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Produção e porte da lima-ácida ‘Tahiti’ são influenciados pelo porta-enxerto, aponta pesquisa do IAC

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A lima-ácida ‘Tahiti’, uma das frutas mais produzidas no Brasil, apresenta sazonalidade marcada, com maior oferta no primeiro semestre e menor produção, porém com preços mais elevados, entre julho e novembro. Nesse contexto, o manejo e, especialmente, a escolha do porta-enxerto, são fatores decisivos para o sucesso da cultura, influenciando produtividade, vigor das plantas, qualidade dos frutos, resistência a doenças e tolerância ao déficit hídrico.

Pesquisa do IAC avalia combinações de copa e porta-enxerto

Cerca de 90% dos pomares nacionais de Tahiti utilizam materiais do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas. O instituto realiza estudos para avaliar porta-enxertos, com foco em condições de estresse hídrico, buscando identificar combinações mais eficientes entre copas e porta-enxertos.

Os resultados indicam que a escolha do porta-enxerto deve ser considerada junto ao clone da lima-ácida, especialmente em sistemas irrigados. Alguns porta-enxertos de menor porte apresentaram precocidade produtiva, característica valorizada quando há suplementação hídrica.

Interação entre porta-enxerto e clone impacta produção

Estudos mostram que porta-enxertos vigorosos promovem maior crescimento vegetativo, mas não garantem necessariamente maior produção inicial. Já materiais de menor vigor podem ser ideais para plantios adensados e sistemas irrigados, oferecendo maior eficiência produtiva.

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A pesquisadora do IAC, Mariângela Cristofani Yaly, explica:

“A escolha da combinação copa/porta-enxerto deve considerar o sistema de produção adotado, pois recomendações baseadas apenas no desempenho médio podem gerar interpretações equivocadas.”

Palestra sobre manejo será destaque no Dia do Limão Tahiti e Expolimão

O tema será abordado por Mariângela Cristofani Yaly durante o 26º Dia do Limão Tahiti e a 7ª Expolimão, que acontece em 09 de abril, em Bebedouro (SP). Os eventos são direcionados a produtores e empresários do setor e são realizados em parceria pelo IAC, APTA Regional Pindorama e Fundação Coopercitrus Credicitrus.

A programação completa está disponível no site: https://ccsm.br/eventos/dia-limao-tahiti/.

Avaliação de porta-enxertos em diferentes regiões paulistas

O IAC realiza experimentos em regiões como Araras, Bebedouro, Cordeirópolis, Paranapuã e Cândido Rodrigues, em parceria com a Embrapa Mandioca e Fruticultura, produtores locais e a Fundação Coopercitrus Credicitrus.

O limão Cravo continua sendo o principal porta-enxerto, especialmente devido ao uso do clone Quebra-Galho, enquanto o trifoliata Flying Dragon vem se expandindo por permitir plantas de menor porte sem comprometer a qualidade dos frutos.

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São Paulo e Minas Gerais lideram produção nacional

Os cinturões citrícolas paulista e mineiro concentram cerca de 70% da área cultivada no país, posicionando o Brasil entre os principais produtores mundiais de limas ácidas e limões. O estado de São Paulo destaca-se pela extensa área plantada e relevância econômica da cultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agricultura de precisão e manejo de solo ajudam produtores a reduzir perdas climáticas e aumentar estabilidade da soja e do milho

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A sucessão de fenômenos climáticos extremos nos últimos anos tem imposto desafios crescentes à produção agrícola brasileira. Desde a safra 2020/21, o campo convive com a alternância frequente entre La Niña e El Niño — já são cinco episódios de La Niña e um de El Niño em apenas seis anos — cenário que tem impactado diretamente a produtividade, especialmente em culturas como soja e milho.

Com seguros agrícolas cada vez mais caros e de cobertura limitada, parte dos produtores rurais enfrenta maior vulnerabilidade financeira, agravada também pela desvalorização dos grãos em determinados períodos. Nesse contexto, estratégias de manejo e tecnologia no campo passam a desempenhar papel central na redução de riscos.

Manejo do solo e plantas de cobertura reduzem impactos da seca

Embora o controle das condições climáticas não esteja ao alcance do produtor, práticas de manejo vêm sendo adotadas para minimizar perdas causadas por irregularidade de chuvas e períodos de estiagem.

Em Brasilândia do Sul, no noroeste do Paraná, o produtor rural Agnaldo Leite implementa desde 2018 o cultivo de milho em consórcio com crotalária e braquiária em uma área de 275 hectares. O objetivo é melhorar a estrutura do solo e aumentar sua capacidade de retenção de umidade.

A propriedade possui solos de textura mista, com teor de argila entre 25% e 50%, o que exige maior cuidado em períodos secos. Segundo o produtor, as plantas de cobertura são semeadas ainda com o milho safrinha em desenvolvimento, garantindo maior formação de palhada após a colheita.

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Na sequência, a soja é implantada sobre essa cobertura vegetal, o que contribui para manter a umidade do solo por mais tempo e amplia a janela ideal de plantio.

Além disso, a crotalária desempenha função importante no controle de nematoides e na reciclagem de nutrientes, auxiliando na disponibilidade de fósforo e potássio para as culturas seguintes.

Agricultura de precisão amplia eficiência no uso de insumos

Outro pilar adotado na propriedade é a agricultura de precisão, com uso de plantadeira de taxa variável para aplicação de fertilizantes conforme as necessidades identificadas em análise de solo.

O sistema permite ajustar a adubação de forma localizada, evitando desperdícios e melhorando a eficiência no uso de insumos, o que impacta diretamente no desempenho das lavouras.

Segundo o engenheiro agrônomo da C.Vale, Mateus Delai, que acompanha a área, o conjunto de práticas adotadas pelo produtor contribui para a recuperação da fertilidade do solo ao longo do tempo.

Solo recuperado e produtividade mais estável

O resultado do manejo integrado tem sido percebido na evolução da propriedade e na estabilidade produtiva das culturas.

O produtor relata que a combinação entre plantas de cobertura e agricultura de precisão transformou a qualidade do solo ao longo dos anos.

“Eu brinco com meus amigos dizendo que, se eu tivesse o conhecimento que tenho hoje, eu não compraria essas terras. Era um solo muito pobre, destruído. Hoje é um solo muito lindo. O fator que limita a minha produtividade não é mais o solo, é a chuva”, afirma Agnaldo Leite.

Segundo ele, as produtividades de soja e milho se tornaram mais consistentes, mesmo diante das variações climáticas registradas nas últimas safras.

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Tecnologia e manejo são caminhos para reduzir riscos no campo

Diante da instabilidade climática crescente, especialistas do setor reforçam que a adoção de práticas como agricultura de precisão, rotação de culturas e uso de plantas de cobertura tende a ganhar ainda mais importância nos próximos anos.

Essas estratégias não eliminam os impactos do clima, mas ajudam a reduzir perdas, melhorar a eficiência produtiva e aumentar a resiliência dos sistemas agrícolas.

No cenário atual, em que eventos extremos se tornam mais frequentes, a combinação entre tecnologia e manejo adequado do solo se consolida como um dos principais caminhos para garantir estabilidade produtiva e sustentabilidade econômica no campo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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