RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

CNI alerta que MP sobre frete rodoviário aumenta custos e ameaça operações industriais

Publicados

AGRONEGÓCIO

CNI considera medida inadequada e prejudicial à competitividade

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que a Medida Provisória 1.343/2026, editada em 19 de março pelo governo federal para reduzir o risco de paralisação de transportadores, é inadequada e prejudica o desenvolvimento econômico do país.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, enviou ofício a quatro ministros alertando sobre os efeitos negativos do novo sistema de multas e sanções, que, na visão da entidade, reforça o tabelamento do frete e penaliza empresas em um momento de crise nos preços de combustíveis.

Alta do diesel e tensões geopolíticas agravam cenário

O aumento recente do preço do diesel, influenciado pelos conflitos no Oriente Médio, é apontado como principal motivo de insatisfação dos caminhoneiros. Para mitigar os impactos, o governo federal publicou medidas como:

  • Decreto nº 12.875/2026, zerando alíquotas de PIS/Cofins sobre importação e comercialização de diesel;
  • Decreto nº 12.876/2026, ampliando fiscalização para coibir preços abusivos;
  • MP nº 1.340/2026, autorizando subvenção econômica e tratando do imposto de exportação do diesel.
Leia Também:  Vendas de colheitadeiras despencam no Brasil e recuam quase 50% em fevereiro, aponta Fenabrave

O diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, ressalta que cerca de 80% do consumo de diesel no país é concentrado no transporte rodoviário, representando 30% a 40% dos custos logísticos. “A alta do combustível encarece o frete, eleva o custo de insumos e impacta diretamente os preços finais ao consumidor”, afirma Muniz.

Críticas ao modelo de sanções e tabelamento do frete

A CNI considera que o novo modelo sancionador da MP, baseado na Lei 13.703/2018, não reflete a realidade operacional das empresas e carece de revisão metodológica. A entidade defende que as sanções sejam aplicadas com critérios técnicos, transparência e ampla participação da sociedade civil organizada, respeitando a competência regulatória da ANTT.

Desde 2018, a CNI aponta fragilidades no tabelamento do frete e alerta que a associação entre fiscalização e contexto geopolítico pode gerar insegurança jurídica, afetando a indústria e a economia do país.

Medidas da MP 1.343/2026 detalhadas

Entre os principais pontos da MP estão:

  • Suspensão do RNTRC: 15 a 45 dias por atuação reiterada com frete abaixo do piso;
  • Cancelamento do RNTRC: até 2 anos em caso de nova reincidência;
  • Responsabilidade de sócios e grupos econômicos: aplicação de sanções administrativas em caso de descumprimento;
  • Multas: de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões para descumprimento reiterado;
  • Obrigatoriedade de registro CIOT: todas as operações devem detalhar valor do frete e piso mínimo, com multa de R$ 10,5 mil em caso de descumprimento;
  • Bloqueio sistêmico da ANTT: impede emissão do CIOT para operações fora do piso mínimo.
Leia Também:  Suzano ajuda a tirar mais de 140 mil pessoas da pobreza em cinco anos com programas sociais
Impactos sobre a indústria

A CNI reforça que a medida, além de reforçar o tabelamento do frete, eleva os custos de transporte e insumos, comprometendo a competitividade da indústria brasileira e a inserção do país nas cadeias globais de valor. Segundo a entidade, a discussão exige tratamento técnico robusto, transparência e amplo diálogo com a sociedade civil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Agricultura familiar ganha destaque na Hortitec 2026 com novos tratores e expectativa pelo Plano Safra

Publicados

em

Por

Em meio às expectativas do setor agropecuário em torno do novo Plano Safra, das condições de financiamento rural e da evolução das taxas de juros, a agricultura familiar será um dos principais focos da 31ª edição da Hortitec, que acontece entre os dias 17 e 19 de junho, em Holambra (SP).

A Agritech, fabricante brasileira especializada em máquinas para pequenas propriedades, aproveitará o evento para apresentar novos modelos de tratores desenvolvidos especialmente para agricultores familiares e produtores de pequeno e médio porte, segmento que segue demonstrando potencial de crescimento mesmo em um ambiente econômico desafiador.

Agricultura familiar segue estratégica para o mercado de máquinas agrícolas

Enquanto parte do mercado de máquinas agrícolas enfrenta um cenário de maior cautela devido ao custo do crédito e à redução dos investimentos em algumas cadeias produtivas, a Agritech mantém uma visão positiva para os próximos meses.

Segundo o gerente de Vendas e Marketing da empresa, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, o foco permanece na oferta de soluções que atendam às necessidades específicas dos pequenos produtores, conciliando produtividade, eficiência operacional e viabilidade econômica.

De acordo com o executivo, o agricultor busca equipamentos que proporcionem ganhos de desempenho no campo sem comprometer o orçamento da propriedade, característica que tem direcionado os investimentos da fabricante nos últimos anos.

Empresa projeta crescimento de 10% em 2026

Mesmo diante de projeções mais moderadas para o setor de máquinas agrícolas, a Agritech estima ampliar suas vendas em 10% ao longo de 2026.

Leia Também:  A dez dias do fim do vazio sanitário cresce a expectativa pela safra

A expectativa está associada à ampliação do portfólio de equipamentos e ao desenvolvimento de máquinas adaptadas às diferentes atividades desenvolvidas por pequenos e médios produtores rurais.

O fortalecimento da mecanização nas pequenas propriedades, aliado à necessidade de aumento da produtividade e redução dos custos operacionais, continua impulsionando a demanda por equipamentos compactos e multifuncionais.

AGT-20 chega ao mercado voltado para a cafeicultura adensada

Entre os lançamentos previstos para a Hortitec 2026 está o AGT-20, modelo desenvolvido para atender principalmente produtores de café que trabalham com sistemas de plantio adensado.

Equipado com tração 4×4, motor de 17 cavalos de potência, transmissão 9×3, sistema hidráulico universal e tomada de potência nas rotações de 540 e 1000 RPM, o equipamento foi projetado para operar em áreas com espaçamento reduzido entre as linhas de cultivo.

A principal característica do modelo é a bitola superestreita, que permite maior mobilidade entre os cafezais, contribuindo para a mecanização das operações e para a redução dos custos de produção.

Trator cabinado amplia opções para produtores rurais

Outro destaque da fabricante será o lançamento do AGT-25 cabinado, modelo compacto voltado para diferentes atividades agrícolas.

O equipamento conta com motor Mitsubishi de 25,7 cavalos de potência, transmissão com nove marchas à frente e três à ré, além de tomada de força nas versões 540 e 1000 RPM.

Leia Também:  Vendas de colheitadeiras despencam no Brasil e recuam quase 50% em fevereiro, aponta Fenabrave

A proposta é oferecer maior conforto operacional, versatilidade e eficiência para propriedades que necessitam de mecanização em áreas menores, sem abrir mão da produtividade.

Crédito rural e tecnologia serão decisivos para o setor

A apresentação dos novos equipamentos ocorre em um momento em que produtores rurais aguardam definições sobre o Plano Safra 2026/27, considerado fundamental para ampliar o acesso ao crédito e estimular investimentos em tecnologia no campo.

Especialistas avaliam que a disponibilidade de linhas de financiamento adequadas para a agricultura familiar poderá desempenhar papel decisivo na renovação da frota agrícola e na adoção de novas tecnologias por pequenos produtores.

Nesse contexto, equipamentos compactos, econômicos e adaptados às diferentes realidades produtivas tendem a ganhar cada vez mais espaço no mercado, impulsionando a competitividade e a sustentabilidade das propriedades rurais brasileiras.

Hortitec reforça importância da inovação para o horticultor

Reconhecida como uma das principais feiras de horticultura, cultivo protegido e fruticultura da América Latina, a Hortitec reúne anualmente fabricantes, produtores, pesquisadores e especialistas para apresentar soluções voltadas ao aumento da produtividade e à modernização do campo.

A edição de 2026 deverá reforçar o papel da inovação tecnológica como ferramenta estratégica para o fortalecimento da agricultura familiar e para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA