AGRONEGÓCIO
Cooperativismo propõe Plano Safra 2026/27 com foco em crédito ampliado, juros menores e apoio à agroindustrialização
AGRONEGÓCIO
As entidades do cooperativismo paranaense Ocepar, Faep, Fetaep e Seab apresentaram propostas para o Plano Safra 2026/2027 com foco na ampliação do crédito rural, previsibilidade e condições financeiras mais adequadas ao setor agropecuário.
A iniciativa ganha relevância diante do forte ciclo de investimentos projetado pelas cooperativas do Paraná, estimado em R$ 10,2 bilhões para 2026 — alta de aproximadamente 10% em relação ao ano anterior. O avanço acompanha o crescimento do faturamento do cooperativismo, que pode ultrapassar R$ 250 bilhões.
Demanda por crédito cresce com expansão do cooperativismo
O cenário reforça a necessidade de um Plano Safra alinhado à realidade do campo, com oferta de crédito estruturado para investimentos em ativos fixos, tecnologia, armazenagem e agregação de valor à produção agropecuária.
Segundo as entidades, a demanda total do setor chega a R$ 670 bilhões, o que evidencia a necessidade de ampliação de recursos e melhoria das condições de financiamento, especialmente em um ambiente de juros elevados e crédito mais restrito.
A proposta inclui a destinação de R$ 184 bilhões especificamente para investimentos, com taxas de juros compatíveis com a rentabilidade das atividades agroindustriais e cooperativas.
Programas estratégicos e modernização do setor
Entre as principais propostas está o fortalecimento de programas como o Prodecoop, voltado à agroindustrialização e agregação de valor, e o Procap-Agro, destinado ao financiamento de capital de giro.
As entidades também defendem a atualização dos limites de financiamento, que estão defasados há mais de uma década sem correção, o que limita a capacidade de investimento das cooperativas.
Essas medidas são consideradas essenciais para viabilizar projetos estruturantes, como expansão da agroindústria, construção de armazéns e adoção de tecnologias inovadoras.
Impacto direto na competitividade do agro
O setor alerta que a falta de adequação do crédito pode resultar em desaceleração dos investimentos, afetando a competitividade do agronegócio paranaense e o desenvolvimento regional.
As cooperativas desempenham papel central na geração de empregos, aumento da renda dos produtores e fortalecimento das economias locais, o que amplia a importância de um plano de crédito mais eficiente e acessível.
Sistema de crédito rural é ponto central das propostas
Outro eixo das propostas é a modernização do sistema de crédito rural, com maior diversificação de fontes de recursos, redução da burocracia e melhoria na agilidade das operações financeiras.
As entidades defendem que o Plano Safra 2026/2027 seja estruturado para atender às demandas reais do setor, garantindo condições para manter o ciclo de crescimento e inovação liderado pelo cooperativismo.
Negociações entram na fase decisiva
As discussões sobre o novo Plano Safra se intensificam entre maio e junho, com participação de entidades do setor, parlamentares da Frencoop e da FPA.
O objetivo é consolidar um pacote de medidas até o fim de junho, quando se encerra o atual ciclo do Plano Safra 2025/2026. O setor espera um programa mais equilibrado, capaz de reduzir os impactos dos juros elevados e da instabilidade dos mercados globais sobre o produtor rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Oferta restrita impulsiona preço do café e mantém cotações em alta no mercado internacional
A oferta limitada de café no mercado físico voltou a sustentar a valorização dos contratos futuros na última semana, reforçando o cenário de firmeza para as cotações internacionais. Mesmo diante da expectativa de uma safra recorde no Brasil, a menor disponibilidade imediata do produto, aliada a fatores técnicos e à atuação dos investidores, manteve o mercado aquecido.
De acordo com análise da StoneX, o café arábica alcançou as maiores cotações das últimas seis semanas, refletindo a combinação entre a leve deterioração das condições de colheita no Brasil e o movimento de recompra de posições vendidas por fundos de investimento.
O contrato de setembro de 2026 do café arábica encerrou a semana cotado a 273,2 centavos de dólar por libra-peso, acumulando valorização de 2,0% no período.
O desempenho reforça que, apesar da perspectiva de uma produção brasileira robusta em 2026, o mercado segue atento à disponibilidade de café no curto prazo. A restrição na oferta física continua sendo um dos principais fatores de sustentação dos preços, evidenciando a sensibilidade das bolsas às condições imediatas de abastecimento.
Robusta também registra valorização
O mercado do café robusta acompanhou o movimento de alta, sustentado pelas preocupações relacionadas aos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a produção mundial e pelo ritmo ainda moderado de comercialização no Brasil.
O contrato de setembro de 2026 fechou a semana cotado a US$ 3.627 por tonelada, avanço de 1,0% em relação à semana anterior. Durante o pregão de quinta-feira (25), a cotação chegou a US$ 3.692 por tonelada, o maior patamar registrado desde o fim de março.
Cenário externo influencia, mas fundamentos do café predominam
No ambiente macroeconômico, os investidores também monitoraram os desdobramentos das tensões entre Estados Unidos e Irã. A queda dos preços internacionais do petróleo ao longo do fim de semana ajudou a melhorar o sentimento dos mercados financeiros.
Apesar desse contexto, os fundamentos específicos do mercado cafeeiro continuaram sendo o principal direcionador das cotações. A evolução da colheita brasileira, a oferta disponível de grãos e a atuação dos fundos de investimento permaneceram no centro das atenções, sustentando tanto o café arábica quanto o robusta no mercado internacional.
Com estoques ainda ajustados e comercialização cautelosa por parte dos produtores, o mercado segue acompanhando de perto o avanço da safra brasileira, fator que deverá continuar determinando o comportamento dos preços nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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