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Preço do milho recua no Brasil com avanço da segunda safra e pressão externa em Chicago

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O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com leve recuo nos preços, refletindo o avanço da colheita da segunda safra e o aumento gradual da oferta interna. Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o movimento ainda é incipiente, mas já influencia as negociações e reduz o apetite de compra por parte dos consumidores.

Apesar da pressão baixista, fatores como o clima mais frio no Sul e Centro-Oeste e a volatilidade do câmbio ajudaram a conter quedas mais acentuadas nas cotações ao longo do período.

Colheita da safrinha aumenta oferta e pressiona mercado interno

Com o avanço da colheita da segunda safra, produtores têm intensificado a fixação de vendas no mercado físico. No entanto, muitos agentes seguem firmes nas pedidas de preço, sustentando parte das cotações mesmo diante do aumento da disponibilidade do cereal.

O dólar mais valorizado frente ao real também atuou como fator de suporte, reduzindo o impacto baixista da maior oferta interna.

Chicago pressiona milho com boas condições das lavouras nos EUA

No mercado internacional, a Bolsa de Chicago (CBOT) registrou pressão nas cotações do milho, influenciada pela boa evolução das lavouras norte-americanas.

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Agora, o foco dos investidores se volta para o relatório de área plantada nos Estados Unidos, que será divulgado no próximo dia 30. O documento pode aumentar a volatilidade no curto prazo, dependendo das revisões de oferta e produtividade.

Preço do milho no Brasil: saca recua para R$ 59,91 na média nacional

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 59,91 no dia 25 de junho, recuo de 0,59% em relação à semana anterior, quando estava em R$ 60,08.

Cotações regionais do milho
  • Cascavel (PR): R$ 58,00 (estável)
  • Campinas CIF (SP): R$ 64,50 (queda de 0,77%)
  • Mogiana (SP): R$ 60,00 (estável)
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 (estável)
  • Erechim (RS): R$ 68,00 (estável)
  • Uberlândia (MG): R$ 59,00 (queda de 1,67%)
  • Rio Verde (GO): R$ 56,00 (estável)

O comportamento regional mostra um mercado ainda dividido entre pressão de oferta e suporte logístico em algumas praças, com variações pontuais conforme o ritmo da colheita.

Exportações de milho crescem em volume e faturamento em junho

As exportações brasileiras de milho registraram desempenho positivo em junho até o momento (14 dias úteis), segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

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Desempenho das exportações
  • Receita total: US$ 81,47 milhões
  • Média diária: US$ 5,81 milhões
  • Volume exportado: 341,8 mil toneladas
  • Média diária: 24,4 mil toneladas
  • Preço médio: US$ 238,3 por tonelada

Em comparação com junho de 2025, houve:

  • Alta de 24,8% na receita média diária
  • Crescimento de 32,1% no volume exportado
  • Queda de 5,5% no preço médio

O avanço do volume exportado indica maior competitividade do milho brasileiro no mercado externo, mesmo com recuo nos preços médios de comercialização.

Perspectivas para o milho

O mercado segue atento a três fatores principais nas próximas semanas:

  • Ritmo de colheita da segunda safra no Brasil
  • Relatório de área plantada nos EUA
  • Oscilação do câmbio e demanda externa

A combinação desses elementos deve definir a tendência de curto prazo para as cotações do cereal no mercado físico e na Bolsa de Chicago.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rota pelo Pacífico pode reduzir custo e ampliar exportações do agro

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O governo federal deu mais um passo para tirar do papel uma antiga demanda do agronegócio: criar uma rota de exportação pelo Oceano Pacífico para reduzir a dependência dos portos brasileiros. O Ministério da Agricultura instituiu nesta semana o Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico, iniciativa que pretende estruturar um corredor internacional de transporte ligando Mato Grosso aos portos do Chile e do Peru.

Na prática, o programa não constrói estradas nem define um cronograma de obras, mas cria um comitê gestor responsável por coordenar ações entre os governos brasileiro e boliviano, facilitar acordos sanitários e aduaneiros e atrair investimentos para tornar o corredor operacional.

A proposta interessa principalmente a Mato Grosso, maior produtor de grãos do país. Hoje, boa parte da soja, do milho, do algodão e da carne produzidos no Estado percorre entre 2 mil e 2,3 mil quilômetros até portos como Santos (SP), Paranaguá (PR), Itaqui (MA), Miritituba (PA) e Barcarena (PA). Além da longa distância, o elevado fluxo de cargas pressiona o custo do frete durante a safra.

Pela nova alternativa, a produção seguiria da região oeste de Mato Grosso até Vila Bela da Santíssima Trindade, na fronteira com a Bolívia. A partir dali, cruzaria cidades bolivianas como San Ignacio de Velasco e Santa Cruz de la Sierra, seguindo pela malha rodoviária do país até alcançar portos no Oceano Pacífico, como Arica, Iquique e Antofagasta, no Chile, ou Ilo, no Peru.

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À primeira vista, o trajeto terrestre não representa uma redução expressiva da distância em relação aos portos brasileiros. O principal ganho está no transporte marítimo. Para cargas destinadas à China, ao Japão, à Coreia do Sul e a outros mercados asiáticos, a saída pelo Pacífico reduz o tempo de navegação em comparação com as rotas que partem do Atlântico, além de diminuir a dependência dos corredores logísticos hoje concentrados no Sul, Sudeste e Arco Norte.

A proposta também amplia as alternativas para o escoamento da safra em períodos de maior demanda. Mato Grosso deverá colher mais de 100 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), volume que exige investimentos permanentes em infraestrutura de transporte.

Outro ponto considerado estratégico é o abastecimento de insumos agrícolas. A integração com a Bolívia pode facilitar a chegada de fertilizantes e outros produtos utilizados na produção rural, diversificando as rotas de abastecimento e reduzindo a dependência de corredores já sobrecarregados.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, classificou a iniciativa como um avanço para o setor. Segundo ele, o Estado sempre enfrentou o desafio da distância entre as áreas produtoras e os portos de exportação, o que reduz a competitividade do agronegócio mato-grossense.

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Apesar do potencial, o corredor ainda depende de uma série de investimentos. Mato Grosso já executa obras de pavimentação em direção à fronteira, mas será necessário melhorar a infraestrutura rodoviária em território boliviano, além de harmonizar procedimentos alfandegários, sanitários e de fiscalização entre os dois países.

Para especialistas em logística, a rota bioceânica não substituirá os portos brasileiros, mas funcionará como uma alternativa estratégica. Quanto maior o número de corredores disponíveis para o escoamento da produção, menor tende a ser a pressão sobre o frete, aumentando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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