TJ AC
Presença do TJAC marca posse de novos promotores e reforça integração entre instituições no Acre
TJ AC
A posse de nove promotoras e promotores de Justiça substitutos do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), realizada na noite desta quinta-feira, 30, foi marcada pela presença institucional do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), evidenciando o prestígio e a integração entre os órgãos que compõem o sistema de Justiça no estado.
A cerimônia, realizada no auditório do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), reuniu autoridades dos três Poderes, representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e membros de diversas instituições. Entre os destaques, a participação do presidente do TJAC, Laudivon Nogueira, que levou uma mensagem de orientação institucional aos novos integrantes do Ministério Público.

Ao se dirigir aos empossados, o magistrado ressaltou o papel essencial do Ministério Público na efetivação dos direitos e na defesa da Constituição, destacando a importância de uma atuação sensível às realidades sociais, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade.
“O Ministério Público existe para servir à Constituição, sobretudo nos espaços em que sua realização encontra maior resistência, como nas situações de desigualdade e vulnerabilidade”, afirmou.
A fala do presidente do TJAC dialogou com uma abordagem mais ampla sobre a responsabilidade institucional que se inicia com a posse. Em seu discurso, ele destacou que o exercício da função exige não apenas domínio técnico, mas também prudência, equilíbrio e escuta qualificada.
“O direito se expressa em normas, mas a justiça se revela nas circunstâncias concretas. Processos não são abstrações: envolvem pessoas, histórias e impactos reais”, pontuou Laudivon Nogueira.
O desembargador também chamou atenção para as especificidades da realidade amazônica, destacando que as distâncias geográficas, as desigualdades e os desafios socioambientais exigem das instituições uma atuação comprometida com as particularidades locais.
Reforço institucional
Durante a solenidade, o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, destacou o momento como de renovação e reafirmação do compromisso do MPAC com a sociedade acreana. Ele enfatizou que o ingresso na carreira exige sensibilidade para lidar com realidades muitas vezes invisibilizadas.
Também presente, o conselheiro do CNJ, Silvio Amorim Junior, ressaltou a importância da posse para o fortalecimento do sistema de Justiça, enquanto outras autoridades destacaram o papel constitucional do Ministério Público e a necessidade de compromisso com o interesse público.
Em nome dos empossados, a promotora Taís Leite Milhomil falou sobre o significado da conquista e o início da trajetória profissional. “Estamos prontos para servir ao Estado do Acre com responsabilidade e compromisso”, declarou.
Foram empossados Taís Leite Milhomil, Poliana Lopes Gusmão, Renata Barbosa Ferreira, Marcos Bruno Oliveira da Silva, Giselle Luiza Silva, José Eduardo Galvão de Castro Menezes, Marcel Barboza Ferreira, Willian da Silva Magalhães e Rejane Mara dos Santos. O grupo integra os dez candidatos nomeados em março — um deles solicitou prorrogação do prazo legal para posse.





Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
TJAC celebra 63 anos com inovação tecnológica, automatização de serviços e priorização do cidadão
Celebrado nesta segunda-feira, 15, o aniversário de implantação do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) serve para relembrar que a instituição marca a história do estado, ao enfrentar os desafios e atender demandas de cada período, construindo um legado de proteção de direitos e garantias fundamentais
Talvez as mais visionárias e visionários na instalação do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) em 15 de junho de 1963, só pudessem ter fantasiado que,para promover a justiça no futuro, seriam necessárias ferramentas robóticas de automatização, conversar com um computador e utilizar sistemas digitais para auxiliar na pesquisa, no levantamento de jurisprudência e na tomada de decisões. Mas o que podia ser considerado ideia digna de filmes de ficção científica é a realidade do Poder Judiciário do Acre, que se orgulha de ser vanguarda e hoje celebra seu aniversário de 63 anos, mostrando a importância do emprego da tecnologia para colocar cada cidadã e cidadão em primeiro lugar.
O Acre foi elevado à categoria de Estado em 1962, mas a autonomia veio com a Constituição acreana em 1963, e com ela nasceu o TJAC. Contudo, a Justiça do Acre é mais antiga: tem 123 anos de existência nessas terras. Ela começou quando aqui ainda era Território, em 1903, após o Tratado de Petrópolis, que anexou o Acre ao Brasil. Nessa história, houve cinco organizações judiciárias até a configuração atual, com as Cidades da Justiça em Rio Branco e no Juruá e a presença do Judiciário em todos os 22 municípios.

Uma presença consolidada ao longo da história que teve e tem o objetivo principal de garantir direitos priorizando as pessoas, como enfatizou o atual presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, 31º magistrado a comandar a instituição:
“Hoje celebramos 63 anos do Tribunal de Justiça do Acre no Estado. É a Justiça prestando um serviço a muitas gerações. Por isso, quero agradecer a cada juíza, juiz, servidora, servidor, colaboradora, colaborador pelos serviços prestados, pela dedicação na realização da Justiça, a entrega aos nossos cidadãos que buscam os nossos serviços. Eu quero reafirmar que a Justiça do Acre tem como valor fundamental a garantia de direitos e a priorização de cada cidadão e cidadã”.

No começo do TJAC, foram designados três desembargadores, os pioneiros: Paulo Ithamar Teixeira, José Lourenço Furtado Portugal e Mario Strano. Depois, vieram várias magistradas e vários magistrados de outros estados e naturais daqui, totalizando 41 desembargadores e desembargadoras até o momento, que tiveram o desejo de contribuir e deixar registrado na história do Judiciário estadual um legado de garantia de justiça. Isso sem mencionar as contribuições de 76 juízas e juízes e das mais de 2.400 pessoas na equipe, entre servidoras, servidores, colaboradoras, colaboradores, estagiárias e estagiários.



Exemplos dessa atuação voltada para bem servir as pessoas foram: a instalação de comarcas em todas as cidades; a implantação do sistema de Juizados Especiais; a criação do Juizado de Trânsito para levar conciliação aos locais dos acidentes; a construção de sedes, especialmente na capital, que reúnem em um só lugar todas as unidades e varas, para facilitar o acesso ao cidadão e economizar com transporte e deslocamentos; o pioneirismo ao ser a primeira instituição estadual a adotar o Planejamento Estratégico como modelo de gestão; e a instalação de centros culturais para preservar a memória da Justiça acreana.
Aliado a isso, ainda existe o trabalho com programas sociais, como o Projeto Cidadão, que completou 30 anos de existência em 2025, e o programa Cidadania e Justiça na Escola, iniciado em 2012 e em funcionamento até hoje, inclusive nas cidades do interior. Além disso, o TJAC tem diversas iniciativas na área de sustentabilidade, com a gestão de duas Áreas de Preservação Permanente (APPs) e o Projeto Plantando o Futuro. Tem também um extenso trabalho no enfrentamento à violência doméstica e na proteção de crianças e adolescentes, assim como no enfrentamento ao estado inconstitucional dentro do sistema carcerário, com projetos que foram premiados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2024 e 2025, na área de boas práticas de atendimento à população em situação de rua.





Mais recentemente, a atual gestão implantou o programa de Assistência à Saúde Mental, reunindo ações estruturadas de promoção, prevenção e acompanhamento psicológico. Pioneiro no país, o projeto incorpora tecnologia, inteligência artificial e metodologias inovadoras para oferecer suporte integral a magistrados, servidores e colaboradores, contribuindo para um ambiente de trabalho mais saudável, equilibrado e produtivo.
Outro avanço foi a reestruturação administrativa (Resolução n.° 331/2025), modernizando a organization interna do TJAC e integrando o Modelo de Excelência na Gestão (MEG). Mas um projeto que está ganhando destaque internacional, desenvolvido pelo tribunal, é o Humanize, que utiliza uma ferramenta de inteligência generativa para automatizar o controle de convencionalidade e, assim, melhorar o alinhamento de petições, decisões, votos e sentenças com os precedentes e opiniões consultivas da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH).
Essas e outras ações e conquistas comprovam o que as presidentes e os presidentes da Justiça do Acre sempre falaram e continuam falando: o Tribunal de Justiça do Acre é de pequeno porte, mas gosta de inovar e de mostrar que nessas terras as pessoas são precursoras e enfrentam desafios com a coragem que vem do sangue dos nordestinos, estrangeiros, povos indígenas e migrantes de outros estados, todas e todos construtores do único estado que lutou para ser brasileiro.







Desafios superados
Atender à demanda com velas, porque havia longas interrupções no fornecimento de energia no Estado; ser alvo de ameaças de pessoas que queriam cometer crimes com a emissão de certidões e registros cartorários; e atender comunidades indígenas na ponta do Brasil, no alto do Rio Moa, ponto mais ocidental do território brasileiro, são alguns dos desafios enfrentados e superados por quem faz o TJAC ser mais que uma instituição e tornar-se um sinal de presença da Justiça na vida das pessoas.
Ao longo dos anos, no entanto, a Justiça acreana passou por transformações e, mesmo enfrentando desafios geográficos, restrições orçamentárias e o crescimento da criminalidade na região fronteiriça, avança na eficiência da prestação jurisdicional. As provas disso estão registradas na história do Judiciário estadual por meio das suas realizações.
Em 2020, o mundo enfrentou a pandemia global de covid-19, que ultrapassou 7 milhões de mortes; no Brasil, infelizmente, foram mais de 700 mil óbitos confirmados. Esse cenário exigiu ações de gestão para continuar promovendo os serviços básicos e atos de solidariedade para fortalecer o sistema de saúde em seu trabalho. As rotinas de trabalho foram adaptadas, com o estabelecimento do regime de teletrabalho. As audiências foram retomadas por meio de videoconferência e foi destinada grande parte dos recursos das penas pecuniárias para a área da saúde.










Entre os marcos ao longo da história do TJAC, destaca-se a digitalização de todos os processos judiciais, finalizada em 2013. O Acre foi um dos primeiros estados do país a realizar a tarefa. Agora, nessa gestão, foi implementado um novo sistema de tramitação de processos, com mais automatização, possibilidade de integração e ferramentas de inteligência generativa: o eproc. A ferramenta permite mais agilidade, automação, transparência e eficiência nos serviços prestados.





Primeiro lugar: cada cidadã e cidadão
Mas, nada disso é possível se não fossem as pessoas, sonhando, lutando enfrentando todas as probabilidades, muitas vezes negativas, para encontrar soluções criativas e humanas para entregar Justiça, nas condições mais adversas. Tanto que, o atual gestor do TJAC tem como lema “tudo que fazermos deve ser para colocar o cidadão no centro, as jurisdicionadas e os jurisdicionados devem vir em primeiro lugar”.
Para o magistrado, o aniversário de instalação do TJAC, celebrado nesta segunda, 15, é oportunidade para comemorar as conquistas e continuar avançando, afinal, “Sentenças e decisões judiciais cada vez mais interferem na gestão de políticas públicas afetando a vida das pessoas, que precisam de acesso à saúde, escola, segurança, moradia e melhoria das condições de vida. Consciente dessa missão, o Poder Judiciário do Acre trabalha e continuará trabalhando para garantir diretos, promovendo justiça e cidadania no estado”, comentou Nogueira
Fotos: Elisson Magalhães, Gleilson Miranda e acervo Secom/TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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