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Conectividade no campo avança 15% e acelera uso de máquinas autônomas no agronegócio brasileiro

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Conectividade rural ganha força e transforma o agro brasileiro

A conectividade no campo está se consolidando como um dos principais motores da transformação tecnológica do agronegócio brasileiro. O avanço da cobertura digital em áreas rurais acelerou nos últimos anos e já impacta diretamente produtividade, automação e eficiência operacional das fazendas.

Levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em conjunto com o Ministério das Comunicações mostra que 82,8% dos municípios brasileiros melhoraram seus indicadores de conectividade no último ano.

No agro, os avanços também são expressivos. Dados da ConectarAGRO, desenvolvidos em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), apontam que a área agricultável conectada no Brasil saltou de 18,7% para 33,9% entre 2023 e 2025.

O crescimento acompanha a expansão da infraestrutura de redes 4G e 5G no campo, considerada estratégica para sustentar a nova geração da agricultura digital.

Máquinas autônomas e telemetria ampliam demanda por internet rural

O avanço da conectividade atende uma demanda cada vez maior por tecnologias embarcadas no campo, especialmente sistemas de telemetria, sensores inteligentes, irrigação automatizada, drones e máquinas autônomas.

Segundo relatório da consultoria McKinsey, a digitalização rural pode adicionar mais de US$ 500 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) global até 2030.

Somente o mercado relacionado à operação online de máquinas agrícolas autônomas pode movimentar até US$ 60 bilhões nos próximos anos.

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A tendência reforça a conectividade como um dos principais pilares da agricultura de precisão e da gestão baseada em dados.

Infraestrutura digital vira ativo estratégico para o produtor

Especialistas do setor afirmam que a conectividade deixou de ser apenas suporte operacional e passou a ocupar posição central na estratégia das propriedades rurais.

Com o aumento do uso de inteligência artificial, automação e monitoramento remoto, a estabilidade da conexão tornou-se decisiva para garantir eficiência e rapidez na tomada de decisão.

Segundo Pedro Reinaldo, CEO da LOViZ, a infraestrutura digital já é considerada um insumo estratégico dentro da gestão agrícola moderna.

“O campo vive uma transformação acelerada onde drones, telemetria e irrigação inteligente exigem troca de dados contínua. Sem infraestrutura digital, o produtor perde eficiência operacional e capacidade de tomada de decisão”, afirma o executivo.

Relevo e distância ainda desafiam expansão da internet no campo

Apesar da evolução dos indicadores, a conectividade rural ainda enfrenta gargalos importantes.

O relevo irregular, longas distâncias e propriedades localizadas em regiões remotas dificultam a estabilidade do sinal e limitam o funcionamento de sistemas automatizados.

Esse cenário tem impulsionado a busca por soluções personalizadas de telecomunicação voltadas especificamente ao agronegócio.

A LOViZ desenvolveu o sistema Agro Connect, focado em projetos adaptados às características geográficas e tecnológicas de cada propriedade rural.

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Segundo a empresa, a personalização da rede é essencial para garantir baixa latência e funcionamento contínuo de sensores, plataformas IoT e inteligência artificial aplicada ao campo.

Conectividade rural também melhora qualidade de vida no interior

Além dos ganhos produtivos, a expansão da internet de alta velocidade no campo vem gerando impactos sociais importantes.

O acesso à conectividade melhora a comunicação, amplia o acesso à educação, serviços digitais e entretenimento, além de contribuir para retenção de mão de obra qualificada nas propriedades rurais.

O tema ganhou relevância especialmente diante do desafio crescente de sucessão familiar e permanência de jovens no campo.

Agro digital deve acelerar nos próximos anos

Com o avanço da inteligência artificial, automação agrícola e análise de dados em tempo real, a tendência é de crescimento contínuo da demanda por redes de alta capacidade no meio rural.

Especialistas avaliam que a infraestrutura digital será um dos fatores mais determinantes para a competitividade do agronegócio brasileiro na próxima década.

A expectativa do setor é que a conectividade deixe de ser diferencial tecnológico para se tornar requisito básico de produtividade, sustentabilidade e eficiência operacional nas fazendas brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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