras.

Na cafeicultura, o uso de polímeros hidroretentores vem se consolidando como parte de uma estratégia integrada de manejo hídrico, garantindo maior resiliência produtiva e redução de riscos associados à escassez de água.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita de arroz atinge 87,45% no Rio Grande do Sul, mas ritmo segue lento

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Colheita de arroz avança no RS, mas abaixo do ritmo esperado

A colheita de arroz no Rio Grande do Sul alcançou 87,45% da área semeada na safra 2025/2026, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Até o momento, foram colhidos 780.098 hectares de um total de 891.908 hectares cultivados no Estado. Apesar do avanço significativo, o ritmo dos trabalhos segue mais lento em comparação a anos anteriores.

Regiões costeiras lideram avanço da colheita

As regionais da Planície Costeira Externa e da Zona Sul apresentam os maiores índices de avanço, com 95,76% e 91,10% da área colhida, respectivamente, se aproximando da finalização da safra.

Na sequência, aparecem:

  • Planície Costeira Interna: 88,99%
  • Fronteira Oeste: 88,13%
  • Campanha: 83,22%
  • Região Central: 76,52% (menor índice)

Os dados refletem diferenças no ritmo de colheita entre as regiões, influenciadas por condições climáticas e operacionais.

Ritmo lento preocupa produtores e técnicos

De acordo com o coordenador regional da Planície Costeira Externa do Irga, Vagner Martini, a evolução da colheita mantém um comportamento mais lento, tendência já observada em levantamentos anteriores.

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O atraso pode impactar a qualidade do grão e aumentar os riscos operacionais, especialmente em áreas ainda não colhidas.

Levantamento final vai consolidar dados da safra

A Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga informou que, ao término da colheita, será realizado um levantamento consolidado da safra.

O estudo deve incluir informações detalhadas sobre:

  • Produtividade média
  • Área efetivamente colhida
  • Perdas registradas no campo
Safra de arroz segue em fase final no Estado

Com mais de 87% da área colhida, o Rio Grande do Sul caminha para a reta final da safra de arroz 2025/2026, mantendo-se como principal produtor nacional do cereal.

A expectativa agora se concentra na conclusão dos trabalhos e na consolidação dos resultados produtivos, que devem orientar o planejamento da próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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