AGRONEGÓCIO
CADE aprova aquisição da Básel Lácteos pelo Grupo Piracanjuba e fortalece portfólio de queijos finos
AGRONEGÓCIO
Autorização do CADE conclui processo de incorporação
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou a aquisição da Básel Lácteos pelo Grupo Piracanjuba, finalizando o processo iniciado em janeiro de 2026.
Com a autorização, a incorporação da planta mineira localizada em Antônio Carlos, na Serra da Mantiqueira, foi oficialmente concluída em 1º de março. A unidade se destaca pela produção de queijos finos como Emmental, Gruyère, Maasdam e Gouda.
Expansão e diversificação no segmento de queijos especiais
Com a integração, o Grupo Piracanjuba passa a contar com dez plantas industriais no Brasil, avançando em sua estratégia de expansão em categorias premium. A aquisição fortalece o portfólio com itens de maior valor agregado, reforçando a presença da marca em produtos diferenciados para o consumidor nacional.
A unidade de Antônio Carlos mantém sua linha produtiva tradicional, preservando a qualidade e reputação histórica da Básel Lácteos. A ampliação do mix de produtos e da capacidade industrial será realizada de forma gradual, garantindo consistência e excelência nas operações.
Localização estratégica na Serra da Mantiqueira
A fábrica está instalada em um município com pouco mais de 11 mil habitantes (Censo 2022 – IBGE) e é referência na produção de queijos nobres, beneficiada pelo clima ameno, altitude e pastagens adequadas à pecuária.
A região é conhecida pela tradição leiteira e pela qualidade do leite local, fatores que contribuem diretamente para a produção de queijos de padrão premium. A estratégia da empresa é manter essa excelência enquanto expande a distribuição nacional sob a marca Piracanjuba.
Preservação de empregos e diálogo com fornecedores
O Grupo reforça que a integração será conduzida com transparência e respeito às pessoas, mantendo cerca de 100 empregos diretos, principalmente ligados à produção.
Os fornecedores de leite que abastecem a unidade também serão contatados individualmente, garantindo continuidade das relações comerciais e respeito às práticas locais.
“Concluímos essa etapa com a convicção de que estamos incorporando tradição, qualidade e conhecimento técnico à nossa trajetória. Esse cuidado está diretamente ligado ao nosso propósito de alimentar a vida, começando pelas relações humanas que sustentam o negócio”, afirma Luiz Claudio Lorenzo, presidente do Grupo Piracanjuba.
Investimentos previstos e expansão nacional
Nos próximos anos, a companhia pretende investir na modernização da unidade e no fortalecimento da estrutura produtiva, ampliando a capacidade de produção e garantindo acesso a queijos finos de alto padrão em todo o território nacional.
A operação representa um passo estratégico na consolidação do Grupo Piracanjuba como referência em produtos lácteos de valor agregado e reforça seu compromisso com a qualidade, tradição e sustentabilidade no setor agroindustrial brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional
Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil
A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.
As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.
Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda
O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).
De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.
“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.
Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.
Óleo de soja segue como principal matéria-prima
O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.
O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.
Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária
Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.
Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta
A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.
Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.
Milho tem produtividade revisada para cima
No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.
A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.
Boi gordo sobe com oferta restrita
No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.
O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.
Suínos recuam com menor demanda interna
Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.
Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.
Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense
Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.
Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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