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Trigo sobe no Sul do Brasil enquanto Chicago recua com realização de lucros e cenário geopolítico

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O mercado de trigo apresenta movimentos distintos entre o cenário interno e externo. No Sul do Brasil, os preços seguem em alta, impulsionados por restrições na oferta e negociações mais firmes. Já no mercado internacional, as cotações recuaram de forma expressiva na Bolsa de Chicago, pressionadas por realização de lucros e fatores geopolíticos.

Alta do trigo no Sul reflete restrição de oferta e ajustes regionais

O mercado de trigo na região Sul do país mantém trajetória de valorização, com diferenças nas negociações entre os estados e menor volume de negócios em alguns momentos. De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, o cenário é influenciado tanto pela limitação momentânea da oferta quanto pela dinâmica entre produção local e importações.

Rio Grande do Sul consolida alta e amplia diferença entre compradores e vendedores

No Rio Grande do Sul, os preços seguem firmes e consolidam movimento de alta. Compradores trabalham com valores entre R$ 1.200 e R$ 1.250 por tonelada no interior, considerando qualidade e localização, para embarque em maio.

Por outro lado, os vendedores mantêm pedidas mais elevadas, entre R$ 1.250 e R$ 1.350 por tonelada, ampliando o spread nas negociações. A ausência recente de trigo argentino no mercado contribui para esse cenário, embora haja expectativa de chegada de um carregamento de origem uruguaia em Porto Alegre.

No campo, os preços pagos ao produtor também avançaram, alcançando cerca de R$ 57,00 por saca em regiões como Panambi.

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Santa Catarina depende de trigo gaúcho e enfrenta oferta limitada

Em Santa Catarina, o abastecimento segue sustentado principalmente pelo trigo oriundo do Rio Grande do Sul, negociado em torno de R$ 1.200 por tonelada, acrescido de frete e ICMS.

O produto local, por sua vez, é cotado próximo de R$ 1.300 CIF, mas com menor disponibilidade. Os preços ao produtor apresentaram variações regionais, com estabilidade em algumas áreas e ajustes pontuais em outras.

Um dos destaques foi Xanxerê, onde houve valorização e a saca chegou a R$ 67,00.

Paraná tem mercado mais lento e foco na colheita de grãos

No Paraná, o mercado de trigo apresenta ritmo mais moderado, sem grandes avanços nos negócios. As pedidas seguem em elevação, girando em torno de R$ 1.350 FOB, enquanto compradores adotam postura mais cautelosa.

Negociações pontuais foram registradas entre R$ 1.370 e R$ 1.380 CIF em algumas regiões. A menor movimentação está relacionada à priorização dos produtores com a colheita de soja e milho.

No mercado externo, não há presença recente de trigo argentino, sendo observado apenas produto paraguaio, cotado entre US$ 260 e US$ 262 posto em Ponta Grossa.

Trigo recua mais de 3% em Chicago após sequência de altas

No cenário internacional, os contratos futuros de trigo na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta quarta-feira (1º) com queda superior a 3%.

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O movimento foi influenciado principalmente pela realização de lucros, após um período de forte valorização. Ao longo de março e no primeiro trimestre de 2026, os preços acumulavam alta superior a 14%.

Geopolítica e queda do petróleo pressionam cotações internacionais

Além do ajuste técnico, fatores geopolíticos também impactaram o mercado. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando possível redução das tensões com o Irã, aumentaram a expectativa de desescalada no Oriente Médio.

Esse cenário contribuiu para a queda nos preços do petróleo e do dólar, fatores que também pressionaram as commodities agrícolas, incluindo o trigo.

Cotações dos contratos futuros

Os principais contratos fecharam em queda na Bolsa de Chicago:

  • Maio: US$ 5,97 1/2 por bushel, recuo de 18,75 centavos (-3,04%)
  • Julho: US$ 6,08 3/4 por bushel, baixa de 17,75 centavos (-2,83%)
Resumo: mercado interno firme e cenário externo pressionado

Enquanto o mercado brasileiro segue sustentado por oferta restrita e preços em alta, especialmente no Sul, o cenário internacional apresenta correção após ganhos recentes. A combinação desses fatores mantém o ambiente de atenção para produtores e compradores, que acompanham tanto a dinâmica local quanto os movimentos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.

A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.

Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.

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Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.

No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.

A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.

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A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.

Fonte: Pensar Agro

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