AGRONEGÓCIO
Fundação MT promove 26º Encontro Técnico de Soja com foco em produtividade, mercado e gestão no campo
AGRONEGÓCIO
A Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) realiza entre os dias 12 e 14 de maio o 26º Encontro Técnico de Soja, em Cuiabá (MT). Com o tema “Cada grão importa”, o evento chega à nova edição reforçando o debate sobre produtividade, sustentabilidade, mercado e os principais desafios enfrentados pelos produtores nas últimas safras.
O encontro será realizado no Hotel Gran Odara e deve reunir produtores rurais, engenheiros agrônomos, consultores, pesquisadores, técnicos e representantes da agroindústria em uma ampla programação voltada à tomada de decisão estratégica no setor da soja.
Evento debate produtividade, economia e geopolítica da soja
Segundo o gerente de Pesquisas, Serviços e Operações da Fundação MT, Luis Carlos de Oliveira, a programação contará com oito painéis técnicos focados em temas considerados decisivos para os próximos ciclos de produção.
Entre os assuntos previstos estão mercado da soja, economia global, fertilizantes, manejo agronômico, desafios fitossanitários e impactos da geopolítica sobre o agronegócio brasileiro.
“O encontro técnico traz assuntos globais ligados à economia, mercado, fertilizantes e pautas técnicas da cultura da soja. Já na abertura destacaremos o cenário atual da soja e a geopolítica, fatores que influenciam diretamente as decisões do produtor”, afirma Oliveira.
Programação técnica reforça troca de conhecimento no agronegócio
Além das palestras e debates técnicos, o evento também terá espaços dedicados à troca de experiências entre os participantes, promovendo networking e integração entre profissionais da cadeia produtiva.
A Fundação MT destaca que o objetivo do encontro é oferecer informações estratégicas capazes de auxiliar produtores e técnicos na busca por maior eficiência, rentabilidade e sustentabilidade no campo.
As inscrições permanecem abertas e podem ser realizadas pelo site oficial da instituição.
Fundação MT é referência em pesquisa para soja, milho e algodão
Reconhecida nacionalmente pela atuação em pesquisa agropecuária, a Fundação MT é uma instituição privada sem fins lucrativos voltada ao desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio brasileiro.
A entidade atua principalmente nas culturas de soja, milho e algodão, desenvolvendo soluções para aumento da produtividade e sustentabilidade das lavouras.
Atualmente, a Fundação MT mantém cinco estações de pesquisa estrategicamente distribuídas em Mato Grosso, ampliando sua capacidade de validação tecnológica em diferentes condições de cultivo.
Entre os pilares da instituição está a imparcialidade técnica, considerada fundamental para garantir credibilidade na geração e difusão de informações ao setor produtivo.
Soja enfrenta cenário de alta complexidade no Brasil
A realização do encontro acontece em um momento de grande atenção para o mercado da soja, marcado por oscilações nos preços internacionais, custos elevados de produção, desafios climáticos e pressão logística.
Ao mesmo tempo, o setor busca ampliar produtividade e eficiência operacional diante de um cenário cada vez mais competitivo e dependente de tecnologia, gestão e inteligência agronômica.
Nesse contexto, eventos técnicos como o promovido pela Fundação MT ganham relevância estratégica ao aproximar pesquisa, inovação e aplicação prática no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço do arroz volta a cair no Brasil após leilões frustrados e excesso de oferta pressiona mercado
O mercado brasileiro de arroz segue enfrentando um cenário de forte pressão sobre os preços, baixa liquidez e retração nas negociações, mesmo após a realização dos leilões de PEP e PEPRO promovidos pelo governo federal. A avaliação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira, que aponta agravamento da fragilidade comercial diante do excesso de oferta e da limitada efetividade das medidas oficiais de sustentação.
Segundo o especialista, o setor continua sem apresentar reação consistente, com indústrias operando de forma defensiva e negociações ocorrendo em ritmo bastante reduzido.
“O mercado segue extremamente travado, com baixa movimentação e dificuldades crescentes na formação de preços”, destaca Oliveira.
Leilões não conseguem sustentar preços do arroz
Os leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (PEPRO) eram vistos como uma tentativa de aliviar a pressão sobre o mercado interno. No entanto, o resultado ficou abaixo das expectativas do setor.
A baixa adesão aos programas — com menos da metade dos volumes negociados — aumentou a percepção negativa entre produtores e agentes da cadeia orizícola. Na prática, o mercado interpretou os resultados como sinal de limitação operacional dos mecanismos diante dos problemas estruturais atuais.
Além disso, parte dos participantes avalia que os prêmios acabaram sendo parcialmente absorvidos pela indústria e pelas tradings por meio de ajustes negativos nos preços pagos ao produtor.
Em diversas regiões produtoras, começaram a surgir diferenciações entre operações enquadradas e não enquadradas nos programas oficiais, ampliando distorções regionais e reduzindo a transparência da formação de preços.
Produtores seguram estoques e vendas seguem pontuais
Diante do ambiente de preços fragilizados, os grandes produtores permanecem retraídos e priorizam a retenção dos estoques, aguardando melhores oportunidades comerciais. Já os produtores com menor capacidade financeira continuam realizando vendas pontuais para geração de caixa e cumprimento de compromissos imediatos.
O cenário também segue pressionado pelo câmbio menos favorável às exportações brasileiras de arroz, fator que reduz a competitividade do produto nacional no mercado externo e dificulta o escoamento dos excedentes.
Cotação do arroz acumula forte desvalorização em 2025
A pressão sobre os preços continua evidente nas referências do mercado gaúcho, principal polo produtor do país.
A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul, padrão 58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a quinta-feira (7) cotada a R$ 61,65.
O valor representa queda de 3,03% em relação à semana anterior. Na comparação mensal, houve leve alta de 1,34%, mas no acumulado de 2025 a desvalorização já alcança 19,63%.
Mercado segue atento aos próximos movimentos
Analistas do setor avaliam que o comportamento do mercado dependerá principalmente da capacidade de retomada das exportações, da evolução da demanda doméstica e de possíveis novas medidas governamentais para sustentação da renda do produtor.
Enquanto isso, o ambiente continua marcado por cautela, excesso de oferta e dificuldade de reação consistente nos preços do arroz brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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