AGRONEGÓCIO
Preços de insumos agrícolas recuam pontualmente, mas seguem elevados no acumulado recente
AGRONEGÓCIO
O mercado de insumos agrícolas começa a apresentar sinais de acomodação após um período marcado por forte valorização. Apesar de recuos pontuais nas últimas semanas, os preços permanecem em patamares elevados quando analisado o acumulado recente, mantendo a pressão sobre os custos de produção no campo.
Levantamento com base em cotações FOB China Leste, compilado pela Agrinvest Commodities, indica que o movimento de correção ocorre após meses de estresse nos preços. Segundo análise de mercado, alguns dos principais defensivos agrícolas registraram quedas relevantes no curto prazo, com destaque para o clorantraniliprole e a lambda-cialotrina, que apresentaram recuos de dois dígitos na semana.
Outros produtos também seguiram a mesma tendência de baixa, como tiametoxam, clorfenapir e cletodim. No entanto, o comportamento não é uniforme em todo o portfólio de insumos, com a cipermetrina registrando valorização no mesmo período, evidenciando um mercado ainda volátil.
Mesmo com esse alívio pontual, o histórico recente segue marcado por altas expressivas. Entre os destaques de valorização estão princípios ativos como diuron, propiconazol e metalocloro, que acumulam ganhos significativos. Além disso, insumos amplamente utilizados, como glifosato, clorantraniliprole e 2,4-D, também apresentam avanço consistente nos preços, sustentados por um cenário de oferta ajustada e demanda aquecida.
No segmento de fertilizantes, o comportamento segue a mesma linha. O sulfato registrou recuo recente, porém ainda opera mais de US$ 100 por tonelada acima dos níveis observados no mesmo período do ano anterior, indicando que a pressão de custos permanece relevante.
No Brasil, o cenário exige atenção redobrada dos produtores. Estimativas apontam que entre 45% e 50% do mercado de fertilizantes destinados à soja ainda está em aberto, o que amplia a necessidade de planejamento estratégico diante das oscilações de preços e das incertezas para a próxima safra.
Diante desse contexto, o produtor rural segue desafiado a equilibrar o momento de compra com a gestão de custos, em um ambiente que ainda combina volatilidade e preços historicamente elevados.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportação de bovinos vivos ultrapassa 1 milhão de cabeças e avança com padronização sanitária no Brasil
Exportação de “boi em pé” bate recorde e supera US$ 1 bilhão
A exportação de bovinos vivos pelo Brasil, conhecida como comércio de “boi em pé”, atingiu um novo recorde em 2025. Foram embarcadas cerca de 1,07 milhão de cabeças, crescimento de 5,53% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav).
O desempenho reforça a consolidação do país no mercado internacional de proteína animal e acompanha o aumento da demanda por padronização sanitária, rastreabilidade e eficiência operacional em toda a cadeia produtiva.
Em termos de faturamento, o setor ultrapassou US$ 1 bilhão no último ano, alta de 26,1%, conforme dados da Scot Consultoria com base na plataforma Comex.
Os principais destinos do gado vivo brasileiro seguem concentrados no norte da África e no Oriente Médio, com destaque para Turquia e Egito.
Padronização sanitária se torna peça-chave para competitividade do setor
Com o aumento do volume exportado, a padronização de protocolos sanitários passou a ser um dos principais pilares da atividade.
Para atender às exigências internacionais, os animais são concentrados em fazendas de pré-embarque, onde passam por etapas de manejo sanitário e adaptação antes do transporte marítimo.
Esse processo, que pode levar entre 60 e 80 dias desde a contratação até a entrega no destino final, eleva o desafio imunológico dos rebanhos e exige rigor no controle sanitário, alimentar e logístico.
Segundo o presidente da Abreav, Ricardo Barbosa, a qualidade do manejo pré-embarque é determinante para o resultado da operação.
“A nossa imagem como exportador vai transparecer quando os animais chegam no destino. Se os procedimentos não são adequados previamente, esses animais têm uma tendência muito maior a ficarem doentes no trajeto. Querer economizar na recepção traz um impacto negativo enorme para a produção”, afirma.
Protocolos sanitários reduzem perdas em até 50%
Nos últimos anos, o setor avançou na adoção de protocolos sanitários padronizados. Estima-se que cerca de 85% do gado vivo exportado pelo Brasil siga atualmente o protocolo desenvolvido pela Biogénesis Bagó, em parceria com a Abreav.
A iniciativa contribuiu para a atualização de normas técnicas e procedimentos operacionais padrão (POPs), resultando em maior eficiência sanitária e operacional.
De acordo com o setor, a padronização permitiu uma redução de até 50% nas perdas relacionadas à saúde animal, fortalecendo a competitividade brasileira em mercados cada vez mais exigentes.
Fiscalização rigorosa e rastreabilidade reforçam segurança das exportações
O modelo de exportação de bovinos vivos no Brasil opera sob regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com fiscalização presencial em 100% das operações de embarque.
Entre as exigências estão rastreabilidade individual dos animais, controle sanitário rigoroso e protocolos de contingência logística e sanitária.
Para especialistas do setor, esse conjunto de medidas é fundamental para garantir previsibilidade, segurança e credibilidade ao produto brasileiro no mercado internacional.
Manejo sanitário e recuperação dos animais são decisivos na operação
Segundo o gerente nacional de Demanda da Biogénesis Bagó, Bruno Di Rienzo, o desempenho sanitário dos animais é resultado direto de um modelo estruturado em três pilares: exigências internacionais, adaptação às condições brasileiras e recuperação pós-transporte.
“O nosso trabalho apoia-se em três pilares estratégicos: cumprir com rigor as exigências internacionais, adaptar a prevenção à realidade brasileira e potencializar a recuperação desses animais após o transporte até os locais de embarque”, explica.
O uso de protocolos sanitários integrados, incluindo endectocidas, antibióticos, vacinas e suplementação vitamínica, tem contribuído para reduzir estresse, perdas de peso e mortalidade durante o transporte marítimo.
Eficiência sanitária melhora resultados econômicos da atividade
A padronização dos protocolos também trouxe impacto direto na rentabilidade da atividade.
Segundo Ricardo Barbosa, o avanço técnico permitiu reduzir em cerca de 50% a mortalidade em comparação aos primeiros ciclos da operação, especialmente em animais F1.
“O resultado econômico do negócio depende da eficiência dos animais. O retorno financeiro desse cuidado imunológico é muito rápido”, avalia.
Brasil amplia infraestrutura logística para exportação de bovinos vivos
O crescimento da atividade também impulsiona investimentos em infraestrutura logística. Novos portos vêm sendo habilitados para embarque de animais vivos, ampliando a capacidade operacional do país.
Entre os terminais autorizados estão portos no Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN), São Luís (MA) e Ilhéus (BA), o que fortalece a competitividade logística do Brasil no setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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