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Consepre reúne presidentes para debater tecnologia, avanços sociais e encerra 20ª edição com palestra do ministro Edson Fachin
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Carta de São Paulo define prioridades do Judiciário para a era da Inteligência Artificial, reforçando defesa da independência e o combate à violência de gênero
O XX Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), em sua 20ª edição, realizado em São Paulo, encerrou nesta sexta-feira, 15, com a consolidação de um caminho claro para o Judiciário brasileiro: a modernização responsável. Durante a intensa programação sediada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), os debates centrais giraram em torno da inovação, gestão, desafios institucionais e, principalmente, como fortalecer o Poder Judiciário em um cenário de transformações aceleradas.
O encerramento do encontro contou com a palestra do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin. Ao discorrer sobre “A visão do juiz contemporâneo e as metas do CNJ”, Fachin proferiu uma forte defesa da independência judicial e do fortalecimento institucional, alertando que a solidez das democracias está intrinsecamente ligada à força de suas instituições. O ministro alertou para o desgaste da credibilidade do Judiciário observado globalmente e destacou a necessidade de a magistratura preservar valores como a ética, a discrição e o equilíbrio diante dos desafios tecnológicos e sociais.

Na agenda do CNJ, Fachin destacou projetos estruturais, como a criação da Rede Nacional de Magistrados e Magistradas com Competência em Criminalidade Organizada, o programa Pena Justa, e ações cruciais voltadas à proteção da infância e à redução do prazo de análise de casos de violência doméstica contra mulheres.
Sobre o avanço tecnológico, o Ministro defendeu o uso responsável da Inteligência Artificial (IA) como instrumento de aprimoramento da prestação jurisdicional, mas fez uma ressalva capital: “Não devemos nem divinizar nem demonizar a tecnologia. Precisamos colocá-la a serviço da humanidade e da inteligência humana. Na prestação jurisdicional, o ser humano permanece insubstituível e imprescindível”.


Inteligência Artificial a Serviço do Cidadão
O Consepre demonstrou que a IA já é uma realidade prática nas Cortes estaduais. Tribunais apresentaram soluções inovadoras que aliam tecnologia e eficiência. O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) detalhou o Promptus, um banco colaborativo de comandos para IA generativa, buscando padronizar e otimizar o uso da ferramenta. Já o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) exibiu a “Assis”, um assistente que auxilia magistrados na elaboração de minutas de sentenças, enfatizando a necessidade de rápida adaptação à nova realidade.
O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, destacou a importância de integrar a inovação com a responsabilidade social. Nesse sentido, o próximo Consepre pretende levar como experiência o Projeto Humanize, do TJAC, que possui a ferramenta Humanize IA, que tem a função de analisar automaticamente a aplicação do controle de convencionalidade em conteúdos processuais, garantindo a compatibilidade dos atos judiciais não só com a legislação nacional, mas com tratados internacionais de direitos humanos e com os precedentes da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH).
O presidente ressaltou a importância do Consepre como uma “grande oportunidade para que nós possamos construir um Judiciário cada vez mais sólido e que traga resultados efetivos ao cidadão. Na área da tecnologia, na administração, na governança, todos esses pontos importantes, que são estruturantes, nós conseguimos alinhar junto a todas as Cortes grandes projetos que vão cada vez mais modernizar a instituição judiciária do país”.
Agenda social e ações conjuntas
A pauta social também ganhou destaque. A desembargadora Vanja Fontenele Pontes, presidente do Colégio de Coordenadores da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cocevid), ressaltou a importância do fortalecimento das ações institucionais no enfrentamento à violência de gênero. Ela pediu que os tribunais unam esforços para “tentarmos conscientizar a população e reduzir a incidência de casos”.
Em alinhamento com essa prioridade, a reunião da Rede de Comunicadores dos Tribunais de Justiça Estaduais (Redecom) definiu, entre outras ações e encaminhamentos, o lançamento de uma campanha integrada para marcar os 20 anos da Lei Maria da Penha. Também foi realizada a reunião dos juízes auxiliares das presidências dos tribunais.




O compromisso firmado na Carta de São Paulo
A “Carta de São Paulo”, lida após a palestra de Fachin, é o mapa de rota dos Tribunais de Justiça do país. O documento reafirma a defesa inegociável do Estado Democrático de Direito e da independência judicial. Entre as ações estratégicas pontuadas, destacam-se a implementação dos Núcleos de Justiça 4.0, a consolidação do processo digital e o enfrentamento contínuo à violência de gênero.1
A Carta também reforça a cooperação interinstitucional no combate ao crime organizado e a preocupação com a eficiência do julgamento eletrônico em segundo grau, propondo ajustes normativos ao CNJ que considerem as realidades regionais.




Fotos: Chico Batata/TJAM
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Justiça do Acre planeja priorizar processos ambientais de alta complexidade na 2ª Semana da Pauta Verde
Ação propõe que o Mês do Meio Ambiente seja comemorado com medidas que impactem a realidade local
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou a reunião preparatória para a 2ª Semana da Pauta Verde, que será realizada no próximo mês, em alusão ao Dia do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho. O intuito é acelerar o julgamento de processos ambientais passíveis de conciliação, priorizando demandas estruturantes e de alta complexidade com grande impacto social.
A presidente da Comissão Gestora de Logística Sustentável do TJAC, desembargadora Waldirene Cordeiro, conduziu o encontro com as procuradorias jurídicas dos municípios acreanos e o Ministério Público. “Esse é um momento para uma conversa franca sobre os entraves e dificuldades. Essas são questões recorrentes, cujos efeitos vemos todos os anos na saúde pública e ambiental”, declarou a desembargadora.
Duas pautas principais tiveram visibilidade: ações civis públicas relacionadas à ausência de plano de contingência para enchentes e resíduos sólidos. A juíza auxiliar da Presidência do TJAC, Zenice Cardoso, sinalizou que estas totalizam cerca de 30 processos em todo o Acre.




Nesse sentindo, a procuradora-geral do município de Rio Branco, Raquel Eline, chamou atenção para a exigência imposta na contratação de hidrólogo, geólogo e meteorologista, tendo em vista a falta de profissionais especializados para o cumprimento desta demanda. De igual modo, a procuradoria de Santa Rosa, enfatizou a precariedade de servidores com instrução no município isolado e a sazonalidade de profissionais para realizar acompanhamentos constantes.
A promotora de Justiça Manuela Canuto contextualizou o histórico dos Termos de Ajustamento de Conduta e a ausência de adoção de medidas mitigadoras, as quais evidenciam um quadro preocupante. Contudo, consignou a possibilidade de flexibilização sobre o requisito da contratação para todos os municípios, apresentando a sugestão do uso de recursos tecnológicos, bem como o estabelecimento de parcerias ou convênios com universidades ou instituições de ensino para viabilizar as mensurações dos dados técnicos.
O representante de Cruzeiro do Sul, Marcílio de Oliveira, afirmou que não há omissão municipal, porém há pontos de insuficiência, em razão da dotação orçamentária. “O comportamento do rio Juruá neste ano foi atípico. Não foi um período longo de alagação, mas teve vários picos, que exigiram muita logística em cada operação. O fato de mobilizar e desmobilizar várias vezes faz com que haja mais gastos do que se fosse uma única enchente”, assinalou.
Já sobre os resíduos sólidos, houve destaque para os processos que estão em fase de execução, pertencentes a Sena Madureira e Capixaba. O procurador de Capixaba, Lauro Borges, ressaltou a adesão do município ao consórcio intermunicipal de resíduos sólidos do Acre. O consórcio é uma estratégia de tratamento do lixo, onde várias prefeituras se unem para resolver de forma conjunta a destinação final, superando as limitações locais. Apesar disso, descreveu a dificuldade em viabilizar um talude na cidade, em razão da intrafegabilidade da via.
De modo semelhante, Sena Madureira necessita encerrar as atividades do lixão. Houve uma regressão de aterro local para o funcionamento como lixão a céu aberto. A realidade é crítica e faz a paisagem da entrada da cidade ser povoada por urubus. Em Rio Branco, a Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos (Utre) foi planejada para um volume por um período de tempo, por isso há diagnósticos sobre os impactos ambientais atuais.
Na oportunidade, o representante da prefeitura de Porto Acre, Oscar Soares, falou sobre o processo em andamento e a adesão ao consórcio. “O município é um agente para colaborar com a solução. Trouxemos como proposta um plano de trabalho, no qual o dinheiro da multa fosse utilizado em ações em prol do meio ambiente”, pontuou.
No encerramento, a promotora Rita de Cássia reforçou que as pautas ambientais denunciadas necessitam de um conjunto de ações coordenadas para conter as ameaças socioambientais. “A Lei Nacional de Proteção e Defesa Civil é de 2009, então esse não é um assunto recente. A poluição nunca foi uma causa permitida. É preciso que ao menos as medidas mitigadoras sejam cumpridas até a efetividade da solução”, retificou.
O encaminhamento da reunião foi a ampliação da articulação, envolvendo o Estado e os prefeitos, para a consolidação dos resultados prospectados para a Pauta Verde.




Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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