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Vendas de colheitadeiras despencam no Brasil e recuam quase 50% em fevereiro, aponta Fenabrave

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As vendas de colheitadeiras no Brasil registraram forte retração em fevereiro de 2026, com queda próxima de 50% na comparação anual, segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O desempenho reflete um cenário macroeconômico mais restritivo, marcado por juros elevados, aumento de custos e mudanças no comportamento de compra dos produtores rurais.

De acordo com a entidade, foram comercializadas 142 colheitadeiras em fevereiro, número que representa recuo de 17% em relação a janeiro.

Queda anual acentuada preocupa setor de máquinas agrícolas

Na comparação com fevereiro de 2025, quando foram vendidas 281 unidades, a retração foi ainda mais expressiva, chegando a 49,5%.

No acumulado do primeiro bimestre de 2026, as vendas somaram 313 colheitadeiras, queda de 42,4% frente às 543 unidades registradas no mesmo período do ano anterior.

O resultado reforça o momento desafiador enfrentado pelo setor de máquinas agrícolas no país.

Juros altos e custos elevados reduzem investimentos no campo

Segundo executivos do setor, o ambiente macroeconômico mais apertado tem levado produtores a adiar ou rever investimentos em máquinas.

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Fatores como:

  • Taxas de juros elevadas
  • Aumento nos custos de produção
  • Pressão sobre margens do produtor

têm contribuído para a retração na demanda por colheitadeiras.

Além disso, o cenário internacional também influencia o mercado. As tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente com a guerra envolvendo o Irã, aumentam a volatilidade e pressionam custos logísticos e de insumos.

Locação de máquinas ganha espaço no Brasil

Outro fator relevante é a mudança no perfil de consumo dos produtores. A locação de colheitadeiras tem ganhado força no país como alternativa para reduzir custos e preservar o caixa.

Segundo a consultora econômica da Fenabrave, Tereza Fernandez, esse movimento tende a se intensificar ao longo do ano, diante de um cenário de maior cautela por parte dos produtores.

A busca por soluções mais flexíveis ocorre em meio à alta nos preços do diesel e dos fertilizantes, impulsionada pela elevação das cotações do petróleo.

Vendas de tratores também recuam no comparativo anual

O segmento de tratores apresentou comportamento semelhante. Em fevereiro, foram vendidas 2.662 unidades, alta de 40,8% em relação a janeiro.

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No entanto, na comparação com fevereiro de 2025, houve queda de 29,5%, evidenciando que o setor ainda enfrenta dificuldades.

No acumulado de janeiro e fevereiro, as vendas de tratores totalizaram 4.552 unidades, recuo de 32,9% frente ao mesmo período do ano passado, conforme dados da Fenabrave.

Cenário indica cautela e mudanças no mercado agrícola

O conjunto de fatores — econômicos, geopolíticos e estruturais — aponta para um momento de maior cautela no agronegócio. A combinação de custos elevados, crédito mais caro e novas estratégias operacionais, como a locação de máquinas, tende a continuar influenciando o comportamento de compra dos produtores ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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