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Calendário sanitário atualizado garante produtividade e reduz perdas na pecuária

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Sanidade preventiva é sinônimo de rentabilidade

Manter o calendário sanitário em dia é uma das estratégias mais eficientes para proteger o rebanho e garantir resultados econômicos sustentáveis. Em um cenário de custos crescentes e margens reduzidas, a prevenção de doenças infecciosas e parasitárias é fundamental para preservar o desempenho e a lucratividade da atividade pecuária.

Segundo Gibrann Frederiko, médico-veterinário e promotor de vendas da Nossa Lavoura, a vacinação é a base da saúde animal e da produtividade.

“A vacinação é a primeira barreira sanitária da propriedade. Ela previne enfermidades graves, reduz gastos com tratamentos e protege o rebanho como um todo. Um calendário bem executado diminui o risco de surtos e melhora os índices de ganho de peso e reprodução”, destaca.

Clostridiose e raiva estão entre as principais ameaças

Entre as doenças que mais preocupam o setor estão a clostridiose e a raiva, ambas capazes de causar altas taxas de mortalidade e prejuízos significativos.

A clostridiose, provocada por bactérias do gênero Clostridium — comuns no solo, na água e nos alimentos —, pode se manifestar de forma rápida e silenciosa, levando à morte súbita do animal.

“A clostridiose é altamente letal e apresenta formas como tétano, carbúnculo sintomático e enterotoxemia. Como os esporos permanecem ativos no ambiente por anos, a vacinação é a única forma eficaz de prevenção”, reforça Frederiko.

A raiva também segue como risco real para o rebanho, especialmente em regiões com presença de morcegos hematófagos, principais transmissores da doença.

“Além de ser fatal para os bovinos, a raiva é uma zoonose e representa risco à saúde humana. Por isso, a vacinação nas áreas de risco é indispensável”, alerta o especialista.

Planejamento do calendário garante eficiência

Um planejamento sanitário adequado é essencial para garantir imunização eficiente e minimizar impactos sobre o desempenho dos animais.

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A vacinação contra clostridioses deve começar aos três meses de idade, com reforço após 30 dias e revacinações anuais.

Para raiva, a primeira aplicação deve ocorrer entre três e seis meses, também com reforços anuais.

Campanhas regionais, como febre aftosa e brucelose (em fêmeas de três a oito meses), devem seguir o cronograma oficial de cada estado.

Frederiko recomenda ainda que as imunizações ocorram fora de períodos de estresse, como seca intensa, transporte ou mudanças de manejo, e em horários mais frescos do dia, para reduzir impactos no bem-estar e na produtividade.

Vermifugação estratégica complementa o manejo

Além da vacinação, a vermifugação a cada quatro meses é outro pilar essencial do manejo sanitário. O controle de parasitas internos e externos melhora a absorção de nutrientes, favorece o ganho de peso e previne quadros clínicos como anemia, diarreia e atraso no crescimento.

“Quando o animal não disputa nutrientes com os parasitas, ele converte melhor a energia ingerida em produtividade. Isso reflete diretamente no desempenho e na rentabilidade da fazenda”, explica Frederiko.

Por outro lado, o uso inadequado de vermífugos pode gerar resistência parasitária e ineficiência nos tratamentos. Aplicações em intervalos incorretos ou repetição de produtos da mesma classe reduzem o efeito dos medicamentos e elevam custos desnecessários.

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Respeito ao período de carência garante segurança alimentar

Outro ponto de atenção é o período de carência dos vermífugos, ou seja, o intervalo mínimo entre a aplicação e o abate ou consumo de carne e leite.

“Cumprir esse prazo é essencial para assegurar a segurança alimentar e atender às exigências legais. O produtor deve registrar todas as aplicações e seguir as orientações específicas de cada produto”, orienta o médico-veterinário.

Manejo preventivo fortalece o sistema produtivo

A integração entre vacinação e vermifugação estratégica fortalece o sistema produtivo, reduzindo riscos sanitários e aumentando a longevidade e eficiência dos animais.

“Sanidade não é custo, é investimento. Quando o produtor planeja, monitora e executa corretamente o calendário sanitário, ele protege seu patrimônio, melhora os resultados produtivos e assegura sustentabilidade à pecuária”, conclui Gibrann Frederiko.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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