TJ AC
Esjud realizará ciclo de palestras “Judiciário Contemporâneo” e entrega de Polo Educacional em Cruzeiro do Sul
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Órgão de Ensino também fará a entrega do Polo Educacional Juruá, Tarauacá e Envira, para fortalecer a formação continuada e as atividades acadêmicas e institucionais
A Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) avança na missão de formar e capacitar magistrados(as), servidores(as) e colaboradores(as). Exemplo disso é o ciclo de palestras “Judiciário Contemporâneo: Humanização, Ética e Tecnologia na Prática”, que acontecerá na próxima semana em Cruzeiro do Sul.
Além dessa atividade, o Órgão de Ensino fará a entrega do Polo Educacional Juruá, Tarauacá e Envira, que contemplará diversos municípios do interior do Estado: Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo; Porto Walter e Rodrigues Alves; Feijó, Jordão e Tarauacá.
O polo permitirá maior inclusão dos(as) profissionais da Justiça, com a realização de ações educacionais integradas, e transmissões simultâneas, por meio de modernos equipamentos, incluindo dois telões de LED em 4K, instalados no auditório do Fórum da Cidade da Justiça de Cruzeiro do Sul. A proposta é fortalecer a infraestrutura destinada à formação continuada e às atividades acadêmicas e institucionais.
A agenda conta para a concessão da Licença Compensatória por alcance de resultados (LAR). Mais informações sobre a atividade podem ser obtidas no Edital 44/2026 (consulte aqui).
Inscrições e temas
Para participar, basta acessar o Calendário de Inscrição da Esjud (veja aqui) ou clicar diretamente no card abaixo. O ciclo será realizado em modalidade presencial, no dia 7 de abril, das 10h às 14h, no auditório do Fórum Cidade da Justiça de Cruzeiro do Sul.
Profissionais lotados nas demais comarcas poderão participar por meio da plataforma Google Meet.
O ciclo será ministrado pela juíza de Direito Adamarcia Machado, com o tema “Ética, Sigilo e Responsabilidade no Exercício da Função Pública”.
O juiz de Direito Caíque Cirano abordará, por videoconferência, “Inteligência Artificial e Tecnologia no Poder Judiciário: Oportunidades, Limites e Ética”.
Já o servidor Cleomilton Filho falará acerca do “Atendimento Humanizado ao Público: Comunicação, Escuta Ativa e Gestão de Conflitos no Balcão”.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Roda de conversa debate caminhos para a equidade racial
Você já presenciou situações que, mesmo sem intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias?
Nesta terça-feira, 23, o Comitê Permanente de Equidade Racial (Coper) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) promoveu a roda de conversa Escuta, Linguagem e Vivências: Refletindo sobre Equidade Racial no Ambiente Institucional. O evento foi realizado no Espaço de Convivência do Fórum dos Juizados Especiais Cíveis da Cidade da Justiça de Rio Branco.
Na abertura, a servidora Elaine Cristina, que é membro da Coper e da divisão de Inclusão e Acessibilidade fez a seguinte proposição: Nosso ambiente favorece o pertencimento para todas as pessoas?

As respostas apontaram uma mudança da cultura organizacional. Atualmente, a forma como os novos servidores são acolhidos é diferente de décadas atrás. Há um evento para a posse, a família participa desse momento, posteriormente a servidora ou servidor passam por uma formação na Escola do Poder Judiciário para compreender melhor os fluxos da instituição. Assim, a construção desse fluxo foi compreendida como algo que favorece a sensação de pertencimento.
O próximo questionamento foi mais direto na questão do preconceito: Você já presenciou situações que, mesmo sem a intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias? Comentários velados, análise de vestimentas, piadas e falas inconvenientes foram enumeradas como premissas do racismo estrutural, que infelizmente ainda é repetido por colegas de trabalho.
Outros incômodos mencionados foram: “Tem coisas que são ditas e não são recepcionadas como preconceito, por causa da falta do letramento racial”, ponderou uma das participantes. “Ainda há discussões sobre o sistema de cotas e a diminuição do mérito da pessoa que entrou por cota” – outro exemplo citado. Para além disso, vale lembrar que a equidade racial não é apenas sobre ser negro, mas também alcança a inclusão de indígenas.
Por fim, a atividade se encerrou com reflexões sobre barreiras e silenciamentos. “As pessoas que deveriam participar desse tipo de evento, não participam. Aqui estão pessoas negras, do comitê e simpatizantes. Quando vai fazer uma roda de conversa, acham que é besteira”, concluiu outro participante.
A partilha sobre os desconfortos oportunizou o reforço do apoio da Comissão e o uso dos canais de denúncia. Nesse sentido, vale ressaltar que as ações de promoção da equidade têm se multiplicado no Judiciário acreano, dando efetividade ao plano de ação e à campanha com políticas de equidade racial e enfrentamento ao racismo, desenhados para este ano de 2026.
Além disso, a roda de conversa cumpre o propósito de ser uma metodologia de diálogo horizontal entre servidoras e servidores, que promove a escuta ativa, acolhimento e troca de experiências.










Fotos: Gleilson Miranda / Secom TJAC
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Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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