AGRONEGÓCIO
Polinização é desafio central no cultivo da abóbora japonesa Tetsukabuto e exige manejo estratégico
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Abóbora japonesa Tetsukabuto mantém relevância na horticultura brasileira
A abóbora japonesa Tetsukabuto se destaca na horticultura brasileira por sua aceitação no mercado, bom potencial produtivo e qualidade de pós-colheita. Apesar desses atributos, a cultura enfrenta um desafio técnico recorrente: a polinização, que influencia diretamente a produtividade e a uniformidade dos frutos.
Gargalo da polinização e impactos na lavoura
Por ser um híbrido interespecífico, a Tetsukabuto apresenta uma restrição natural na produção de flores masculinas viáveis, tornando o pegamento dos frutos dependente de um manejo técnico adequado. Quando mal conduzido, o produtor pode enfrentar:
- Abortamento floral;
- Frutos malformados;
- Redução no número de frutos por planta.
Esses problemas comprometem o desempenho econômico da lavoura e tendem a se intensificar em condições climáticas adversas, como excesso de chuva ou altas temperaturas durante a floração, que reduzem a atividade de insetos polinizadores. Em regiões com menor presença de abelhas, o risco de falhas na polinização aumenta, exigindo atenção técnica redobrada.
Estratégias para aumentar a eficiência da polinização
Especialistas recomendam uma estratégia integrada de manejo, que envolva:
- Uso de cultivares polinizadoras sincronizadas;
- Monitoramento do florescimento;
- Adoção de práticas que favoreçam a presença de polinizadores naturais na lavoura.
Segundo o engenheiro agrônomo Rafael Zamboni, especialista em cucurbitáceas, “a polinização é determinante para a produtividade da Tetsukabuto. Quando falha, não há correção ao longo do ciclo”.
Além do manejo, a escolha do material genético é decisiva para reduzir riscos em campo. Zamboni reforça que híbridos com vigor vegetativo, floração equilibrada e estabilidade produtiva proporcionam maior previsibilidade de resultados, mesmo em ambientes desafiadores.
Desempenho da Tetsukabuto Takayama F1 da Topseed Premium
Nesse contexto, a Tetsukabuto Takayama F1, da Topseed Premium, tem se destacado pelo desempenho agronômico e adaptação a diferentes condições de cultivo.
Segundo Zamboni, a cultivar foi desenvolvida para oferecer:
- Uniformidade de frutos;
- Alto potencial produtivo;
- Boa tolerância a variações ambientais, contribuindo para melhor aproveitamento da polinização e maior segurança ao produtor.
Integração entre genética e manejo garante produtividade
O especialista reforça que genética e manejo devem caminhar juntos. Quando combinados, permitem:
- Redução de perdas;
- Melhor pegamento de frutos;
- Maior rentabilidade da lavoura, mesmo em cenários de custos elevados e exigência técnica mais alta.
A atenção a esses fatores é fundamental para que a Tetsukabuto continue sendo uma alternativa produtiva e rentável na horticultura brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Egito e África do Sul dominam mercado global de laranja de mesa e ampliam pressão sobre concorrentes
O mercado global de laranja de mesa passa por uma profunda transformação. Impulsionados pelo crescimento da produção, ganhos de competitividade e expansão das exportações, Egito e África do Sul consolidaram sua liderança no comércio internacional da fruta fresca e devem responder por quase 69% das exportações mundiais em 2026.
Levantamento da CitrusBR, com base nos relatórios anuais Citrus: World Markets and Trade do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mostra que os dois países adicionaram cerca de 300 milhões de caixas de 40,8 quilos ao mercado global entre 2010 e 2026.
O avanço evidencia uma mudança estrutural no setor citrícola mundial, com novos protagonistas ocupando espaços historicamente dominados por grandes exportadores tradicionais.
Participação global cresce de 48% para quase 69%
Em 2010, o comércio internacional de laranja de mesa movimentava aproximadamente 97,9 milhões de caixas. Naquele período, Egito e África do Sul exportavam juntos 47,6 milhões de caixas, o equivalente a 48,6% do mercado global.
Para 2026, a expectativa é que as exportações mundiais alcancem 121,1 milhões de caixas, crescimento de 23,6% em relação a 2010. Desse total, os dois países africanos deverão embarcar 83,3 milhões de caixas, ampliando sua participação para quase 69% do comércio global.
Enquanto isso, o chamado “Resto do Mundo” perdeu espaço. O grupo formado por exportadores tradicionais, incluindo Estados Unidos, países europeus, Turquia e Marrocos, deverá reduzir suas exportações de 50,3 milhões para 37,8 milhões de caixas no mesmo período.
Greening e clima reduzem competitividade dos Estados Unidos
A retração dos concorrentes foi determinante para o crescimento dos países africanos.
Nos Estados Unidos, a disseminação do greening nos pomares da Flórida e os eventos climáticos adversos na Califórnia provocaram forte queda na produção e nas exportações. Os embarques americanos, que somavam 18,3 milhões de caixas em 2010, devem recuar para apenas 8 milhões de caixas em 2026, uma redução de 56%.
A Europa também enfrenta desafios significativos. Secas prolongadas, restrições hídricas e doenças nos pomares contribuíram para uma redução de quase 14 milhões de caixas na produção ao longo dos últimos anos.
Com menor disponibilidade de fruta para exportação, os produtores europeus perderam competitividade no mercado internacional, abrindo espaço para novos fornecedores.
África do Sul amplia produção e conquista novos mercados
A África do Sul foi uma das maiores beneficiadas pela reorganização do comércio mundial de laranjas.
Segundo o USDA, a produção sul-africana avançou de 35 milhões para 46,5 milhões de caixas entre 2010 e 2026, crescimento de aproximadamente 33%.
As exportações apresentaram desempenho ainda mais expressivo, saltando de 23,1 milhões para 36,7 milhões de caixas, avanço de 60%.
Além da União Europeia, tradicional destino da fruta sul-africana, mercados como China, Rússia e Estados Unidos passaram a desempenhar papel estratégico para o setor exportador do país.
Egito fortalece competitividade e acelera expansão internacional
O Egito também consolidou sua ascensão como potência exportadora de laranja de mesa, especialmente a partir de 2016.
A expansão foi impulsionada por fatores como desvalorização cambial, acordos comerciais com tarifas preferenciais, custos de produção mais competitivos, incentivos governamentais e linhas de financiamento apoiadas por parceiros europeus.
Esse conjunto de medidas permitiu ao país ampliar rapidamente sua participação nos mercados internacionais e fortalecer sua posição entre os maiores exportadores globais de frutas frescas.
Avanço africano também impacta mercado de suco de laranja
Embora o Brasil permaneça como líder absoluto na produção e exportação de suco de laranja, o crescimento de Egito e África do Sul acende um alerta para a cadeia citrícola global.
Segundo análise da CitrusBR, enquanto os dois países ampliaram sua presença no segmento de fruta fresca, o Brasil deixou de exportar aproximadamente 570 milhões de caixas de laranja na forma de suco ao longo do período analisado.
De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, a expansão egípcia merece atenção especial por envolver não apenas a exportação de fruta in natura, mas também o aumento da capacidade de processamento.
“Enquanto a África do Sul concentrou seus esforços no mercado de fruta fresca, o Egito ampliou sua presença tanto nas exportações de laranja de mesa quanto no processamento industrial, tornando-se um concorrente cada vez mais relevante, especialmente no mercado europeu”, destaca.
Mercado acompanha crescimento da indústria egípcia
As projeções do USDA indicam que o Egito deverá processar cerca de 22 milhões de caixas de laranja nesta temporada, volume próximo ao total de fruta fresca exportada pelo país em 2010.
Caso as estimativas se confirmem, o mercado internacional poderá receber aproximadamente 78 mil toneladas equivalentes de suco de laranja provenientes do país africano.
O aumento da oferta ocorre em um momento de desaceleração da demanda global, cenário que reforça a competição entre os principais exportadores e amplia os desafios para a indústria citrícola mundial nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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