AGRONEGÓCIO
Micotoxinas e vigilância analítica serão destaque no SBSS 2026, em Chapecó, com foco em sanidade e desempenho na suinocultura
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A gestão de micotoxinas e seus impactos sobre a sanidade, o desempenho produtivo e a saúde intestinal dos animais estará no centro das discussões do 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). O evento, promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), será realizado entre os dias 11 e 13 de agosto, em Chapecó (SC).
Entre os destaques da programação está a palestra “Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade”, marcada para o dia 12 de agosto, às 11h30, dentro do Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades.
Micotoxinas são desafio silencioso da produção animal
Consideradas um dos principais riscos invisíveis da produção animal moderna, as micotoxinas podem comprometer diretamente a saúde intestinal dos animais, reduzir o desempenho zootécnico e aumentar a vulnerabilidade a doenças.
Durante a palestra, serão abordadas estratégias de vigilância analítica, monitoramento contínuo e gestão de risco, com foco na redução de impactos e na proteção da performance produtiva em sistemas de suinocultura.
A proposta é reforçar a importância da análise preventiva como ferramenta estratégica para evitar perdas econômicas e sanitárias nas granjas e agroindústrias.
Especialista com trajetória internacional em sanidade animal
O tema será apresentado pelo médico-veterinário Ricardo Hummes Rauber, profissional com ampla experiência em saúde animal, micotoxinas e biosseguridade.
Rauber é formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), mestre em Medicina Veterinária Preventiva, doutor em Sanidade Avícola pela UFRGS e pós-doutor pela UTFPR. Também possui especialização em Medicina das Aves pela North Carolina State University, nos Estados Unidos.
Ao longo de sua carreira, atuou em instituições como o Laboratório de Análises Micotoxicológicas (LAMIC/UFSM), BRF S.A. e projetos de pesquisa voltados à saúde intestinal e inovação em sistemas produtivos.
Atualmente, é CEO do SAMITEC e consultor internacional em saúde animal pela Vetinova – Saúde Animal Estratégica.
Controle de micotoxinas é estratégico para a produção moderna
Segundo a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o tema é fundamental para a eficiência da produção animal.
“A sanidade e o desempenho dos animais dependem de monitoramento preciso. As micotoxinas nem sempre são visíveis, mas geram impactos relevantes. O debate no SBSS contribui para decisões mais assertivas nas granjas e agroindústrias”, destaca.
Painel Alimentação integra nutrição, sanidade e gestão de risco
Para o presidente da comissão científica do evento, Lucas Piroca, a palestra reforça a integração entre nutrição, saúde intestinal e biosseguridade.
“O Painel Alimentação foi estruturado para discutir desafios que impactam diretamente a performance. A gestão de micotoxinas exige vigilância constante, interpretação de dados e estratégias preventivas”, afirma.
SBSS 2026 e Brasil Sul Pig Fair movimentam suinocultura em Chapecó
O 18º SBSS será realizado em conjunto com a 17ª Brasil Sul Pig Fair, que reunirá empresas de genética, nutrição, sanidade, equipamentos, tecnologia e serviços voltados à cadeia da suinocultura.
O espaço funcionará como vitrine para lançamentos e soluções inovadoras, além de fortalecer o networking entre empresas, produtores, técnicos e pesquisadores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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