AGRONEGÓCIO
Estado amplia produção de grãos em 61% e consolida nova força do agro
AGRONEGÓCIO
Tradicionalmente reconhecida pela força na produção de café, leite, frutas e hortaliças, Minas Gerais vive uma transformação silenciosa no campo e avança também como potência nacional na produção de grãos. Em dez anos, o estado elevou sua produção de soja, milho, feijão e sorgo de 11,8 milhões para 18,9 milhões de toneladas, crescimento de 61% que colocou Minas na sexta posição entre os maiores produtores do país.
Os dados fazem parte de estudo da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e mostram uma mudança importante no perfil do agro mineiro, historicamente mais associado à cafeicultura e à pecuária leiteira.
O avanço foi puxado principalmente pela expansão da soja e pelo crescimento do milho segunda safra, a chamada safrinha, movimento que aumentou a produtividade das áreas agrícolas sem necessidade proporcional de abertura de novas fronteiras de cultivo.
A produção de soja praticamente dobrou na última década, passando de 4,7 milhões para 9,2 milhões de toneladas, consolidando o grão como o segundo principal item da pauta exportadora mineira, atrás apenas do café.
Segundo o secretário estadual de Agricultura, Thales Fernandes, a intensificação tecnológica nas lavouras foi decisiva para o avanço da produção. “Muitos produtores passaram a trabalhar com duas safras na mesma área, utilizando soja no verão e milho na segunda safra. Isso trouxe ganho de eficiência e aumento significativo da produção estadual”, afirmou.
O crescimento também reflete a expansão da agricultura de precisão, o avanço da irrigação e o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas às mudanças climáticas, especialmente nas regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, hoje entre os principais polos de grãos do estado.
As pesquisas vêm sendo conduzidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, que trabalha no desenvolvimento de variedades mais resistentes ao clima e com maior produtividade.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, Minas deverá colher na safra 2025/26 cerca de 9,1 milhões de toneladas de soja, 7 milhões de toneladas de milho, 1,6 milhão de toneladas de sorgo e quase 500 mil toneladas de feijão.
Apesar do avanço, o cenário para a próxima safra ainda inspira cautela. O setor monitora os impactos climáticos do avanço do El Niño, além das incertezas provocadas pelos juros elevados e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que podem afetar os custos dos fertilizantes importados pelo Brasil.
“A questão climática preocupa muito. Existe risco de atraso nas chuvas e o mercado acompanha também os impactos logísticos da guerra na região do Estreito de Ormuz, importante rota mundial para fertilizantes”, disse Thales Fernandes.
Mesmo diante das incertezas, Minas Gerais segue ampliando seu protagonismo no agronegócio nacional. Além da expansão nos grãos, o estado lidera a produção brasileira de café, leite, alho, batata e equinos, além de ocupar posições de destaque em culturas como cana-de-açúcar, feijão, banana, tomate, cebola e tilápia.
A diversificação produtiva transformou Minas em um dos estados mais equilibrados do agro brasileiro, combinando tradição em culturas históricas com avanço acelerado em segmentos ligados à segurança alimentar e às exportações de commodities agrícolas.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
CTNBio aprova nova biotecnologia do CTC para cana com resistência à broca e tolerância a herbicidas
O setor sucroenergético brasileiro deu mais um passo no avanço da biotecnologia aplicada à produção de cana-de-açúcar. O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) anunciou a aprovação, pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), do primeiro evento da tecnologia VerdPRO2, nova geração de cana geneticamente modificada desenvolvida pela companhia.
A nova plataforma biotecnológica reúne resistência à broca-da-cana e tolerância a herbicidas em uma única solução, ampliando as ferramentas de manejo para produtores e usinas em um cenário de crescente busca por produtividade, eficiência operacional e sustentabilidade no campo.
Nova tecnologia busca reduzir perdas bilionárias nos canaviais
Segundo o CTC, a VerdPRO2 foi desenvolvida para enfrentar dois dos principais desafios agronômicos da cultura da cana-de-açúcar: o controle da broca-da-cana e o manejo de plantas daninhas.
A broca está presente em praticamente todos os canaviais brasileiros e provoca perdas estimadas em cerca de R$ 8 bilhões por ano, impactando diretamente a produtividade, o peso da cana e o teor de açúcar.
Já o controle de plantas invasoras exige elevados investimentos em herbicidas e operações agrícolas, gerando custos superiores a R$ 6 bilhões anuais ao setor.
Com a nova tecnologia, o objetivo é ampliar o controle da praga e simplificar o manejo de espécies invasoras como grama-seda, capim colonião, capim colchão e braquiária, reduzindo riscos de fitotoxicidade e aumentando a estabilidade produtiva ao longo do ciclo da cultura.
Plataforma VerdPRO2 amplia soluções para o setor sucroenergético
De acordo com o CEO do CTC, César Barros, a aprovação representa um novo marco para a biotecnologia no setor sucroenergético brasileiro.
A tecnologia é resultado de um amplo processo de pesquisa, validação técnica e análise regulatória, consolidando uma abordagem integrada para o manejo agrícola nos canaviais.
Além da resistência genética à broca-da-cana, a plataforma oferece maior eficiência operacional e deverá contar com mais de 14 produtos comerciais voltados ao mercado.
Chegada ao mercado está prevista para a safra 2026/27
Após a conclusão dos trâmites legais e regulatórios, a previsão é de que a VerdPRO2 chegue ao mercado na safra 2026/27.
Segundo o CTC, a introdução da tecnologia será realizada de forma gradual e próxima aos clientes, permitindo demonstrações práticas em condições reais de cultivo.
O modelo prevê acompanhamento técnico das áreas comerciais, geração de dados de desempenho no campo e adaptação das recomendações de manejo conforme as necessidades dos produtores e usinas parceiras.
Biotecnologia reforça meta de dobrar produtividade da cana até 2040
A aprovação da VerdPRO2 reforça a estratégia do CTC de ampliar o uso da biotecnologia no desenvolvimento da cana-de-açúcar brasileira.
A nova plataforma representa uma evolução em relação à primeira geração de biotecnologia lançada pela companhia em 2017 e integra o plano da empresa de desenvolver soluções capazes de dobrar a produtividade da cultura até 2040.
A estratégia combina avanços em genética, biotecnologia, novas técnicas de plantio e manejo agrícola, em linha com a crescente demanda por eficiência, sustentabilidade e competitividade no agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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