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Venda de máquinas despenca 20,4% em maio e Abimaq amplia previsão de queda para o setor em 2026

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A indústria brasileira de máquinas e equipamentos voltou a registrar desempenho negativo em maio e reforçou o cenário de desaceleração para 2026. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram que a receita líquida de vendas recuou 20,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando R$ 22,5 bilhões.

Diante da piora dos indicadores, a entidade revisou para baixo suas projeções para o setor. A expectativa agora é de uma retração de 3,2% na receita líquida de vendas de máquinas e equipamentos em 2026, índice superior à queda de 2,3% prevista anteriormente.

Mercado interno concentra as maiores perdas

O desempenho mais fraco foi observado no mercado doméstico. A receita líquida com vendas internas caiu 23,2% na comparação anual, encerrando maio em R$ 17,3 bilhões.

Outro indicador que reforça o enfraquecimento da demanda é o consumo aparente de máquinas e equipamentos, que somou R$ 31,1 bilhões, representando uma retração de 19,5% frente ao mesmo período de 2025.

Além da queda nas vendas, a indústria também registrou redução na utilização da capacidade instalada, que passou de 79,1% para 78,3%, enquanto a carteira de pedidos diminuiu 10,6% em relação ao ano anterior, ficando em apenas 8,2 semanas de produção contratada.

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Exportações crescem, mas não compensam fraqueza interna

As exportações apresentaram desempenho positivo em maio. As vendas externas alcançaram US$ 1,04 bilhão, alta de 5,5% sobre igual período do ano passado.

Segundo a Abimaq, esse avanço está relacionado, principalmente, à base de comparação mais fraca registrada no primeiro trimestre de 2025, quando a atividade industrial dos Estados Unidos — principal destino das máquinas brasileiras — enfrentou desaceleração significativa.

Já as importações permaneceram praticamente estáveis, somando US$ 2,65 bilhões em maio, com leve queda de 0,6% na comparação anual.

Plano Safra é considerado neutro pelo setor

A divulgação do Plano Safra 2026/2027 não alterou significativamente as perspectivas da indústria de máquinas agrícolas.

Na avaliação de Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas Agrícolas da Abimaq, o programa manteve as diretrizes já adotadas nos últimos anos e não trouxe mudanças capazes de impulsionar o mercado.

Segundo o dirigente, o plano “não apresentou grandes novidades, mas também não frustrou as expectativas”, mantendo a estrutura de financiamento já conhecida pelos produtores rurais.

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O governo federal anunciou R$ 525,1 bilhões para financiar médios e grandes produtores na safra 2026/2027, valor 1,7% superior ao disponibilizado no ciclo anterior.

Máquinas agrícolas devem registrar forte retração em 2026

Mesmo com a manutenção dos recursos do Plano Safra, a expectativa da Abimaq para o segmento de máquinas agrícolas permanece negativa.

A entidade projeta uma redução entre 15% e 20% nas vendas do setor ao longo de 2026, reflexo da combinação entre juros elevados, maior seletividade na concessão de crédito, aumento do endividamento dos produtores e menor ritmo dos investimentos no campo.

O cenário indica que fabricantes de tratores, colheitadeiras, pulverizadores e demais equipamentos agrícolas deverão enfrentar mais um ano desafiador, com demanda enfraquecida e menor volume de negócios no mercado brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bonsmara ganha espaço na pecuária tropical e Fazenda Santa Silvéria lidera expansão da genética no Brasil

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A busca por sistemas pecuários mais eficientes, rentáveis e adaptados às condições climáticas brasileiras tem impulsionado o avanço de raças com elevado potencial produtivo. Nesse cenário, a Fazenda Santa Silvéria consolidou-se como uma das principais referências nacionais na criação e no melhoramento genético da raça Bonsmara, contribuindo diretamente para a expansão dessa genética em diferentes regiões do Brasil e também no mercado internacional.

Pioneira na introdução do Bonsmara no país, a propriedade desenvolve um trabalho contínuo de seleção voltado para características consideradas estratégicas para a pecuária moderna, como fertilidade, rusticidade, docilidade, desempenho produtivo e adaptação ao clima tropical.

Genética desenvolvida para condições tropicais

De acordo com a proprietária da Fazenda Santa Silvéria, Clélia Pacheco, a adoção da raça surgiu da necessidade de manter a precocidade produtiva observada em fêmeas meio-sangue Angus, sem abrir mão da adaptação necessária para enfrentar os desafios das condições tropicais brasileiras.

O Bonsmara pertence ao grupo Bos Taurus Africanus, do tipo Sanga, característica que proporciona maior distância genética em relação aos zebuínos e às raças britânicas. Essa condição favorece ganhos expressivos de heterose nos programas de cruzamento industrial, resultando em animais mais produtivos, resistentes e adaptados.

Segundo a criadora, o principal diferencial da raça está na capacidade de produzir carne de alta qualidade em sistemas simplificados de produção, com excelente desempenho a pasto e utilização de touros em monta natural.

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Além da adaptação ao calor, o Bonsmara apresenta elevada fertilidade, facilidade de manejo e temperamento dócil, características que contribuem para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das fazendas.

Cruzamentos ampliam produtividade e qualidade da carne

O crescimento da raça no Brasil também está associado ao desempenho obtido nos cruzamentos industriais. A utilização de reprodutores Bonsmara sobre matrizes zebuínas ou fêmeas meio-sangue Angus tem proporcionado ganhos importantes em produtividade, rendimento de carcaça e qualidade da carne.

A raça é reconhecida pela produção de carne premium, com atributos valorizados pelo mercado consumidor, como maciez, sabor e suculência. Além disso, apresenta boa conversão alimentar e capacidade de desempenho em diferentes sistemas de produção, ampliando as oportunidades para pecuaristas de diversas regiões do país.

Seleção genética impulsiona expansão nacional e internacional

O programa de melhoramento desenvolvido pela Fazenda Santa Silvéria combina avaliações de desempenho, características funcionais e critérios rigorosos de adaptação. O objetivo é selecionar animais capazes de manter altos índices produtivos mesmo em condições desafiadoras de clima e manejo.

Esse trabalho permitiu a disseminação da genética Bonsmara para todas as regiões brasileiras e também para países da América Latina e da África, fortalecendo a presença da raça em sistemas produtivos voltados para eficiência e sustentabilidade.

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Sustentabilidade e eficiência caminham juntas

A busca por maior produtividade também está alinhada aos princípios de sustentabilidade. Animais geneticamente superiores tendem a permanecer menos tempo no ciclo produtivo, reduzindo a emissão de gases por quilo de carne produzida.

Ao mesmo tempo, sistemas baseados em pastagens bem manejadas favorecem a retenção de carbono no solo e contribuem para uma pecuária mais equilibrada do ponto de vista ambiental.

Para os especialistas da fazenda, a combinação entre genética, nutrição e manejo continua sendo a principal estratégia para garantir competitividade econômica e responsabilidade ambiental no campo.

Leilão disponibilizará reprodutores selecionados

Como parte do trabalho de difusão da genética Bonsmara, a Fazenda Santa Silvéria realizará, no próximo dia 1º de julho, às 20h, a 22ª edição do Leilão Bonsmara Santa Silvéria.

O evento ocorrerá em formato 100% virtual, com transmissão pela Central Leilões, e ofertará reprodutores desenvolvidos dentro de um programa de melhoramento genético direcionado às demandas da pecuária tropical brasileira.

Os animais disponibilizados foram selecionados para atuação a campo, reunindo características de adaptação, fertilidade, desempenho produtivo e qualidade genética voltadas ao aumento da eficiência dos rebanhos comerciais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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