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Paraná fecha safra de verão recorde com 26,3 milhões de toneladas e projeta novo ano histórico para o agro

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O Paraná encerrou a safra de verão 2025/26 com produção recorde de grãos, consolidando um dos melhores desempenhos da agricultura estadual. De acordo com o boletim de junho de 2026 do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), foram colhidas 26,3 milhões de toneladas, volume 6% superior às 24,7 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior.

O resultado foi impulsionado principalmente pela excelente produtividade da soja e pela recuperação da cultura do milho, reforçando a posição do Paraná entre os principais produtores agrícolas do Brasil.

Soja lidera produção e milho registra forte recuperação

A soja foi novamente o principal destaque da safra de verão paranaense, com produção consolidada em 21,8 milhões de toneladas.

O milho também apresentou recuperação significativa. Após colher 3,1 milhões de toneladas na temporada anterior, o Estado elevou a produção para 4,1 milhões de toneladas, contribuindo para o crescimento da safra de verão.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Hugo Godinho, o desempenho representa um passo importante para que o Paraná possa renovar o recorde anual de produção agrícola.

Apesar do resultado positivo, o especialista ressalta que o desempenho final do ciclo agrícola ainda dependerá das condições climáticas durante as culturas de inverno, período que apresenta maior risco para o desenvolvimento das lavouras.

Segunda safra de milho mantém expectativa de grande produção

Enquanto a safra de verão está concluída, a segunda safra de milho segue em desenvolvimento e apresenta perspectivas bastante favoráveis.

O Deral estima produção de 17,6 milhões de toneladas em uma área cultivada de 2,91 milhões de hectares.

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A colheita já começou e alcança aproximadamente 3% da área plantada. Conforme o levantamento, as geadas fracas a moderadas registradas em algumas regiões do Sul e Oeste do Estado provocaram impactos pontuais, sem alterar, até o momento, a estimativa de produção.

De acordo com o analista do Deral Edmar Gervasio, a expectativa é de aceleração dos trabalhos nos próximos dias, favorecida pela previsão de tempo seco e ensolarado, principalmente na região Oeste, onde a colheita deverá ganhar ritmo rapidamente.

Batata, cebola e tomate apresentam bom desempenho

O boletim também destaca o desempenho positivo das principais hortaliças cultivadas no Estado.

Na batata, a primeira safra 2025/26 deve alcançar 566,2 mil toneladas, produzidas em 16,8 mil hectares. Para a segunda safra, a estimativa é de 298,3 mil toneladas, cultivadas em 9,9 mil hectares.

A produção de cebola está projetada em 118 mil toneladas, distribuídas em uma área de 2,8 mil hectares.

Já a cultura do tomate apresenta expectativa de 167,3 mil toneladas na primeira safra, cultivadas em 2,4 mil hectares, enquanto a segunda safra deve produzir 101,9 mil toneladas em 1,6 mil hectares.

Pecuária mantém crescimento e fortalece agronegócio paranaense

Além das lavouras, o Boletim Conjuntural Semanal do Deral destaca o bom momento da pecuária brasileira e a forte participação do Paraná no setor.

Nas exportações de carne bovina, o Brasil embarcou 1,36 milhão de toneladas entre janeiro e maio de 2026, estabelecendo um novo recorde histórico. O desempenho foi impulsionado pela valorização do dólar e pela demanda internacional, especialmente da China.

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Na avicultura, o país registrou o maior volume de abate da história no primeiro trimestre de 2026, com 1,707 bilhão de frangos. O Paraná permanece como líder nacional absoluto da atividade, respondendo por 35% do total de aves abatidas no Brasil.

A suinocultura também manteve trajetória de crescimento. Os abates nacionais aumentaram 5,7% no primeiro trimestre, enquanto o Paraná consolidou a segunda colocação no ranking nacional, com participação de 20,9%.

Produção de ovos também avança no Estado

O levantamento ainda traz dados positivos para a avicultura de postura.

Nos três primeiros meses de 2026, o Paraná produziu 51,468 milhões de dúzias de ovos para consumo, volume 0,3% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Com esse desempenho, o Estado ocupa a oitava posição nacional, sendo responsável por 5,2% da produção brasileira de ovos destinados ao consumo.

Agro paranaense mantém trajetória de crescimento

Com uma safra de verão recorde, boas perspectivas para a segunda safra de milho e resultados positivos na pecuária e na horticultura, o Paraná reforça sua posição como uma das principais potências do agronegócio brasileiro.

Os números divulgados pelo Deral indicam um cenário favorável para o setor em 2026, embora a evolução das condições climáticas durante o inverno continue sendo um fator decisivo para a consolidação de um novo recorde anual de produção agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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