AGRONEGÓCIO
CBioClima lança portfólio de inovação com soluções sustentáveis para agricultura e meio ambiente
AGRONEGÓCIO
O Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima (CBioClima), sediado no Instituto de Biociências da Unesp em Rio Claro, lançou seu primeiro portfólio de inovação. A iniciativa reúne projetos voltados ao desenvolvimento de soluções sustentáveis baseadas em ciência, com foco em agricultura, indústria e gestão ambiental.
O objetivo do material é transformar pesquisa científica em ações práticas, promovendo tecnologias que contribuam para o enfrentamento das crises climática e ambiental, além de estimular parcerias, colaborações e a comunicação pública da ciência.
Ciência aplicada e inovação voltadas à sustentabilidade
O portfólio destaca iniciativas que conectam pesquisa aplicada, tecnologia e sustentabilidade, demonstrando como o conhecimento científico pode gerar soluções concretas para diferentes setores da sociedade.
As tecnologias apresentadas incluem desde sistemas de monitoramento ambiental e práticas agrícolas sustentáveis até soluções baseadas na natureza e processos regenerativos.
Cada projeto reflete o esforço do CBioClima em transformar ciência de ponta em impacto real, reforçando o papel do centro como referência em pesquisa aplicada e inovação voltada à sustentabilidade.
CBioClima no contexto da agenda climática do Brasil
O lançamento ocorre em um cenário em que o Brasil reforça seu compromisso com a agenda ambiental e climática global. O país vem alinhando ciência, inovação e governança ambiental por meio de sua nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC).
A meta estabelece a redução das emissões líquidas de gases de efeito estufa entre 59% e 67% até 2035, com objetivo de alcançar a neutralidade climática até 2050.
Nesse contexto, o CBioClima atua como um elo entre a produção científica e a tomada de decisão em políticas públicas e no setor privado, oferecendo soluções baseadas em evidências para apoiar o cumprimento dessas metas.
Inovação como ferramenta para impacto ambiental, social e econômico
De acordo com o coordenador de inovação do CBioClima, Dr. Leonardo Fraceto, o portfólio reforça que ciência e inovação são ferramentas essenciais para enfrentar desafios como mudanças climáticas e perda de biodiversidade.
Segundo ele, o material busca demonstrar que pesquisa, tecnologia e criatividade podem ser integradas para gerar impactos ambientais, sociais e econômicos de forma conjunta, com base no conhecimento técnico dos pesquisadores.
Fraceto destaca ainda que o portfólio é dinâmico e será continuamente atualizado com novas tecnologias e a inclusão de novos pesquisadores.
CBioClima amplia conexão entre ciência e sociedade
Com a publicação, o CBioClima reforça sua atuação além do ambiente acadêmico, ampliando seu papel como agente de transformação social e ambiental.
O centro busca aproximar a ciência de empresas, governos e da sociedade, incentivando a adoção de soluções sustentáveis e o engajamento coletivo na construção de um futuro mais equilibrado.
Portfólio está disponível gratuitamente online
O portfólio de inovação do CBioClima está disponível de forma gratuita e aberta ao público. O material pode ser acessado por meio do link: https://heyzine.com/flip-book/44b179d552.html
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro
Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes
O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.
A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.
A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.
Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.
Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes
O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.
Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.
No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.
De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.
Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.
Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário
Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.
Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.
O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.
A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.
Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026
Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.
A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.
Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.
Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.
Demanda interna por milho deve seguir aquecida
Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.
O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.
O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.
Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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