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Com famílias reunidas, Arraial Cultural movimenta Rio Branco com quadrilhas, bingo e comidas típicas
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O Arraial Cultural, promovido pelo Governo do Acre por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), segue atraindo grande público em Rio Branco. Na noite desta sexta-feira, 26, o evento chega à sua quarta jornada com uma programação repleta de tradição e entretenimento.
Hannah, de 5 anos, estava com o pai e aproveitou o arraial. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomNo tablado do Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas, cinco grupos se apresentam, trazendo coreografias, figurinos e muita animação para o público. Além das quadrilhas, os visitantes podem aproveitar o tradicional bingo, saborear comidas típicas e conhecer as barracas da economia solidária, que oferecem produtos locais e artesanato.
A iniciativa busca valorizar a cultura popular e fortalecer a identidade junina no Acre, reunindo famílias e amigos em noites de celebração.
A relevância das festas juninas para os moradores da capital acreana foi evidenciada pela pesquisa Cultura nas Capitais, divulgada no ano passado. De acordo com o levantamento, 28% dos entrevistados consideram a festa junina o evento cultural mais importante da cidade. Em segundo lugar aparece a feira agropecuária Expoacre, mencionada por 16% dos participantes.
Os dados reforçam a força das tradições populares e o papel das celebrações juninas como destaque no calendário cultural de Rio Branco.
O vendedor de carros Linneky Reis esteve presente no Arraial Cultural acompanhado da família. “Vim com minha prima e minha avó para aproveitar o evento juntos”, contou.
Vendedor de carros levou a família para aproveitar quarta noite de Arraial Cultural. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomEle destacou que costuma prestigiar iniciativas culturais como essa porque representam uma oportunidade de lazer na cidade. Segundo Reis, é uma forma de “sair um pouco da rotina, já que geralmente não há muitas opções de entretenimento na região”.
Sobre a estrutura do evento, avaliou positivamente. “Está tudo bem organizado, limpo e com uma boa variedade de comidas típicas. Está muito bonito”.
Ele afirmou ainda que pretende assistir às apresentações das quadrilhas juninas, embora não tenha uma torcida específica. “Todas são bonitas e animadas, então ficamos para ver todas”, disse.
Sabores e espetáculo
A boliviana Carla Ortiz Morales participou pela primeira vez do Arraial Cultural em Rio Branco, acompanhada do marido e dos filhos. Ela contou que ficou encantada com a festa.
“Gostei muito, é tudo muito bonito. É a primeira vez que venho e achei a estrutura bem organizada, com muitas opções de comidas típicas”.
Carla Ortiz, da Bolívia, conheceu o Arraial Cultural e avaliou culinária como familiar. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomCarla destacou que algumas das comidas lembraram sabores de sua terra natal. Segundo ela, essa semelhança tornou a experiência ainda mais especial.
“Na Bolívia também temos pratos parecidos, então foi uma sensação de familiaridade”, disse.
Embora ainda não tivesse assistido às apresentações das quadrilhas, afirmou que pretende acompanhar mais tarde. Para ela, o evento é uma oportunidade de lazer e integração cultural.
“É uma festa muito bonita e divertida. Gostei bastante e, com certeza, chamaria outras pessoas para vir também”, afirmou.
Famílias aproveitam para jogar bingo e se reunir em evento. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomJosileia Sales e Ana Cláudia Sales participaram pela primeira vez do Arraial Cultural em Rio Branco e destacaram a importância da festa para a valorização da cultura popular. “É a primeira vez que viemos e achamos tudo muito bonito. O evento é bem organizado e oferece muitas opções de lazer”, afirmou Josileia.
Ana Cláudia ressaltou que o que mais chamou sua atenção foram as comidas típicas e o bingo. “Gosto bastante da culinária e do bingo, são atividades que animam muito a festa”, disse.
Para ambas, o Arraial Cultural é uma celebração que traduz a identidade brasileira. “É cultural, é Brasil. É uma festa que a gente espera nesse período do ano”, declarou Ana Cláudia.
As duas também comentaram que pretendem assistir às quadrilhas juninas, além de continuar explorando as barracas e atividades. “Já andamos bastante e vimos muita coisa boa. Agora queremos acompanhar as quadrilhas também”, completaram.
Valorizar tradição
Romário Souza participou do Arraial Cultural acompanhado da filha, Hannah Liz, e destacou a importância da festa para reunir famílias e valorizar a tradição.
Romário ao lado da filha foi curtir a festa. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom“Já faz tempo que não vinha, mas agora aproveitei para trazer minha filha e estar junto da família. É um momento especial”, contou.
Ele ressaltou que a culinária é um dos pontos altos do evento. “O que mais chama a atenção são as comidas típicas, como o churrasco e outras opções que agradam bastante”, afirmou.
Para Romário, o Arraial Cultural é uma celebração da identidade popular. Segundo ele, a festa cria um ambiente acolhedor e alegre, que merece ser prestigiado.
“É um evento cultural que fortalece nossas tradições e aproxima as pessoas”, disse.
Soraia Araújo participou do Arraial Cultural em Rio Branco acompanhada da família, e até da cachorrinha Mel. Ela contou que aprecia muito esse tipo de evento e que já havia participado em edições anteriores.
Soraia aproveitou para levar até sua cachorrinha e disse ser apaixonada por arraial. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom“Gosto muito de arraial. É a primeira vez que venho nesta semana, mas já estive aqui no ano passado. Sou fã das atrações, do som, do bingo, das barracas e da comida típica. É um passeio em família que sempre vale a pena”, afirmou.
A visitante destacou que também acompanha as quadrilhas juninas e pretendia assistir às apresentações naquela noite. “Já vi algumas quadrilhas e quero voltar para acompanhar mais de perto”, disse.
Para Soraia, o Arraial Cultural é uma festa que acolhe todos, inclusive os animais de estimação. “Trouxe a Mel, nossa cachorrinha, e ela também está aproveitando. É uma festa boa até para os pets”, declarou.
espectadora Thawanny Naiele destacou a beleza e o valor cultural das apresentações juninas. Foto: Tácita Muniz/SecomA espectadora Thawanny Naiele destacou a beleza e o valor cultural das apresentações juninas. “Gostei muito, achei interessante e bacana assistir às quadrilhas. É um espetáculo que chama atenção e envolve o público”, afirmou.
Ela ressaltou ainda a expectativa para as próximas noites do festival. “É um teatro muito bonito, com várias quadrilhas e diferentes estilos. Tenho certeza de que será uma experiência muito boa acompanhar todas as apresentações”, disse.
Encontro e celebração
O presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Matheus Gomes, avaliou de forma positiva o balanço do Arraial Cultural em Rio Branco, que já chegou à sua quarta noite de programação.
“Estamos extremamente satisfeitos com tudo o que temos visto. As famílias estão reunidas, as crianças, os jovens e os idosos participam, e nossos permissionários estão vendendo bem. É um momento de encontro e celebração”, afirmou.
Atrações do evento atraem famílias de todos os cantos de Rio Branco e até do interior. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomSegundo Gomes, o evento já se consolidou como parte do calendário cultural do Acre e atrai visitantes de outros estados.
“Recebemos notícias de pessoas vindas de Rondônia e do Amazonas. Este arraial já é referência e está ainda melhor que no ano passado. Com certeza, será maior nos próximos anos”, destacou.
Música, comida típica e muita gente reunida marcaram a quarta noite de arraial. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomEle ressaltou também o impacto econômico e cultural da festa. “A época junina é aguardada por todos, especialmente pelos fazedores de cultura, que ampliam suas agendas e trabalhos. Como governo e como fundação, temos o compromisso de fomentar e impulsionar a cultura nos 22 municípios do estado”, disse.
Matheus Gomes lembrou que, além do Arraial Cultural em Rio Branco, outros festivais ocorrem em diferentes regiões do Acre. “Temos eventos no Juruá e em outras localidades, que fortalecem a identidade cultural do estado e movimentam a economia local”, completou.
Fonte: Governo AC
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Quadrilhas juninas dão vida ao tablado, criando um espetáculo que mistura cores, histórias e tradição
“Fatia da Alegria: Onde o Doce Encanta e a Tradição Floresce”, “A Voz da Nossa Terra”, “Cangaia”, “Milhópolis – O Reino do Milho Dourado” e “Adjunto” foram os temas apresentados pelas quadrilhas que subiram ao tablado na noite desta sexta-feira, 26, durante o Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas. O evento ocorre na Gameleira, em Rio Branco, como parte do Arraial Cultural promovido pela Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM).
Junina Forrozeira fez homenagem a produtores de melancia, um dos produtos referência de Porto Acre. Foto: Diego Gurgel/SecomA primeira a se apresentar foi a Junina Forrozeira, de Porto Acre, que levou a história dos agricultores ribeirinhos ao tablado com o tema “Fatia da Alegria”. Com apenas quatro anos de existência, o grupo chega ao Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas com um espetáculo que mistura poesia, identidade e memória. A apresentação é uma homenagem aos agricultores ribeirinhos que cultivam melancia às margens do Rio Acre.
A coordenadora-geral e noiva da quadrilha, Josy Orakis, explica que a escolha do tema nasceu do desejo de valorizar quem vive do plantio e mantém viva uma tradição que molda a identidade do município.
“Queremos mostrar que, por trás de cada melancia colhida, existem histórias de luta, esperança e amor pela cultura”, afirma. Segundo ela, o espetáculo busca transformar em dança e narrativa o cotidiano das famílias que tiram da terra e da areia o sustento de gerações.
O público pôde consumir um show marcado por cores vibrantes, música e cenários que retrataram o rio, o plantio e a vida no campo. “Levamos para a arena uma história inspirada na realidade do nosso povo. É uma apresentação preparada com muito carinho, buscando emocionar e representar Porto Acre da melhor forma possível”, destaca Josy.
De Porto Acre, quadrilha tem pouco mais de quatro anos e faz uma referência à agricultura familiar. Foto: Diego Gurgel/SecomA quadrilha tem cerca de 60 integrantes ao tablado, entre brincantes, equipe de apoio, produção e coordenação. O número expressivo reforça o caráter coletivo do trabalho, que envolve meses de preparação.
Fundada em 2022, a Junina Forrozeira nasceu com o propósito de fortalecer a cultura junina no município e transformar elementos da identidade acreana em espetáculos que unem arte e tradição. A cada ano, o grupo busca novas formas de contar histórias do povo acreano.
“Queremos transmitir uma mensagem de valorização da agricultura familiar, do homem e da mulher do campo. A verdadeira riqueza está nas pessoas que mantêm vivas nossas raízes”, afirma a coordenadora.
Junina Manguaça resgata a história de Sena Madureira. Foto: Diego Gurgel/Secom‘A Voz da Nossa Terra’
Com 26 anos dedicados à preservação da cultura popular, a Quadrilha Junina Manguaça, de Sena Madureira, sobe ao tablado do Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas com um espetáculo que revisita a própria origem do município. O grupo apresenta neste ano o tema “A Voz da Nossa Terra”, que resgata a história local desde os tempos do Seringal Santa Fé até a fundação da cidade.
O coordenador-geral e presidente do grupo, Otalício Almeida, explica que a escolha do tema nasceu do desejo de homenagear os pioneiros e reforçar o sentimento de pertencimento.
“Queremos valorizar nossas raízes e destacar aqueles que ajudaram a construir Sena Madureira. É uma forma de fortalecer a identidade cultural do nosso povo”, afirma.
A apresentação emocionou o público com um espetáculo repleto de cores, música e personagens marcantes. Segundo Almeida, o grupo os cenários foram inspirados na época dos seringais, figurinos temáticos e coreografias que narram a trajetória do município.
“O público viu muita história no palco. É uma celebração da cultura acreana e da tradição junina”, destaca.
Cerca de 60 integrantes participam da apresentação, entre dançarinos, equipe de apoio, produção e coordenação. O número expressivo reflete o envolvimento comunitário que marca a trajetória da Manguaça, reconhecida como uma das quadrilhas mais tradicionais do Acre.
O grupo apresenta neste ano o tema “A Voz da Nossa Terra”, que resgata a história local desde os tempos do Seringal Santa Fé até a fundação da cidade. Foto: Diego Gurgel/SecomFundada há mais de duas décadas, a Junina Manguaça se consolidou como um símbolo de resistência cultural. Ao longo dos anos, o grupo transformou elementos da vida amazônica em dança, música e narrativa. Neste ciclo junino, a proposta é reforçar o orgulho de ser senamadureirense.
“Queremos destacar a força, a coragem e a determinação das pessoas que fizeram parte da construção da nossa história”, afirma o coordenador.
Para Almeida, o Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas tem papel fundamental na preservação da cultura popular. Ele ressalta que eventos como esse movimentam a economia local, fortalecem a identidade dos municípios e dão visibilidade aos artistas do interior.
“É um momento de integração e valorização dos grupos culturais do nosso estado”, conclui.
Público acompanhou atento cada quadrilha. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomOs pesos da vida e a força de seguir dançando
A Quadrilha Explosão Junina, de Plácido de Castro, chega ao Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas com um espetáculo que mistura metáfora, emoção e superação. O grupo apresenta o tema “Cangaia”, inspirado no jumento — animal historicamente essencial para o desenvolvimento do país, mas pouco valorizado — para falar sobre os pesos que cada pessoa carrega ao longo da vida.
A noiva, coreógrafa e presidente do grupo, Ingreddy Asfuri, explica que a escolha do tema nasceu de uma reflexão sobre resistência e também de uma homenagem interna.
“Todos nós carregamos nossos pesos, mas não podemos deixar que isso nos limite. A cangaia simboliza isso. E também quisemos homenagear nosso noivo, que é cego e nunca deixou de dançar o São João”, afirma.
Segundo Ingreddy, o público pode esperar uma apresentação marcada pela emoção e pelo humor. “É uma comédia romântica daquelas que o povo gosta, cheia de sentimento e leveza”, destaca.
A Quadrilha Explosão Junina, de Plácido de Castro, chega ao Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas com um espetáculo que mistura metáfora, emoção e superação. Foto: Diego Gurgel/SecomA quadrilha mobiliza cerca de 80 integrantes, entre brincantes, atores e equipe de produção e a dimensão do grupo reflete o compromisso coletivo que sustenta a Explosão Junina, reconhecida pela energia e pela criatividade de seus espetáculos.
A história da quadrilha é marcada por superação e resiliência, elementos que também estarão presentes no tablado. “Queremos inspirar quem nos assistir. Nossa trajetória mostra que, mesmo com dificuldades, é possível construir algo bonito e significativo”, diz a presidente.
Ingreddy também ressalta a importância do Arraial Cultural para o Acre. Para ela, o evento é mais do que uma competição: é um espaço de celebração da identidade popular.
“Os grupos passam de seis a oito meses se preparando. O Arraial movimenta a economia local, gera oportunidades para artistas e trabalhadores da cultura e revela talentos que dedicam meses para encantar o público. É um encontro de histórias, cores, ritmos e emoções que mantém viva a tradição junina no estado”, afirma.
A quadrilha mobiliza cerca de 80 integrantes, entre brincantes, atores e equipe de produção. Foto: Diego Gurgel/SecomFantasia e tradição
A Quadrilha Junina Tradição, de Epitaciolândia, encantou o público no Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas com um espetáculo que mistura fantasia, teatro, dança e elementos clássicos da cultura popular. O grupo apresenta neste ano o tema “Milhópolis – O Reino do Milho Dourado”, uma narrativa original que transforma o milho, símbolo maior das festas juninas, no coração de um reino encantado.
O presidente e diretor artístico da quadrilha, Ricardo Maffi, explica que a escolha do tema nasceu do desejo de unir tradição e imaginação em uma história que dialoga com todas as idades.
“O milho representa vida, prosperidade, união e esperança. Criamos um reino onde ele é o elemento central, para transmitir uma mensagem de inclusão, respeito às diferenças e valorização da cultura popular”, afirma.
A Quadrilha Junina Tradição, de Epitaciolândia, encantou o público no Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas com um espetáculo que mistura fantasia, teatro, dança e elementos clássicos da cultura popular. Foto: Diego Gurgel/SecomA apresentação levou ao tablado uma mistura de aventura, humor, romance e efeitos visuais. Segundo Ricardo, o público tem acesso a uma narrativa envolvente sobre a luta para recuperar as lendárias sementes do Milho Dourado, responsáveis pela prosperidade de Milhópolis.
“Temos figurinos inspirados nos milharais e na realeza, coreografias marcantes e uma grande celebração final. É um espetáculo pensado para encantar crianças e adultos”, destaca.
A quadrilha conta com cerca de 60 participantes, entre dançarinos, atores, equipe de apoio e produção. O trabalho, que envolve meses de preparação, é motivo de orgulho para o município. “É um esforço coletivo para representar Epitaciolândia e a cultura acreana com a qualidade que o público merece”, diz o diretor artístico.
A quadrilha conta com cerca de 60 participantes, entre dançarinos, atores, equipe de apoio e produção. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomA história criada pela Junina Tradição acompanha o jovem Zezé, que parte em uma jornada para recuperar as sementes mágicas roubadas pelo Barão e pela Baronesa do Asfalto. A aventura, segundo Maffi, carrega valores que vão além da fantasia. “Queremos falar de união, coragem, amor, respeito às diferenças e da importância do perdão. São mensagens que dialogam com o público e reforçam o espírito das festas juninas”, explica.
Para o presidente da quadrilha, o Festival Estadual de Quadrilhas Juninas tem papel essencial na preservação da cultura popular acreana. “O evento fortalece a identidade dos municípios, movimenta a economia criativa e incentiva o trabalho de artistas e produtores culturais. É uma vitrine da riqueza cultural do nosso estado”, afirma.
Malucos na Roça resgatam tradições do arraial. Foto: Diego Gurgel/SecomVoltando às raízes
O coordenador da quadrilha junina Malucos na Roça, Anderson Schneider, destacou o resgate das tradições neste ano com o tema “Adjunto”. A apresentação do grupo contou com uma intérprete de Libras.
“Depois de muitos anos, voltamos ao estilo tradicional das quadrilhas do Acre. Trouxemos de volta elementos como o bailado, a palma, os vestidos de chita e xadrez, além da palha e das bandinhas, que representam o verdadeiro espírito do São João. É um retorno às nossas raízes”, afirmou.
Segundo Schneider, o grupo conta com cerca de 150 pessoas diretamente envolvidas na apresentação e mais de 200 colaboradores indiretos. “Somos uma das maiores quadrilhas do estado, e isso nos enche de orgulho”, disse.
Ele ressaltou ainda a expectativa para o concurso: “Esperamos muita entrega dos integrantes e também do público. Nosso trabalho é feito para emocionar e mostrar que também somos quadrilha, que sabemos dançar e celebrar. Para nós, isso é muito gratificante”.
Com 26 anos de história, a Malucos na Roça reúne forte apoio da comunidade e até de brincantes de outras regiões. “É emocionante ver tanta gente envolvida e torcendo por nós. Estar na arena depois de tantos anos de luta é uma conquista que nos deixa muito felizes”, concluiu Schneider.
Ao todo, quarta noite contou com apresentação de cinco quadrilhas. Foto: Diego Gurgel/SecomReconhecimento e apoio às quadrilhas
O presidente da Liga das Quadrilhas, Aurimar Aragão, destacou a força das apresentações realizadas durante o festival, que nesta quarta noite reuniu cinco grupos.
“A expectativa do público é muito grande. As quadrilhas se preparam durante meses de ensaio e pesquisa, muitas vezes ao longo de um ano inteiro, para colocar seu trabalho na rua. O festival é a consagração desse esforço coletivo”, afirmou.
Arraial Cultural fortalece artistas e identidade do estado. Foto: Diego Gurgel/SecomAragão explicou que as quadrilhas filiadas participaram de chamamento público e receberam apoio financeiro por meio de emenda federal.
“Cada grupo recebeu cerca de R$ 25 mil, recurso destinado à confecção de figurinos, adereços e produção dos temas. Sabemos que não cobre todos os custos, mas ajuda bastante e, ao mesmo tempo, movimenta a economia local, beneficiando costureiras, artesãos e coreógrafos da comunidade”, disse.
Ele ressaltou ainda o incentivo garantido pelo governo estadual para a quadrilha campeã. “A vencedora terá direito ao transporte para o concurso nacional, além de R$ 20 mil para alimentação e mais R$ 6 mil de participação, somados à premiação. Esse suporte é fundamental para que o grupo que represente o Acre não enfrente dificuldades”, destacou.
Aragão concluiu agradecendo ao governo do estado pelo apoio: “Essa preocupação em garantir condições para nossas quadrilhas mostra o reconhecimento da importância cultural do movimento junino”.
Premiação



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