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Arena Pecuária amplia participação na Colheita do Arroz e reforça integração entre lavoura e pecuária

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Integração entre grãos e gado ganha destaque na Abertura da Colheita do Arroz

A Arena Pecuária retorna à Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, com espaço ampliado e uma programação voltada à troca de experiências entre produtores, indústrias e especialistas. O evento ocorre entre 24 e 26 de fevereiro de 2026, na Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS).

Organizada pelo Instituto Desenvolve Pecuária e pelo Universo Pecuária, a iniciativa busca consolidar a bovinocultura como um componente estratégico do agronegócio, destacando a importância da integração entre lavoura e pecuária para a estabilidade econômica e ambiental das propriedades rurais.

Integração como ferramenta de estabilidade financeira

Segundo Marcela Santana, coordenadora executiva do Universo Pecuária, a integração entre agricultura e pecuária garante maior equilíbrio nas receitas.

“Enquanto a agricultura depende fortemente do clima e das variações de preço, a pecuária oferece uma base mais estável. Se o produtor enfrenta um ano ruim na lavoura, pode compensar com ganhos na pecuária”, explica.

Marcela ressalta, contudo, que o sucesso desse modelo depende de planejamento e manejo eficiente. “Não basta colocar o gado no campo. É preciso estratégia, troca de conhecimento e gestão conjunta entre produtores e frigoríficos”, completa.

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Pecuária como pilar estratégico do agronegócio

Para Antonia Scalzilli, presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, a presença da Arena no evento reforça o papel da atividade como motor de sustentabilidade e eficiência no campo.

“A integração não é mais uma escolha entre plantar grãos ou criar gado, mas uma forma de potencializar os resultados de ambos. A pecuária profissionalizada transforma a propriedade em uma verdadeira lavoura de carne, com rentabilidade contínua”, destaca.

A executiva defende o uso de dados e tecnologia de manejo intensivo como caminhos para elevar a produtividade e a qualidade da carne brasileira.

Programação técnica e painéis de debate

Com atividades diárias das 10h às 12h, a Arena Pecuária promoverá uma série de painéis temáticos que abordam os principais desafios e oportunidades do setor:

  • 24 de fevereiro: Mercado da Carne — panorama da comercialização e inserção internacional da carne gaúcha;
  • 25 de fevereiro: Integração Lavoura-Pecuária — práticas de manejo em sistemas mistos e produção durante todo o ano;
  • 26 de fevereiro: Pecuária Intensiva — tecnologias e métodos para aumentar a produtividade por hectare.
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Após os debates, os participantes poderão aproveitar a “Hora da Carne”, momento de degustação e networking com cortes especiais, em parceria com frigoríficos.

Fundocarne impulsiona a promoção da carne gaúcha

Um dos grandes marcos do evento será o lançamento do Fundocarne — Fundo de Promoção da Carne Gaúcha, no dia 24 de fevereiro. O fundo é uma iniciativa do Instituto Desenvolve Pecuária em parceria com o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs), e conta com a adesão de produtores e frigoríficos locais.

De acordo com Ronei Lauxen, presidente executivo do Sicadergs, o Fundocarne nasce com o objetivo de unir pecuaristas e indústrias para fortalecer toda a cadeia.

“Queremos não apenas divulgar a qualidade da carne gaúcha, mas também estimular ganhos de produtividade e excelência no campo e na indústria”, afirmou.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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