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Enfermagem é tema de nova edição do Momento Gestão no Huerb

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O auditório do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) sediou, nesta semana, mais uma edição do Momento Gestão. O projeto intersetorial visa dar visibilidade ao trabalho desenvolvido pelos setores, divisões e departamentos da unidade, permitindo a apresentação de fluxos de trabalho, demandas diárias, desafios superados e propostas de melhorias. Além de promover a integração entre as equipes, o projeto busca valorizar o desempenho do servidor público e fortalecer o compartilhamento de experiências e boas práticas dentro do maior hospital de urgência e emergência do Acre.

Desta vez, as atenções se voltaram para a Gerência de Enfermagem, um dos pilares da assistência prestada pela Huerb. O Pronto-Socorro conta atualmente com um corpo técnico de aproximadamente 1.700 servidores, que se movimentam diariamente em uma força-tarefa contínua para garantir atendimento ágil, seguro e humanizado a toda a população acreana.

Projeto intersetorial visa dar voz a setores, divisões e departamentos da unidade, permitindo a apresentação de fluxos de trabalho, demandas diárias, desafios superados e propostas de melhorias. Foto: Abigail Sunamita/Sesacre

Desempenho assistencial e produtividade em números

Durante a apresentação, foram expostos os dados operacionais da enfermagem no primeiro mapa estatístico do ano. Dividida estrategicamente entre a supervisão do Pronto-Socorro (unidades de urgência) e a supervisão das Clínicas Médicas e Cirúrgicas (andares de internação), a categoria gerencia centenas de leitos de alta complexidade.

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Somente no Centro Cirúrgico do hospital, o único da rede estadual a contar com mapa prévio e a especialidade de ortopedia em plantão permanente, foram 450 cirurgias realizadas apenas no mês de maio, consolidando uma média que supera os 400 procedimentos mensais ao longo de 2026.

A Central de Material e Esterilização (CME), classificada como Classe II por sua capacidade de processar materiais de alta complexidade e conformação delicada, como endoscópios e instrumentos utilizados em cirurgias robóticas, desempenha um papel fundamental na segurança assistencial do hospital. Diariamente, o setor processa e monta cerca de 15 mil unidades de gaze, 2 mil campos cirúrgicos e mil ataduras.

Com um rigoroso sistema de rastreabilidade, cujos registros são mantidos por cinco anos, a CME realiza, em média, dez ciclos diários de esterilização em autoclaves de alta tecnologia. Somente no mês de maio, o setor alcançou a marca de 453.996 itens processados, garantindo a segurança microbiológica dos materiais e contribuindo para a prevenção de infecções hospitalares em toda a unidade.

“Antes de alguém pensar que a CME só ‘lava louça’, é preciso se perguntar como aquela pinça cirúrgica chegou esterilizada e na hora exata na mão do cirurgião. Trata-se de uma ciência exata e silenciosa que salva vidas”, ressaltou a enfermeira Maria Cristina Barbosa.

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Gestão participativa e valorização real

O gerente-geral do Huerb, Durival Brito, destacou o impacto positivo que a iniciativa tem gerado no cotidiano da unidade de saúde, reforçando que a transparência e a inclusão são as chaves para uma administração eficiente.

“É um modelo de gestão participativa, em que todos são convidados a construir a administração dentro de suas áreas afins. A gente tem percebido uma integração fantástica e a importância que os servidores estão recebendo por meio dessa valorização. O retorno está sendo muito gratificante: o hospital despertou e hoje tem mais vida”.

Brito também pontuou que essa engrenagem alinhada reflete diretamente as prioridades da gestão estadual. “Este é um compromisso do governo do Acre na pessoa da governadora Mailza Assis, que sempre reforça o compromisso com a saúde do Acre, com a Sesacre e, principalmente, com os nossos servidores que estão na linha de frente”.

Fonte: Governo AC

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Mulheres transformam talento em renda em feira empreendedora no Tucumã

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A força do empreendedorismo feminino esteve em evidência na noite desta quarta-feira, 17, durante a “Feira empreendedora Mulheres Mil: elas produzem negócios, criatividade e renda”, realizada na Escola Raimundo Gomes, localizada no bairro Tucumã, em Rio Branco. O evento reuniu grande variedade de produtos e serviços, incluindo artesanato indígena, peças em crochê, artigos de ateliê, gastronomia, produtos decorativos, bazar solidário e atendimentos de consultas oftalmológicas.

Evento reuniu empreendedorismo, criatividade e geração de oportunidades para mulheres no bairro Tucumã. Fernando Santtos/SEASDH

A iniciativa é resultado do Programa Mulheres Mil, executado pelo Instituto Federal do Acre (Ifac), e conta com o apoio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), reforçando o compromisso do governo do Acre com autonomia econômica, inclusão produtiva e fortalecimento de mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Servidores da SEASDH ressaltaram compromisso da governadora Mailza Assis com o fortalecimento da qualificação e do empreendedorismo feminino. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

Durante o evento, o público pôde conhecer e adquirir produtos permeados de histórias de superação, dedicação e busca por novas oportunidades. Mais do que uma exposição destinada a fomentar a economia local, a feira fortalece redes de apoio entre as participantes, estimulando a troca de experiências e o aprendizado coletivo entre mulheres que encontraram no empreendedorismo uma possibilidade de ampliar a renda familiar, conquistar independência financeira e transformar suas realidades.

Da sala de aula para os negócios e sociedades

Entre as participantes da feira, a história de empreendedorismo ganhou forma na parceria entre Janaína Alencar e Francilene Gomes. As duas se conheceram durante o Curso de Microempreendedora Individual oferecido pelo Mulheres Mil e descobriram que compartilhavam o mesmo sonho: conquistar autonomia financeira por meio do próprio negócio. Da amizade nasceu um empreendimento simples e cheio de significado: um carrinho de pipocas.

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Janaína e Francilene se conheceram no curso e se uniram no empreendedorismo. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

Na feira, a dupla apresentou o resultado do aprendizado adquirido ao longo da formação. Janaína ficou responsável pelas pipocas salgadas, enquanto Francilene preparou as versões doces.

“Trouxemos pipoca para vender. Eu fiz a salgada e ela a doce. Deu muito certo, estamos vendendo bastante. Aprendemos a transformar ideias em lucratividade e estamos colocando tudo em prática”, contou Janaína, orgulhosa do primeiro passo dado pelas duas empreendedoras.

Formação profissional no Curso de Microempreendedora Individual (MEI) qualificou mulheres para o mercado de trabalho. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

Moradora do bairro Calafate, Jenifer Gomes encontrou no artesanato uma forma de complementar a renda e expressar sua criatividade. Especializada na produção de laços e peças confeccionadas com fitas, a artesã destacou que o Mulheres Mil foi fundamental para fortalecer sua confiança e ampliar sua visão sobre o empreendedorismo.

Jenifer Gomes é especializada na produção de laços e peças confeccionadas com fitas. Fernando Santtos/SEASDH

“O curso nos incentiva a acreditar no nosso potencial. Aprendemos que podemos transformar aquilo que sabemos fazer em uma fonte de renda. Hoje me sinto mais preparada para empreender e crescer com o meu trabalho”, afirmou.

A diversidade cultural também esteve presente na feira, por meio do talento de Maria Liberdade Pereira e Rosa Oliveira, da etnia indígena Kaxinawá, do município de Santa Rosa do Purus, que trouxeram, para exposição e comercialização, peças produzidas por suas próprias mãos, como colares, anéis, pulseiras e tiaras adornadas com penas.

Maria Liberdade Pereira e Rosa Oliveira, do Povo Kaxinawá, representaram a produção cultural indígena. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

Para as artesãs, a participação no evento representa uma oportunidade de obter renda e compartilhar a riqueza cultural dos povos indígenas acreanos.

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A coordenadora-geral do Programa Mulheres Mil, Tânia Façanha, ressaltou: “A feira  simboliza a superação de desafios, o fortalecimento da autoestima e a abertura de novas oportunidades para essas mulheres. Isso mostra que o Mulheres Mil vai além da qualificação profissional, gerando oportunidades e contribuindo para a transformação de suas realidades”.

Feira transformou o espaço em uma vitrine do talento, da criatividade e da força empreendedora das mulheres participantes.Foto: Fernando Santtos/SEASDH

“Vimos aqui na prática que os cursos são formas mais eficazes de garantir às mulheres autonomia, dignidade e inclusão social. Por meio dessa qualificação profissional, elas conquistam novas oportunidades de emprego e renda”, afirmou a representante da SEASDH, Lidiane Alves.

Passarela se tornou um símbolo das conquistas alcançadas ao longo do curso, revelando mulheres que hoje caminham com mais confiança, autonomia e perspectivas para o futuro. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

Como a SEASDH atua

Responsável por acolher as inscrições, a secretaria escolhe os cursos com o Ifac, verifica os bairros com maior índice de vulnerabilidade, para fazer a seleção das alunas, e realiza apoio logístico, tanto na capital quanto no interior, por meio de um termo de cooperação técnica do instituto com o Gabinete da Governadora Mailza Assis.

“Gran finale”

Encerrando a noite em clima de celebração e emoção, as alunas protagonizaram um desfile especial, inspirado em temas ligados ao empreendedorismo, à autoestima e ao crescimento pessoal e profissional. Cada participante exibiu sua própria trajetória de superação, coragem e transformação.

Sob aplausos do público, o desfile marcou não apenas a finalização da feira, mas a reafirmação de que investir nas mulheres é abrir caminhos para a geração de renda, a inclusão social e a construção de novas histórias de sucesso.

Fonte: Governo AC

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