AGRONEGÓCIO
Milho segue com mercado travado no Brasil, enquanto Chicago sobe e pressão de oferta limita preços
AGRONEGÓCIO
O mercado brasileiro de milho deve registrar mais um dia de ritmo lento nas negociações, refletindo a combinação de fatores internos e externos que seguem pressionando os preços. Enquanto a Bolsa de Chicago opera em alta e o dólar apresenta leve valorização, o cenário doméstico ainda é marcado por aumento da oferta, estoques mais confortáveis e baixa liquidez.
Avanço da colheita pressiona preços em regiões produtoras
No Brasil, a evolução da colheita tem ampliado a oferta em importantes regiões produtoras, como Minas Gerais e São Paulo, o que mantém pressão sobre as cotações.
Além disso, as chuvas no Paraná aliviaram os temores de perdas na safrinha, reforçando a expectativa de maior disponibilidade do cereal no mercado.
Esse cenário contribui para limitar reações positivas nos preços, mesmo diante de movimentos de alta no mercado internacional.
Preços variam entre regiões, com destaque para portos e interior
Os preços do milho seguem com pouca variação no mercado físico, refletindo o ritmo lento das negociações.
Nos portos, os valores se mantêm entre:
- Porto de Santos: R$ 64,00 a R$ 70,00 por saca
- Porto de Paranaguá: R$ 63,50 a R$ 70,00 por saca
No interior, as cotações indicam um mercado heterogêneo:
- Paraná (Cascavel): R$ 63,00 a R$ 64,50
- São Paulo (Mogiana): R$ 64,00 a R$ 66,00
- Campinas (CIF): R$ 68,50 a R$ 70,50
- Rio Grande do Sul (Erechim): R$ 66,00 a R$ 67,50
- Minas Gerais (Uberlândia): R$ 60,00 a R$ 62,00
- Goiás (Rio Verde): R$ 57,00 a R$ 61,00
- Mato Grosso (Rondonópolis): R$ 47,00 a R$ 51,00
Mercado físico segue com baixa liquidez e desalinhamento de preços
A lentidão nas negociações permanece como característica predominante em diversos estados.
No Rio Grande do Sul, a colheita já alcança cerca de 92% da área, mas os negócios seguem limitados, com preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca.
Em Santa Catarina, o mercado permanece travado devido à diferença entre pedidas e ofertas: vendedores indicam valores próximos de R$ 75,00, enquanto compradores atuam na faixa de R$ 65,00.
No Paraná, há negociações pontuais e desalinhamento de preços, com cotações ao produtor variando entre R$ 58,94 e R$ 65,03 por saca.
Já em Mato Grosso do Sul, apesar de alguma sustentação vinda da demanda do setor de bioenergia, o mercado segue com baixa fluidez, mesmo com o plantio da safrinha atingindo 99% da área.
B3 registra queda nos contratos futuros com revisão de safra
Na B3, os contratos futuros de milho recuaram tanto no dia quanto na semana.
O movimento reflete um cenário mais confortável para compradores, após revisão da safra pela Conab, que elevou a estimativa de produção da safrinha e projetou aumento de 10,5% nos estoques finais.
Os principais contratos encerraram em queda:
- Maio/2026: R$ 67,33
- Julho/2026: R$ 67,73
- Setembro/2026: R$ 68,66
Chicago sobe com dólar mais fraco e cenário geopolítico
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros do milho operam em alta.
O contrato maio/2026 é cotado a US$ 4,46 1/2 por bushel, com avanço de 3,50 centavos (+0,79%). No pregão anterior, o mesmo contrato havia fechado a US$ 4,43, com alta de 0,62%.
O mercado é sustentado pela recente desvalorização do dólar, que melhora a competitividade do milho norte-americano, além da atenção dos investidores às negociações geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã, que impactam o petróleo.
Câmbio e cenário externo seguem no radar do mercado
O dólar comercial registra leve alta de 0,10%, cotado a R$ 4,9979, enquanto o Dollar Index avança 0,09%, aos 98,22 pontos.
No cenário global, as bolsas operam de forma mista na Europa e encerraram em alta na Ásia. Já o petróleo WTI em Nova York apresenta valorização, sendo negociado a US$ 91,61 por barril.
Mercado de milho segue pressionado no curto prazo
O cenário atual indica um mercado doméstico ainda pressionado pela oferta crescente, estoques mais elevados e ritmo lento de negociações.
Apesar do suporte vindo do mercado internacional, os fundamentos internos seguem predominantes, limitando reações mais consistentes nos preços.
A tendência é de continuidade desse ambiente no curto prazo, com o comportamento da safra, do câmbio e da demanda sendo determinantes para os próximos movimentos do mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas
Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.
O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.
Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade
A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).
Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.
Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas
No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.
O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.
Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.
A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.
Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado
Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.
A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.
Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.
Desafios estruturais e competitividade
Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.
A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.
Cenário político e limites do acordo
Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.
Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.
Perspectivas para o agro brasileiro
A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.
A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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