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Agro entra no centro da reforma trabalhista rural em discussão no Senado

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O agronegócio brasileiro, responsável por cerca de 28,5 milhões de postos de trabalho, aproximadamente 26% das ocupações do País, entrou no centro do debate legislativo com o avanço, no Senado, de uma proposta que reformula as regras do trabalho rural após mais de cinco décadas. Em 2025, o setor manteve trajetória de expansão e gerou saldo positivo de empregos formais, impulsionado sobretudo pelas cadeias de grãos, proteínas e bioenergia. Os dados são da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP), com base na PNAD Contínua do IBGE.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) aprovou o projeto que cria uma nova Lei do Trabalho Rural, substituindo a legislação vigente desde 1973. A proposta, de autoria da senadora Margareth Buzzetti, busca adaptar o marco legal a um setor que se transformou profundamente nas últimas décadas, com incorporação de tecnologia, mecanização e novos modelos de contratação.

O texto aprovado, relatado pelo senador Zequinha Marinho, reorganiza normas hoje dispersas e tenta alinhar a legislação à realidade operacional das fazendas. Para o produtor rural, o principal ponto é a tentativa de reduzir insegurança jurídica em temas recorrentes, como contratos de safra, terceirização e jornadas flexíveis em períodos críticos, como plantio e colheita.

A proposta surge em um momento de mudança estrutural no perfil do emprego rural. Dados recentes indicam que, embora o agro siga intensivo em mão de obra, há uma migração gradual para funções mais qualificadas, ligadas à operação de máquinas, agricultura de precisão e gestão. Ao mesmo tempo, atividades sazonais continuam demandando grande contingente de עובדים temporários, especialmente nas culturas de colheita manual.

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Nesse contexto, o projeto amplia e regulamenta modalidades típicas do campo, como contratos por prazo determinado, trabalho temporário e intermitente, além de estabelecer regras mais claras para terceirização. A medida atende a uma demanda antiga do setor produtivo, que busca maior previsibilidade nas relações de trabalho em atividades marcadas por forte sazonalidade.

Outro eixo relevante é o reforço nas exigências de segurança e saúde no trabalho. A proposta cria programas obrigatórios de gerenciamento de risco, prevê capacitação contínua — inclusive para uso de máquinas e defensivos — e estabelece diretrizes para moradia, transporte e alimentação dos trabalhadores. Também amplia mecanismos de combate a irregularidades, como trabalho infantil e condições degradantes.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto) essa atualização da legislação trabalhista rural é necessária e chega com atraso. “O campo mudou profundamente nas últimas décadas, incorporou tecnologia, mecanização e novos modelos de produção, mas continuou operando sob regras pensadas para uma realidade completamente diferente. O desafio agora é garantir que essa modernização traga segurança jurídica sem aumentar o custo de produção”.

“Para o produtor, o ponto central é previsibilidade. A atividade rural é marcada por sazonalidade, risco climático e forte pressão de custos. Ter regras mais claras para contratos de safra, trabalho temporário e jornadas diferenciadas é fundamental para dar estabilidade às decisões dentro da porteira, especialmente em momentos críticos como plantio e colheita”, frisa Isan.

“Também é importante que o texto avance na qualificação da mão de obra e na segurança no trabalho. O agro hoje exige um perfil profissional mais técnico, preparado para operar máquinas, lidar com tecnologia e cumprir protocolos cada vez mais rigorosos. Modernizar a legislação passa não apenas por flexibilizar regras, mas por elevar o padrão das relações de trabalho no campo”, completou Rezende.

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Para além da modernização, o projeto tenta equilibrar interesses. A construção do texto contou com participação de especialistas do Judiciário trabalhista, com o objetivo de preservar direitos e, ao mesmo tempo, adequar a legislação à dinâmica produtiva atual. A inclusão de regras específicas para mulheres e jovens, além da previsão de comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, reforça esse esforço.

Na prática, a proposta reflete uma mudança de escala do próprio agronegócio brasileiro. O setor, que responde por cerca de 24% a 25% do PIB nacional e por quase metade das exportações, passou a exigir um arcabouço legal mais compatível com sua complexidade. A legislação atual, de 1973, foi concebida em um contexto de menor mecanização e integração de mercados.

O texto também fortalece a negociação coletiva e estabelece regras para greves no campo, definindo atividades essenciais que não podem ser interrompidas — como colheita de produtos perecíveis, vacinação animal e controle fitossanitário —, ponto sensível para evitar perdas econômicas irreversíveis.

A proposta segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Para o produtor rural, o avanço do projeto representa mais um capítulo de um debate estrutural: como conciliar modernização, segurança jurídica e custo do trabalho em um setor cada vez mais competitivo e exposto ao mercado global.

Fonte: Pensar Agro

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Suzano abre mais de 100 vagas de estágio superior em sete estados brasileiros

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A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, abriu inscrições para seu Programa de Estágio Superior 2026. Ao todo, a companhia disponibiliza mais de 100 vagas para estudantes universitários em diferentes regiões do Brasil.

As oportunidades estão distribuídas nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Pará, Bahia, Ceará e Espírito Santo. O programa é direcionado a estudantes do Ensino Superior com previsão de formatura entre dezembro de 2027 e dezembro de 2028.

Programa de estágio da Suzano contempla diversas áreas estratégicas

As vagas abrangem setores considerados estratégicos para a companhia, incluindo Pesquisa e Desenvolvimento, Sustentabilidade, Comunicação e Marketing, Logística, Suprimentos, Comercial, Industrial, Jurídico, Gente e Gestão e área Florestal.

Segundo a empresa, o objetivo é atrair jovens talentos interessados em desenvolver carreira em um ambiente corporativo voltado à inovação, sustentabilidade e desenvolvimento profissional.

O modelo de trabalho será definido de acordo com a necessidade de cada área e unidade da empresa. Por isso, os candidatos devem ter disponibilidade para atuar presencialmente na localidade escolhida durante o processo de inscrição.

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Suzano não exige inglês obrigatório para participação

Um dos diferenciais do programa é que o conhecimento em inglês não será requisito eliminatório. Além disso, estudantes de todas as modalidades de graduação podem participar, incluindo cursos de Bacharelado, Licenciatura e Tecnólogo.

O processo seletivo contará com testes de lógica, avaliação de perfil, nivelamento de inglês — sem caráter eliminatório — e entrevistas com lideranças da companhia.

Os retornos aos candidatos devem ocorrer a partir de julho de 2026, enquanto o início das atividades está previsto entre agosto e setembro deste ano.

Estagiários terão acesso a capacitação e plano de desenvolvimento

Além da experiência prática nas áreas de atuação, os selecionados participarão de trilhas de desenvolvimento com cursos, treinamentos online, encontros com mentores e projetos estratégicos dentro da empresa.

Os estagiários também terão a oportunidade de liderar projetos relevantes e apresentar os resultados para equipes e lideranças da companhia.

O pacote de benefícios inclui:

  • Bolsa-auxílio compatível com o mercado;
  • Assistência médica;
  • Seguro de vida;
  • Vale academia;
  • Plataforma de saúde mental;
  • Vale-refeição ou refeitório nas unidades;
  • Vale de Natal;
  • Vale-transporte ou transporte fretado nas unidades industriais.
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Como participar do programa de estágio da Suzano

Os interessados devem realizar a inscrição diretamente pelos canais oficiais da empresa dentro do prazo divulgado pela companhia. A expectativa é de alta procura pelas vagas, especialmente nas áreas ligadas ao agronegócio, sustentabilidade, logística e indústria florestal.

Programa de Estágio Superior

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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