O prefeito de Rio Branco e vice-presidente da Associação dos Municípios do Acre (Amac) participou, nesta sexta-feira (5), da solenidade de entrega de equipamentos do Programa Inova, realizada na Superintendência Federal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), na capital acreana. O evento contou com a presença do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, parlamentares da bancada federal e representantes de instituições públicas.
Nesta primeira etapa, foram entregues 324 equipamentos, totalizando cerca de R$ 60 milhões em investimentos. (Foto: Val Fernandes/Secom)
A iniciativa destina R$ 206 milhões ao Acre para fortalecer a infraestrutura e impulsionar o desenvolvimento regional, sendo considerada a maior contribuição de uma bancada federal ao programa em todo o país. Nesta primeira etapa, foram entregues 324 equipamentos, totalizando cerca de R$ 60 milhões em investimentos.
Durante a cerimônia, o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, destacou a importância da união entre governo federal, Estado e prefeituras para ampliar os benefícios à população, especialmente nas áreas ligadas à produção agrícola e à manutenção das estradas vicinais.
“Quando governo federal, Estado e prefeituras trabalham juntos, quem ganha é a população, especialmente as comunidades que mais precisam”, afirmou o gestor municipal. (Foto: Val Fernandes/Secom)
“É uma importante iniciativa da bancada federal, que conhece o nosso estado, os 22 municípios e as necessidades que nós temos, principalmente para o desenvolvimento agrícola e para as nossas estradas vicinais. Essas máquinas vão ajudar muito os municípios. Quando governo federal, Estado e prefeituras trabalham juntos, quem ganha é a população, especialmente as comunidades que mais precisam”, afirmou.
O Programa Inova foi criado pelo governo federal com o objetivo de ampliar a capacidade operacional dos entes públicos por meio da entrega de máquinas, veículos e equipamentos, promovendo mais tecnologia, inovação e apoio à produção rural.
Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, o programa foi desenvolvido para levar inovação tecnológica ao campo e fortalecer o desenvolvimento regional em todo o país, especialmente em regiões que historicamente enfrentam desafios estruturais.
“Isso demonstra o compromisso de unir esforços para beneficiar a população, levando equipamentos, assistência técnica e oportunidades para quem vive e trabalha na zona rural”, destacou o ministro. (Foto: Val Fernandes/Secom)
“O Programa Inova foi construído para levar inovação tecnológica ao campo e fortalecer o desenvolvimento regional. A maior emenda destinada ao programa em todo o Brasil foi a da bancada federal do Acre, com R$ 206 milhões. Isso demonstra o compromisso de unir esforços para beneficiar a população, levando equipamentos, assistência técnica e oportunidades para quem vive e trabalha na zona rural”, destacou o ministro.
Os equipamentos entregues nesta etapa integram uma estratégia voltada ao fortalecimento da infraestrutura pública e ao apoio das atividades produtivas, contribuindo para ampliar a capacidade operacional dos órgãos contemplados.
Para garantir o bem-estar e o desenvolvimento de aproximadamente 21 mil crianças, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Educação, coordena diariamente uma complexa operação de abastecimento da merenda escolar nas zonas rural e urbana do município. Este esforço contínuo visa assegurar a regularidade alimentar nas instituições de ensino, sendo respaldado por equipes técnicas que elaboram os cardápios e preparam estoques para atenuar eventuais impactos de logística.
A logística de distribuição obedece a um planejamento estratégico e descentralizado. Na zona rural, a própria Secretaria viabiliza a entrega dos produtos perecíveis e não perecíveis diretamente nas unidades educacionais. Já na rede urbana, a gestão fornece os itens não perecíveis, como feijão, arroz e óleo, enquanto os produtos perecíveis chegam às escolas diretamente por meio das fornecedoras contratadas. Há ainda o fornecimento de pães, conforme o cardápio, garantido por panificadoras locais credenciadas via chamada pública.
A distribuição dos alimentos é organizada conforme a localização das escolas, com entregas feitas pela Secretaria na zona rural e pelas fornecedoras na área urbana. (Foto: Secom)
Todo o fluxo de abastecimento segue critérios estritamente técnicos. Conforme os dados da coordenadora da Divisão de Alimentação Escolar DAE, Sthefanne Henry Fidelis Pinto Carvalhar, a Pauta Alimentar é construída sempre no ano anterior à sua respectiva execução. O planejamento baseia-se no Censo Escolar, considerando o quantitativo de alunos matriculados e a cobertura dos 200 dias letivos previstos.
Segundo as diretrizes do setor a Pauta Alimentar é feita com base nos cardápios planejados por modalidade de ensino e aprovados pelo Conselho de Alimentação Escolar- CAE.
A área técnica de nutrição elabora os cardápios, e a coordenação da DAE executa as frentes administrativas, que englobam a logística de distribuição, o recebimento dos alimentos e a gestão de contratos.
Para assegurar a regularidade nas refeições, a Prefeitura atua de maneira preventiva diante de desafios estruturais inerentes ao poder público, como a oscilação de preços e os prazos legais necessários para processos licitatórios e trâmites de reequilíbrio financeiro.
O diretor de gestão da Secretaria Municipal de Educação, Adauto Góes, destacou que a rede se prepara para manter a sua autonomia e o atendimento aos estudantes. “Todas as escolas de Rio Branco possuem uma mini mercearia no seu interior, o que garante o suprimento constante de itens não perecíveis nas despensas das unidades”, disse.
“A alimentação escolar mantém sempre uma fonte de proteína, com substituições planejadas conforme o cardápio e as necessidades de cada faixa etária”, esclarece Adauto. (Foto: Mateus Machado/Secom)
Outro ponto fundamental para manter a pontualidade das refeições diárias são as adequações de cardápio diante de imprevistos na entrega de empresas parceiras. O diretor explicou que as eventuais substituições ocorrem de forma técnica e estruturada.
“A criança vai, come sardinha, come ovos, come frango. Mas nunca as escolas ficam sem uma proteína. É uma substituição estratégica”, esclareceu. Ele ainda reforçou também que, algumas variações nos pratos servidos refletem o planejamento nutricional previamente estabelecido, respeitando, por exemplo, a restrição ao consumo de peixe nas creches para evitar acidentes com espinhas.
O abastecimento da alimentação escolar é planejado com antecedência, com base no Censo Escolar, no número de alunos matriculados e nos 200 dias letivos. (Foto: Secom)
Fortalecendo as diretrizes de alimentação saudável, a gestão municipal celebrou recentemente a ampliação da parceria com a agricultura familiar. Com a conclusão do credenciamento, o município já está adquirindo alimentos cultivados diretamente por associações e produtores rurais locais. Itens frescos, a exemplo de banana, mamão, mandioca, abóbora e cheiro-verde, já estão compondo as refeições diárias nas escolas.
Destacando que a rede municipal de ensino alcançou a posição de segunda melhor capital do país no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o diretor de gestão reafirma o compromisso permanente e cuidadoso com os alunos enquanto estão sob a responsabilidade do município nas unidades escolares.
“A nossa secretaria trabalha, resumindo, diuturnamente, no afã de dar tudo que essas crianças precisam”, finalizou o diretor.
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