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Flávio Bolsonaro tem 45,2% contra 44,1% de Lula em cenário de 2º turno, aponta Paraná Pesquisas
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Empate técnico marca disputa em simulação de segundo turno
Levantamento divulgado pelo Paraná Pesquisas nesta segunda-feira (30) aponta um cenário de forte equilíbrio em um eventual segundo turno das eleições presidenciais.
De acordo com os dados, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 45,2% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 44,1%.
Considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico entre os dois nomes.
Percentual de indecisos e votos brancos pode influenciar resultado
A pesquisa também revela que parte relevante do eleitorado ainda não definiu seu voto. Do total de entrevistados, 6,2% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.
Outros 4,5% disseram não saber ou preferiram não opinar, o que reforça o potencial de mudança no cenário conforme a campanha avance.
Comparação com levantamento anterior indica estabilidade
Na comparação com a pesquisa realizada em fevereiro pelo mesmo instituto, houve leve oscilação nos índices dos dois candidatos.
O senador Flávio Bolsonaro passou de 44,4% para 45,2%, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 43,8% para 44,1%.
As variações indicam estabilidade no cenário, com pequena vantagem numérica para Flávio Bolsonaro.
Metodologia da pesquisa
O levantamento do Paraná Pesquisas foi realizado entre os dias 25 e 28 de março, com entrevistas presenciais junto a 2.080 eleitores.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Cenário eleitoral segue indefinido
Apesar da leve vantagem de Flávio Bolsonaro, o cenário permanece aberto e competitivo. O volume de indecisos e a proximidade entre os candidatos indicam uma disputa acirrada em um eventual segundo turno, sujeita a mudanças ao longo do processo eleitoral.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de suco de laranja encerram safra 2025/26 com receita 30% menor apesar de volume estável
As exportações brasileiras de suco de laranja encerraram a safra 2025/26 com volume praticamente estável, mas registraram forte queda na receita em consequência da retração da demanda global e do recuo dos preços internacionais. Os embarques totalizaram 746,9 mil toneladas de FCOJ (Frozen Concentrated Orange Juice) equivalente, alta de apenas 0,2% em relação às 745,7 mil toneladas exportadas na safra anterior.
Em contrapartida, a receita cambial caiu cerca de 30%, passando de US$ 3,42 bilhões na temporada 2024/25 para US$ 2,38 bilhões na safra 2025/26. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), referentes às exportações realizadas pelo Porto de Santos, compilados pela CitrusBR.
Segundo a entidade, o resultado reflete um cenário de ajuste do mercado internacional após o período de preços elevados registrado nas últimas safras.
Demanda enfraquecida reduz receita das exportações
De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, os elevados preços praticados nas últimas temporadas levaram muitos consumidores a substituírem o suco de laranja por bebidas mais acessíveis. Além disso, problemas de qualidade provocados pelas condições climáticas adversas e pelo avanço do greening também influenciaram o comportamento da demanda mundial.
Esse conjunto de fatores provocou uma forte correção nas cotações internacionais, reduzindo significativamente o faturamento do setor exportador brasileiro, mesmo com o volume embarcado praticamente inalterado.
Estados Unidos assumem liderança entre os compradores
A principal mudança na geografia das exportações ocorreu no mercado norte-americano.
Os Estados Unidos ultrapassaram a União Europeia e se consolidaram como o maior destino individual do suco de laranja brasileiro durante a safra 2025/26.
As importações norte-americanas alcançaram 355,8 mil toneladas de FCOJ equivalente, crescimento de 16,3% na comparação com as 305,8 mil toneladas registradas na temporada anterior. Com isso, o país passou a responder por quase 48% de todo o volume exportado pelo Brasil, ante aproximadamente 40% na safra passada.
Apesar do aumento dos embarques, a receita obtida com as vendas aos Estados Unidos recuou 20,6%, totalizando cerca de US$ 1,08 bilhão, reflexo direto da queda dos preços internacionais.
União Europeia perde participação nas exportações
Historicamente principal destino do suco brasileiro, a União Europeia registrou retração tanto em volume quanto em receita.
As exportações para o bloco caíram 10,9%, passando de 376,5 mil para 335,2 mil toneladas de FCOJ equivalente. O faturamento recuou aproximadamente 38%, encerrando a safra em cerca de US$ 1,11 bilhão.
Com esse desempenho, a participação da União Europeia no total exportado diminuiu de aproximadamente 50% para cerca de 45%, abrindo espaço para o avanço dos Estados Unidos e de outros mercados internacionais.
China amplia compras
A China apresentou um dos melhores desempenhos entre os principais destinos do suco brasileiro.
As importações cresceram 26% na safra 2025/26, passando de 20,1 mil para 25,5 mil toneladas de FCOJ equivalente.
A receita acompanhou esse avanço de forma mais moderada, registrando alta de 1% e atingindo aproximadamente US$ 70,3 milhões.
O resultado reforça o potencial do mercado chinês como um dos principais vetores de crescimento das exportações brasileiras nos próximos anos.
Japão registra maior queda entre os principais mercados
O mercado japonês apresentou a retração mais significativa da temporada.
O volume embarcado caiu 28,6%, recuando de 20,1 mil para 14,3 mil toneladas de FCOJ equivalente.
A receita sofreu impacto ainda maior, com queda de 45,9%, totalizando aproximadamente US$ 58,9 milhões. O resultado foi consequência da combinação entre menor demanda e redução dos preços praticados naquele mercado.
Exportações seguem abaixo dos níveis históricos
Os números da safra 2025/26 confirmam que o setor ainda opera abaixo dos volumes registrados na última década.
Entre as safras 2014/15 e 2023/24, o Brasil exportou frequentemente volumes próximos ou superiores a 1 milhão de toneladas de FCOJ equivalente. Nas duas últimas temporadas, porém, os embarques permaneceram abaixo de 750 mil toneladas, refletindo os desafios enfrentados pela citricultura nacional.
Apesar disso, o país mantém a liderança global nas exportações de suco de laranja, abastecendo os principais mercados consumidores do mundo.
Perspectivas para o setor
O desempenho da próxima safra dependerá da recuperação da demanda internacional, da evolução dos preços globais e das condições da produção brasileira.
Além do comportamento do consumo, o setor continuará monitorando os impactos do greening, considerado atualmente o principal desafio fitossanitário da citricultura, e das condições climáticas sobre a produtividade dos pomares.
A expectativa do mercado é que uma combinação entre maior oferta, estabilização dos preços e retomada gradual da demanda internacional contribua para melhorar o desempenho das exportações brasileiras nas próximas temporadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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