AGRONEGÓCIO
Brasil: soja mantém exportações fortes em 2026 mesmo com pressão de preços e clima irregular no milho safrinha
AGRONEGÓCIO
O mercado agrícola brasileiro segue em 2026 marcado por um cenário de contrastes: enquanto os preços no campo da soja e do milho recuam de forma moderada em meio à valorização do real e aumento dos custos logísticos, as exportações de soja avançam em ritmo recorde, sustentadas pela forte competitividade do Brasil no mercado global.
De acordo com o relatório mensal “Brazilian G&O Monthly – May 2026”, da Rabobank, o país mantém posição de destaque no comércio internacional de grãos, com a soja liderando o desempenho externo, enquanto o milho apresenta maior volatilidade e sinais de desaceleração nas exportações.
Preços da soja e do milho recuam no campo brasileiro em maio
Segundo o levantamento, os preços da soja na porteira registraram leve queda em maio, acumulando recuo de cerca de 6% na comparação anual. O movimento reflete uma combinação de fatores, incluindo a valorização do real frente ao dólar, aumento dos custos internos de frete e bases mais fracas no mercado doméstico, mesmo com cotações firmes na Bolsa de Chicago (CBOT).
O milho também apresentou queda no campo, com recuo aproximado de 2% no mês, influenciado pela maior oferta global, especialmente vinda dos Estados Unidos e da Argentina durante o primeiro trimestre de 2026.
Apesar da pressão sobre os preços internos, o cenário de demanda externa segue como principal fator de sustentação para o agronegócio brasileiro.
Exportações de soja crescem e atingem 16,7 milhões de toneladas em abril
O destaque do relatório é o forte desempenho das exportações brasileiras de soja. Em abril de 2026, o país embarcou 16,7 milhões de toneladas, alta de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
O avanço foi impulsionado por uma safra recorde e pela competitividade do Brasil no mercado internacional, consolidando o país como principal fornecedor global da oleaginosa.
No acumulado do ano, o desempenho exportador mantém trajetória positiva, reforçando o papel estratégico do complexo soja na balança comercial brasileira.
Exportações de milho caem em abril, mas projeções seguem no radar
Diferentemente da soja, o milho apresentou retração nos embarques. Em abril, as exportações somaram 0,47 milhão de toneladas, queda de 52% em relação ao mês anterior, embora ainda com crescimento anual expressivo.
O relatório indica que a concorrência internacional mais forte, especialmente dos Estados Unidos e da Argentina, tem limitado o espaço do milho brasileiro no curto prazo.
A expectativa da Rabobank é de que o volume exportado de milho em 2026 fique abaixo do registrado em 2025, refletindo maior competitividade global e ajustes na oferta interna.
Safrinha de milho: clima irregular gera atenção em regiões-chave
O desenvolvimento da segunda safra de milho (“safrinha”) é outro ponto de atenção do mercado. De acordo com o relatório, as condições das lavouras são, em geral, consideradas boas em Mato Grosso, principal estado produtor.
No entanto, regiões como Goiás, Minas Gerais e Tocantins enfrentam condições mais secas do que o esperado, o que pode impactar o potencial produtivo em algumas áreas.
A estimativa da Rabobank para a produção total de milho no Brasil na safra 2025/26 é de 137 milhões de toneladas, com atenção redobrada ao comportamento climático nas próximas semanas.
Mercado agrícola brasileiro segue sustentado por exportações e clima no radar
O cenário para os grãos no Brasil em 2026 combina fundamentos positivos no comércio exterior com desafios no ambiente doméstico de preços e produção.
Enquanto a soja sustenta o desempenho do agronegócio com exportações robustas e demanda global firme, o milho segue mais sensível à concorrência internacional e às variações climáticas da safrinha.
Para analistas do setor, o equilíbrio entre oferta, clima e demanda externa será determinante para a formação de preços nos próximos meses, especialmente diante de um cenário global ainda volátil para commodities agrícolas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo
A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.
A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.
Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.
Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.
A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.
A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.
O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.
Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.
O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).
Serviço
2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)
Fonte: Pensar Agro
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