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Manutenção preventiva na colheita do milho reduz perdas de grãos e aumenta a produtividade no campo

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Com a colheita do milho se aproximando em diversas regiões produtoras do Brasil, a manutenção preventiva das máquinas agrícolas torna-se uma etapa decisiva para garantir eficiência operacional, reduzir perdas de grãos e preservar a rentabilidade da safra.

A preparação dos equipamentos antes do início das operações permite identificar desgastes, corrigir falhas e realizar regulagens essenciais para que colheitadeiras e tratores trabalhem com máximo desempenho durante o período mais intenso da atividade agrícola.

Além de aumentar a disponibilidade das máquinas no campo, a manutenção preventiva contribui para diminuir os custos com reparos emergenciais, evitar interrupções na colheita e assegurar maior qualidade do produto colhido.

Revisão antecipada evita prejuízos durante a safra

De acordo com o coordenador de Serviços da Tratorcase, Maicon Giovanni Wilmo, o período que antecede a colheita deve ser aproveitado para uma inspeção completa dos equipamentos.

Segundo ele, a manutenção preventiva reduz significativamente o risco de falhas inesperadas, aumenta a confiabilidade das máquinas e contribui diretamente para o desempenho das operações agrícolas.

“O período que antecede a colheita do milho é fundamental para a realização de inspeções preventivas, regulagens e manutenções nos equipamentos agrícolas. Esse processo reduz significativamente o risco de paradas inesperadas, aumenta a disponibilidade operacional das máquinas e contribui diretamente para a produtividade no campo”, afirma.

Componentes exigem atenção especial

Entre os principais itens que devem ser avaliados estão:

  • Sistema de alimentação;
  • Transmissão;
  • Correias;
  • Rolamentos;
  • Sistema hidráulico;
  • Componentes eletrônicos;
  • Mangueiras e filtros;
  • Sensores;
  • Mecanismos de corte e alimentação.
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A inspeção desses componentes permite identificar desgastes naturais antes que provoquem falhas durante a colheita, período em que qualquer interrupção representa perdas de tempo e aumento dos custos operacionais.

Regulagem correta reduz perdas de grãos

Outro fator determinante para o sucesso da operação é a regulagem adequada da colheitadeira.

Configurações incorretas podem provocar perdas significativas de grãos, comprometer a qualidade do milho colhido e elevar o consumo de combustível.

Segundo Maicon Giovanni Wilmo, ajustes realizados de acordo com as características da lavoura permitem maior eficiência na separação dos grãos e melhor aproveitamento da capacidade operacional da máquina.

“A regulagem correta da colheitadeira é indispensável para minimizar perdas de grãos, preservar a qualidade da colheita e otimizar o consumo de combustível”, destaca.

Manutenção preventiva custa menos que reparos emergenciais

Especialistas reforçam que investir em manutenção antes do início da safra representa uma economia significativa quando comparado aos prejuízos provocados por quebras durante a operação.

Durante a colheita, cada hora de máquina parada pode comprometer o cronograma de trabalho, aumentar os custos de produção e reduzir o potencial econômico da lavoura.

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Por isso, a recomendação é seguir rigorosamente o plano de manutenção estabelecido pelo fabricante e realizar todas as revisões necessárias antes da entrada das máquinas no campo.

Boas práticas garantem maior eficiência operacional

Para aumentar a segurança e a produtividade durante a colheita do milho, os especialistas recomendam:

  • realizar uma revisão completa das máquinas antes da safra;
  • verificar os sistemas de motor, transmissão, arrefecimento, combustível, hidráulico e elétrico;
  • substituir componentes desgastados, como correias, rolamentos, filtros e mangueiras;
  • calibrar os equipamentos conforme as condições da lavoura;
  • atualizar manutenções pendentes;
  • capacitar operadores para o uso correto das máquinas;
  • manter contato permanente com a concessionária para suporte técnico.
Planejamento faz diferença na rentabilidade da colheita

A integração entre produtor rural, equipe técnica e concessionária contribui para elevar a disponibilidade das máquinas, reduzir custos de manutenção corretiva e garantir maior eficiência durante toda a operação.

Em uma safra em que produtividade e controle de custos são fatores determinantes para a rentabilidade, a manutenção preventiva deixa de ser apenas uma prática recomendada e passa a representar uma estratégia essencial para assegurar uma colheita de milho mais segura, eficiente e com menores perdas no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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